Agentes da Polícia Federal (PF) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) do Brasil apreenderam quase 18 toneladas de maconha no estado de Santa Catarina, em meados de setembro. Os 17.900 quilos da droga estavam em uma carreta que transportava alimentos na rodovia BR-101, na Grande Florianópolis.
Esta foi a maior quantidade de maconha apreendida neste ano em Santa Catarina e uma das maiores da história do país, informou o site brasileiro G1.
“A maconha estava escondida em fardos ocultos em meio à carga de milho a granel”, disse à Diálogo a Assessoria de Comunicação da PF em Santa Catarina. O veículo foi levado até uma empresa de alimentos no município de São José, onde a maconha foi separada da carga de milho, “em um trabalho que adentrou pela madrugada”, devido ao tamanho da carga, segundo a PF, que acrescentou que dois veículos – um caminhão carregado com as drogas e um segundo carro que o escoltava –foram apreendidos.
Segundo Adriano Fiamoncini, chefe de Comunicação da PRF, a operação demandou uma intensa cooperação entre os agentes das duas polícias. “Foram meses de trabalho, investigação e troca de informações entre a PRF e a PF. Felizmente, conseguimos identificar e localizar esse bitrem”, afirmou Fiamoncini em entrevista ao programa Balanço Geral, da TV Record de Florianópolis. Após monitorar os dois veículos, os agentes os interceptaram na BR-101, na altura do município de Biguaçu, e prenderam seus ocupantes.
Origem: Paraguai
Segundo a PRF, o motorista da carreta é natural do Paraná e tem 40 anos. “Ele disse que não sabia qual o destino final dessa droga. Disse que iria receber uma ligação que daria mais instruções”, ressaltou Fiamoncini. “Mas ele falou que saiu do Mato Grosso do Sul. Então é droga do Paraguai que entrou pelo Mato Grosso do Sul. E não sabemos se ela ficaria em Santa Catarina ou iria para o Rio Grande do Sul”, completou Fiamoncini.
As autoridades transportaram os quatro envolvidos – o motorista da carreta e o motorista e os dois ocupantes do segundo carro – para a sede da PF em Florianópolis, onde serão acusados de tráfico de drogas e associação ao tráfico, cujas penas combinadas podem chegar a 25 anos de prisão, informou a PF.
Investigações em curso
A PRF e a PF não deram mais detalhes sobre a organização criminosa. A PF explicou à Diálogo que por enquanto não pode revelar mais informações sobre o grupo para não prejudicar as investigações, “que ainda estão em andamento”.
“A Polícia Rodoviária Federal e a Polícia Federal ressaltam a importância da integração e cooperação entre as forças policiais no combate ao tráfico de drogas”, destacou a PRF em um comunicado divulgado pelo site Portal da Ilha Digital. “Cada órgão atuou com o que tem de melhor, resultando neste prejuízo financeiro estimado em 40 milhões de reais [cerca de US$ 7,5 milhões] ao crime organizado, somando o valor da droga e da carreta”, disse a PRF.



