Marinha da Bolívia deve combater narcotráfico no Lago Titicaca

Por Dialogo
março 09, 2015



Em março, a Marinha da Bolívia deve lançar uma unidade especial para ajudar a Força Especial de Luta contra o Narcotráfico da Bolívia (FELCN) no combate aos narcotraficantes no Lago Titicaca, disse recentemente o Vice-Almirante Waldo Calla, comandante da Marinha.

"Detectamos uma série de atividades, não apenas de tráfico de drogas, mas também de contrabando no Lago Titicaca. Por isso, a Marinha boliviana está criando uma unidade específica que ficará sob a jurisdição do Quarto Distrito Naval."

Por razões de segurança, o vice-almirante não revelou onde ou quando a unidade será implantada, mas disse que ela será móvel para que possa surpreender os narcotraficantes.

O anúncio ocorreu poucas semanas depois que a Bolívia e o Peru começaram a trabalhar juntos contra o narcotráfico e outras atividades criminosas ao longo da fronteira entre os dois países. Os países estão utilizando um sistema de satélite 24 horas por dia para detectar cargas de drogas no Lago Titicaca, que fica entre as duas nações. As marinhas, forças aéreas e forças policiais antinarcóticos dos países trabalham juntas para interditar e investigar embarcações suspeitas.

As nações andinas estão trabalhando juntas em terra para combater o narcotráfico e o cultivo de coca, o principal ingrediente utilizado na produção de cocaína. Militares e forças policiais dos dois países estão concentrando seus esforços na erradicação de plantações de coca em comunidades fronteiriças bolivianas, como Apolo e San Fermín, e na região do Vale dos Rios Apurímac, Ene e Mantaro (VRAEM), no Peru.

Os narcotraficantes transportam para a Bolívia, de avião, cerca de metade das 450 toneladas de cocaína produzidas no Peru anualmente e depois enviam a droga para América Central, América do Norte, Brasil, México, Europa e Ásia.

No entanto, nos últimos meses, as forças de segurança peruanas tornaram mais difícil para os grupos narcotraficantes a mobilização de aviões, ao destruir pelo menos 60 pistas de pouso clandestinas de que eles se utilizam, muitas delas no VRAEM.

Em 2012, as organizações criminosas plantaram mais de 60.000 hectares de coca no Peru, que abriga 13 regiões cocaleiras. A maior parte da coca cultivada no país – 93% – é utilizada na produção de drogas ilícitas. O restante é destinado ao consumo tradicional e ao uso industrial, de acordo com a Comissão Nacional para o Desenvolvimento e Vida sem Drogas (DEVIDA).

A Bolívia também tem avançado na luta contra o narcotráfico e o cultivo de drogas.

Desde 2010, a Bolívia reduziu a área utilizada para o cultivo de coca ilegal de 34.500 para 23.200 hectares, segundo comunicado à imprensa do vice-ministério da Defesa Social de 18 de novembro de 2014.


Em março, a Marinha da Bolívia deve lançar uma unidade especial para ajudar a Força Especial de Luta contra o Narcotráfico da Bolívia (FELCN) no combate aos narcotraficantes no Lago Titicaca, disse recentemente o Vice-Almirante Waldo Calla, comandante da Marinha.

"Detectamos uma série de atividades, não apenas de tráfico de drogas, mas também de contrabando no Lago Titicaca. Por isso, a Marinha boliviana está criando uma unidade específica que ficará sob a jurisdição do Quarto Distrito Naval."

Por razões de segurança, o vice-almirante não revelou onde ou quando a unidade será implantada, mas disse que ela será móvel para que possa surpreender os narcotraficantes.

O anúncio ocorreu poucas semanas depois que a Bolívia e o Peru começaram a trabalhar juntos contra o narcotráfico e outras atividades criminosas ao longo da fronteira entre os dois países. Os países estão utilizando um sistema de satélite 24 horas por dia para detectar cargas de drogas no Lago Titicaca, que fica entre as duas nações. As marinhas, forças aéreas e forças policiais antinarcóticos dos países trabalham juntas para interditar e investigar embarcações suspeitas.

As nações andinas estão trabalhando juntas em terra para combater o narcotráfico e o cultivo de coca, o principal ingrediente utilizado na produção de cocaína. Militares e forças policiais dos dois países estão concentrando seus esforços na erradicação de plantações de coca em comunidades fronteiriças bolivianas, como Apolo e San Fermín, e na região do Vale dos Rios Apurímac, Ene e Mantaro (VRAEM), no Peru.

Os narcotraficantes transportam para a Bolívia, de avião, cerca de metade das 450 toneladas de cocaína produzidas no Peru anualmente e depois enviam a droga para América Central, América do Norte, Brasil, México, Europa e Ásia.

No entanto, nos últimos meses, as forças de segurança peruanas tornaram mais difícil para os grupos narcotraficantes a mobilização de aviões, ao destruir pelo menos 60 pistas de pouso clandestinas de que eles se utilizam, muitas delas no VRAEM.

Em 2012, as organizações criminosas plantaram mais de 60.000 hectares de coca no Peru, que abriga 13 regiões cocaleiras. A maior parte da coca cultivada no país – 93% – é utilizada na produção de drogas ilícitas. O restante é destinado ao consumo tradicional e ao uso industrial, de acordo com a Comissão Nacional para o Desenvolvimento e Vida sem Drogas (DEVIDA).

A Bolívia também tem avançado na luta contra o narcotráfico e o cultivo de drogas.

Desde 2010, a Bolívia reduziu a área utilizada para o cultivo de coca ilegal de 34.500 para 23.200 hectares, segundo comunicado à imprensa do vice-ministério da Defesa Social de 18 de novembro de 2014.
Share