Guatemala prende 22 membros do cartel mexicano Los Zetas

Por Dialogo
dezembro 28, 2010


Forças de segurança da Guatemala desferiram um duro golpe em um dos cartéis do narcotráfico mexicano que opera nesse país ao deter 22 de seus membros, entre eles o suposto líder da região, informou o Governo.

Com a captura de quatro supostos membros do grupo paramilitar mexicano de traficantes “Los Zetas”, a Polícia guatemalteca coroou uma operação que incluiu o confisco de 239 fuzis, 28 veículos todo-terreno, cinco pequenas aeronaves, munições e explosivos, detalhou o Ministério do Governo.

As prisões e confiscos ocorreram depois que a Guatemala decretou a suspensão das garantias constitucionais, um dia depois de decretar estado de sítio no departamento fronteiriço de Alta Verapaz, a cerca de 200 quilômetros ao norte da capital.

Para lá foram enviados soldados e policiais para combater a crescente atividade criminosa das quadrilhas mexicanas.

“Estes indivíduos não estavam se preparando para enfrentar as forças de segurança, estavam se preparando para ocupar o país”, disse aos jornalistas o presidente guatemalteco Álvaro Colom, após autorizar as medidas de emergência.

Informes do Governo indicam que os Zetas praticamente governavam a região, ocupando propriedades e cometendo assaltos e atentados sexuais.

Entre os delinquentes capturados encontra-se o ex-militar guatemalteco José Armando León, antigo integrante dos kaibiles, um corpo de elite do Exército treinado para operações de contrainsurgência e utilizado durante a longa guerra civil que abalou o país.

As autoridades suspeitam que León fosse o chefe do grupo que atua em Alta Verapaz.

Cerca de 80 membros de Los Zetas operariam na Guatemala, e um terço deles seriam mexicanos, segundo investigações oficiais. Ainda que sua principal área de influência seja localizada em Alta Verapaz, calcula-se que a organização atue em 75% do território do país.

Los Zetas, que surgiram há 10 anos como um grupo de assassinos profissionais a serviço do Cartel do Golfo do México, transformaram-se em uma organização criminosa independente, com milhares de integrantes e forte presença na América Central.

Analistas e altos funcionários garantem que os cartéis mexicanos estão comprando terras, armazenando armas e contratando membros de redes criminosas em toda a América Central para auxiliar no transporte e na venda de drogas.



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