Bolívia melhora segurança ao longo da fronteira com a Argentina

Bolivia Improves Security along the Argentinian Border

Por Dialogo
janeiro 07, 2015




A Bolívia inaugurou recentemente as novas instalações do posto de controle migratório na cidade de Villazón, na região de Potosí, próximo à fronteira com a Argentina. O novo posto deve melhorar a segurança ao longo da fronteira comum.

A inauguração do novo centro integra o projeto “Fortalecimento do Controle Fronteiriço Integral Contra o Tráfico Ilícito de Drogas e Delitos Conexos”, desenvolvido pelo Conselho Nacional de Luta contra o Tráfico Ilícito de Drogas (CONALTID) e a Direção Geral de Migrações (DIGEMIG), como parte de um plano maior para consolidar a presença do Estado nos povoados fronteiriços e combater as atividades criminosas.

O posto de controle ganhou novos computadores, scanners para registro de migrantes, uma rede privada virtual da DIGEMIG e um sistema informatizado de gestão de fronteiras.

“Devemos fortalecer nossa luta contra o narcotráfico de maneira integral nesses postos fronteiriços, com a participação de todas as instituições do Estado”, disse Sabino Mendoza, coordenador-geral do CONALTID, de acordo com a agência EFE
. “[O objetivo é] ter maior presença e reduzir o impacto negativo gerado pelo tráfico a partir dos países vizinhos.”

Modernização dos postos de controle


A inauguração do posto de Villazón integra um plano do governo boliviano para modernizar a infraestrutura de controle migratório ao longo das fronteiras que o país compartilha com Brasil, Paraguai, Argentina, Chile e Peru. Como parte desse esforço, em 22 de agosto de 2014, o ministro do Interior da Bolívia, Jorge Pérez Valenzuela, inaugurou a reforma do posto de controle de Puerto Suárez ao longo da fronteira com o Brasil.

“A melhoria da infraestrutura fronteiriça permitirá aumentar o controle migratório e, como consequência, a identificação de quem tem antecedentes de tráfico de drogas”, disse o Ministério do Interior em comunicado em 10 de dezembro. “As autoridades verificarão a situação migratória e farão comparações biométricas da fotografia atual com a de uma viagem anterior [do viajante], além de comparações com documentos em nossa base de dados.”

A Bolívia é o terceiro maior produtor de coca, de acordo com o Relatório de Monitoramento de Cultivos de Coca 2013
, publicado pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) em junho de 2014. Por isso, autoridades e analistas de segurança enfatizam a necessidade de reforçar todas as fronteiras do país.

Cinturão do narcotráfico


A modernização de postos de segurança terá um impacto sobre as atividades de traficantes de drogas e outros criminosos.

“Em geral, todos esses esforços de controle de fronteiras contribuem para fortalecer a soberania do Estado onde sua presença é mais difícil de estabelecer”, diz o analista de segurança argentino Norberto Emmerich, especializado em narcotráfico.

Villazón faz fronteira com a cidade argentina de La Quiaca, na província de Jujuy, sendo portanto um dos cinco pontos-chave da geopolítica do narcotráfico na fronteira norte argentina, segundo Emmerich. Ele denomina essa região de “narcocinturão das cinco rotas”. São elas:


Rota El Condado - La Mamora (Salta)

Rota Aguas Blancas - Bermejo (Salta)

Rota Salvador Mazza - Yacuiba (Salta)

Rota Puerto Chalanas (Salta)

Rota La Quiaca - Villazón (Jujuy)


A importância da cooperação internacional


As autoridades de segurança nas regiões de fronteira combatem o microtráfico ( bagayeo
), realizado por pequenos grupos criminosos e indivíduos.

Alguns deles utilizam aviões pequenos para transportar drogas da Bolívia a pistas clandestinas na Argentina, de acordo com Emmerich, o que torna a cooperação internacional um elemento crucial para combater essas atividades. “É conveniente que esse tipo de controle fronteiriço, em uma fronteira tão extensa, porosa e topograficamente difícil, seja realizado de forma cooperativa, com o compartilhamento de recursos, políticas e informação.”

Em 2014, forças de segurança bolivianas desmantelaram 85 laboratórios clandestinos de cocaína e apreenderam 27 aviões usados para transportar drogas, segundo dados oficiais divulgados pela rede de TV boliviana ATB.

Além do narcotráfico, o tráfico de pessoas é uma atividade criminosa de alta incidência ao longo da região fronteiriça entre os dois países sul-americanos.

“A diferença é que o narcotráfico é uma atividade que ameaça a partir da Argentina até a Bolívia, enquanto o tráfico de pessoas para fins de exploração de trabalho e sexual é uma atividade que se vai da Bolívia para a Argentina”, completa Emmerich.



A Bolívia inaugurou recentemente as novas instalações do posto de controle migratório na cidade de Villazón, na região de Potosí, próximo à fronteira com a Argentina. O novo posto deve melhorar a segurança ao longo da fronteira comum.

A inauguração do novo centro integra o projeto “Fortalecimento do Controle Fronteiriço Integral Contra o Tráfico Ilícito de Drogas e Delitos Conexos”, desenvolvido pelo Conselho Nacional de Luta contra o Tráfico Ilícito de Drogas (CONALTID) e a Direção Geral de Migrações (DIGEMIG), como parte de um plano maior para consolidar a presença do Estado nos povoados fronteiriços e combater as atividades criminosas.

O posto de controle ganhou novos computadores, scanners para registro de migrantes, uma rede privada virtual da DIGEMIG e um sistema informatizado de gestão de fronteiras.

“Devemos fortalecer nossa luta contra o narcotráfico de maneira integral nesses postos fronteiriços, com a participação de todas as instituições do Estado”, disse Sabino Mendoza, coordenador-geral do CONALTID, de acordo com a agência EFE
. “[O objetivo é] ter maior presença e reduzir o impacto negativo gerado pelo tráfico a partir dos países vizinhos.”

Modernização dos postos de controle


A inauguração do posto de Villazón integra um plano do governo boliviano para modernizar a infraestrutura de controle migratório ao longo das fronteiras que o país compartilha com Brasil, Paraguai, Argentina, Chile e Peru. Como parte desse esforço, em 22 de agosto de 2014, o ministro do Interior da Bolívia, Jorge Pérez Valenzuela, inaugurou a reforma do posto de controle de Puerto Suárez ao longo da fronteira com o Brasil.

“A melhoria da infraestrutura fronteiriça permitirá aumentar o controle migratório e, como consequência, a identificação de quem tem antecedentes de tráfico de drogas”, disse o Ministério do Interior em comunicado em 10 de dezembro. “As autoridades verificarão a situação migratória e farão comparações biométricas da fotografia atual com a de uma viagem anterior [do viajante], além de comparações com documentos em nossa base de dados.”

A Bolívia é o terceiro maior produtor de coca, de acordo com o Relatório de Monitoramento de Cultivos de Coca 2013
, publicado pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) em junho de 2014. Por isso, autoridades e analistas de segurança enfatizam a necessidade de reforçar todas as fronteiras do país.

Cinturão do narcotráfico


A modernização de postos de segurança terá um impacto sobre as atividades de traficantes de drogas e outros criminosos.

“Em geral, todos esses esforços de controle de fronteiras contribuem para fortalecer a soberania do Estado onde sua presença é mais difícil de estabelecer”, diz o analista de segurança argentino Norberto Emmerich, especializado em narcotráfico.

Villazón faz fronteira com a cidade argentina de La Quiaca, na província de Jujuy, sendo portanto um dos cinco pontos-chave da geopolítica do narcotráfico na fronteira norte argentina, segundo Emmerich. Ele denomina essa região de “narcocinturão das cinco rotas”. São elas:


Rota El Condado - La Mamora (Salta)

Rota Aguas Blancas - Bermejo (Salta)

Rota Salvador Mazza - Yacuiba (Salta)

Rota Puerto Chalanas (Salta)

Rota La Quiaca - Villazón (Jujuy)


A importância da cooperação internacional


As autoridades de segurança nas regiões de fronteira combatem o microtráfico ( bagayeo
), realizado por pequenos grupos criminosos e indivíduos.

Alguns deles utilizam aviões pequenos para transportar drogas da Bolívia a pistas clandestinas na Argentina, de acordo com Emmerich, o que torna a cooperação internacional um elemento crucial para combater essas atividades. “É conveniente que esse tipo de controle fronteiriço, em uma fronteira tão extensa, porosa e topograficamente difícil, seja realizado de forma cooperativa, com o compartilhamento de recursos, políticas e informação.”

Em 2014, forças de segurança bolivianas desmantelaram 85 laboratórios clandestinos de cocaína e apreenderam 27 aviões usados para transportar drogas, segundo dados oficiais divulgados pela rede de TV boliviana ATB.

Além do narcotráfico, o tráfico de pessoas é uma atividade criminosa de alta incidência ao longo da região fronteiriça entre os dois países sul-americanos.

“A diferença é que o narcotráfico é uma atividade que ameaça a partir da Argentina até a Bolívia, enquanto o tráfico de pessoas para fins de exploração de trabalho e sexual é uma atividade que se vai da Bolívia para a Argentina”, completa Emmerich.
MUITO BOM MATERIAL
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