El Salvador: Funes Elogia “As Mudanças” Dos Estados Unidos E Adverte A Chávez

Brawn Wants To Work With Alonso, Who He Considers The Best Driver In The World

Por Dialogo
março 31, 2009

O presidente salvadorenho eleito, Mauricio Funes, estreou na segunda-feira na arena internacional com elogios às “mudanças” nos Estados Unidos e a advertência de que não permitirá que o governante venezuelano Hugo Chávez coloque “um dedo” na política de El Salvador. Primeiro esquerdista eleito presidente de El Salvador, candidato da ex-guerrilha da Frente Farabundo Martí para a Libertação Nacional (FMLN), Funes participou, junto ao governante que deixa o cargo Antonio Saca, de uma reunião de líderes da América Central com o vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, que fez o primeiro contato entre o governo democrata de Barack Obama com o istmo. “As mudanças agora não só vêm do sul, também vêm do norte”, disse Funes em uma entrevista coletiva de imprensa junto com o governante anfitrião, o presidente da Costa Rica, Oscar Arias, ao elogiar Washington por dialogar com seus vizinhos latino-americanos e escutar suas demandas. Funes declarou que apesar de desejar manter as melhores relações com Chávez, não permitirá que a “Venezuela coloque um só dedo na política interna de El Salvador”. Disse que quer manter bons laços com a Venezuela, bem como com a Bolívia e a Nicarágua – com governos aliados de Chávez – mas também com o Brasil, Argentina e Chile, que têm governantes de esquerda moderada. Entretanto, Funes destacou que a diferença entre a esquerda e a direita não contam com a complexidade da sociedade atual. “Sempre me perguntam se eu sou da esquerda light, da esquerda vegetariana ou da esquerda radical, ou da carnívora”, disse o presidente eleito, o que fez rir os jornalistas. “A mudança que estamos oferecendo é para melhorar a qualidade de vida dos salvadorenhos e isso não tem nada a ver com a ideologia”, acrescentou. Funes declarou que pretende manter boas relações com Washington quando suceder Saca, em 1° de junho, um estreito aliado do ex-presidente americano George W. Bush, na “guerra contra o terrorismo”, e que manteve tropas de apoio à intervenção norte-americana no Iraque até o início desse ano. Antes de ingressar na política, Funes era um jornalista de televisão e foi eleito como candidato do partido da ex-guerrilha esquerdista, que mantinha um duro discurso contra o “imperialismo ianque”. Não obstante, Obama felicitou Funes por seu triunfo “histórico” e três dias depois dos comícios enviou a São Salvador o responsável pela diplomacia na América Latina, Thomas Shannon, que manteve um encontro privado com o governante eleito. El Salvador, além disso, quer que Obama empreenda uma reforma integral na imigração, ou que pelo menos prorrogue o estatuto temporal que permite a permanência de cerca de 230 mil salvadorenhos nos Estados Unidos. Funes, que é casado com uma brasileira, também visitou o Brasil em seguida às eleições e teve um encontro privado com o presidente Luis Inácio Lula da Silva, de quem é amigo.
Share