Bolívia e Peru vão usar satélites contra o narcotráfico no Lago Titicaca

Bolivia and Peru to Use Satellites against Drug Trafficking on Lake Titicaca

Por Dialogo
dezembro 11, 2014




Graças a um recente acordo entre Peru e Bolívia para atuação conjunta contra o narcotráfico e outros crimes ao longo de sua fronteira comum, embarcações navais de ambos os países irão usar um sistema de satélite sofisticado para detectar cargas de drogas no Lago de Titicaca, que fica entre as duas nações.

A partir de 2015, operações de interdição de drogas no Lago Titicaca serão coordenadas pelas forças navais e policiais dos dois países. O sistema de satélite permitirá que policiais e militares monitorem as atividades no lago 24 horas por dia.

Agentes de ligação de ambos os países vão cooperar em cada missão de interdição de drogas, enquanto as polícias antidrogas da Bolívia e do Peru trabalharão para processar as coordenadas de embarcações suspeitas no lago.

As interdições serão realizadas por embarcações das marinhas de Peru e Bolívia, com o apoio das Forças Aéreas de ambos os países.

Em longo prazo, essa estreita cooperação irá ajudar os dois países.

“A experiência nos mostrou que, quando dois países combinam seus sistemas de inteligência, forças operacionais e decisões políticas, os resultado melhoram", disse Alberto Otárola Peñaranda, diretor executivo da Comissão Nacional para o Desenvolvimento e Vida sem Drogas (DEVIDA) do Peru, conforme reportagem do site EjuTv
.

“Este tipo de cooperação ente países é positivo. Peru e Bolívia estão fazendo um grande esforço ao tentar fechar a rota aérea da cocaína”, disse César Ortiz Anderson, presidente da Associação Pró-Segurança Cidadã do Peru (APROSEC).

Acordo também promove esforços de erradicação


Autoridades dos dois países, incluindo Otárola e Felipe Cáceres, o vice-ministro boliviano de Defesa Social e Substâncias Controladas, assinaram o acordo durante a quarta reunião da Comissão Combinada Peru-Bolívia em 11 de novembro em Lima, Peru.

O acordo conclama as forças de segurança dos dois países a cooperar na erradicação de cultivos ilegais que alguns fazendeiros plantam na região de fronteira. A coca ilegal é o principal ingrediente da produção de cocaína.

A partir de 2015, militares e policiais dos dois países irão concentrar seus esforços de erradicação nas comunidades bolivianas fronteiriças de Apolo e San Fermín, e no Vale dos Rios Apurímac, Ene e Mantaro, no lado peruano.

“Medidas específicas serão tomadas nessas áreas para que policiais de ambos os países possam intervir em conjunto e evitar a fuga de narcotraficantes de um lado da fronteira para o outro”, disse Otárola.

Ambos os países progrediram na erradicação de áreas de coca ilegal nos últimos anos.

Desde 2010, a Bolívia reduziu o número de hectares utilizados para o cultivo de coca ilegal de 34.500 para 23.200, segundo comunicado à imprensa do Vice-Ministério da Defesa Social em 18 de novembro.

O governo peruano já excedeu sua meta de erradicar 30.000 hectares de coca ilegal em 2014. No final de novembro, policiais e militares peruanos destruíram mais de 30.300 hectares de coca cultivada ilegalmente.

Oferecer alternativas aos fazendeiros que cultivavam a coca ilegal é importante. Para abordar o problema, a reunião bilateral de 11 de novembro também estabeleceu grupos de trabalho para cooperação nas áreas de desenvolvimento alternativo, prevenção de consumo, reabilitação e controle do tráfico ilegal de drogas e crimes associados.

Combatendo o narcotráfico aéreo


O acordo não está limitado à cooperação em terra e águas do Lago Titicaca, mas também conclama as forças de segurança dos dois países a compartilhar inteligência para eliminar as rotas aéreas usadas pelos narcotraficantes que atravessam a fronteira comum.

Os traficantes de drogas estabeleceram um corredor aéreo entre os dois países para burlar a lei e transportar as drogas para os mercados de Argentina, Brasil e Paraguai, segundo o jornal La Razón
.

Sob o acordo, os dois países se comprometem a “duplicar esforços para o estabelecimento e a implantação de um mecanismo muito mais eficaz na troca de informações e inteligência usando sensores aéreos para detectar espaços aéreos não supervisionados”, disse Cáceres.

Os traficantes de drogas usam rotas aéreas para transportar cocaína do Peru, o maior produtor da droga no mundo, para o Brasil, o segundo maior mercado consumidor do mundo. Autoridades de segurança estimam que quase 90% das 200 toneladas de cocaína que são traficadas da região do VRAEM a cada ano são enviadas por narcovoos, segundo o site insightcrime.org .


“[O acordo] é um marco na cooperação binacional real que visa fortalecer a segurança”, disse Cáceres durante a cerimônia de assinatura. “As operações contra o narcotráfico realizadas por policiais e militares terão um resultado positivo.”



Graças a um recente acordo entre Peru e Bolívia para atuação conjunta contra o narcotráfico e outros crimes ao longo de sua fronteira comum, embarcações navais de ambos os países irão usar um sistema de satélite sofisticado para detectar cargas de drogas no Lago de Titicaca, que fica entre as duas nações.

A partir de 2015, operações de interdição de drogas no Lago Titicaca serão coordenadas pelas forças navais e policiais dos dois países. O sistema de satélite permitirá que policiais e militares monitorem as atividades no lago 24 horas por dia.

Agentes de ligação de ambos os países vão cooperar em cada missão de interdição de drogas, enquanto as polícias antidrogas da Bolívia e do Peru trabalharão para processar as coordenadas de embarcações suspeitas no lago.

As interdições serão realizadas por embarcações das marinhas de Peru e Bolívia, com o apoio das Forças Aéreas de ambos os países.

Em longo prazo, essa estreita cooperação irá ajudar os dois países.

“A experiência nos mostrou que, quando dois países combinam seus sistemas de inteligência, forças operacionais e decisões políticas, os resultado melhoram", disse Alberto Otárola Peñaranda, diretor executivo da Comissão Nacional para o Desenvolvimento e Vida sem Drogas (DEVIDA) do Peru, conforme reportagem do site EjuTv
.

“Este tipo de cooperação ente países é positivo. Peru e Bolívia estão fazendo um grande esforço ao tentar fechar a rota aérea da cocaína”, disse César Ortiz Anderson, presidente da Associação Pró-Segurança Cidadã do Peru (APROSEC).

Acordo também promove esforços de erradicação


Autoridades dos dois países, incluindo Otárola e Felipe Cáceres, o vice-ministro boliviano de Defesa Social e Substâncias Controladas, assinaram o acordo durante a quarta reunião da Comissão Combinada Peru-Bolívia em 11 de novembro em Lima, Peru.

O acordo conclama as forças de segurança dos dois países a cooperar na erradicação de cultivos ilegais que alguns fazendeiros plantam na região de fronteira. A coca ilegal é o principal ingrediente da produção de cocaína.

A partir de 2015, militares e policiais dos dois países irão concentrar seus esforços de erradicação nas comunidades bolivianas fronteiriças de Apolo e San Fermín, e no Vale dos Rios Apurímac, Ene e Mantaro, no lado peruano.

“Medidas específicas serão tomadas nessas áreas para que policiais de ambos os países possam intervir em conjunto e evitar a fuga de narcotraficantes de um lado da fronteira para o outro”, disse Otárola.

Ambos os países progrediram na erradicação de áreas de coca ilegal nos últimos anos.

Desde 2010, a Bolívia reduziu o número de hectares utilizados para o cultivo de coca ilegal de 34.500 para 23.200, segundo comunicado à imprensa do Vice-Ministério da Defesa Social em 18 de novembro.

O governo peruano já excedeu sua meta de erradicar 30.000 hectares de coca ilegal em 2014. No final de novembro, policiais e militares peruanos destruíram mais de 30.300 hectares de coca cultivada ilegalmente.

Oferecer alternativas aos fazendeiros que cultivavam a coca ilegal é importante. Para abordar o problema, a reunião bilateral de 11 de novembro também estabeleceu grupos de trabalho para cooperação nas áreas de desenvolvimento alternativo, prevenção de consumo, reabilitação e controle do tráfico ilegal de drogas e crimes associados.

Combatendo o narcotráfico aéreo


O acordo não está limitado à cooperação em terra e águas do Lago Titicaca, mas também conclama as forças de segurança dos dois países a compartilhar inteligência para eliminar as rotas aéreas usadas pelos narcotraficantes que atravessam a fronteira comum.

Os traficantes de drogas estabeleceram um corredor aéreo entre os dois países para burlar a lei e transportar as drogas para os mercados de Argentina, Brasil e Paraguai, segundo o jornal La Razón
.

Sob o acordo, os dois países se comprometem a “duplicar esforços para o estabelecimento e a implantação de um mecanismo muito mais eficaz na troca de informações e inteligência usando sensores aéreos para detectar espaços aéreos não supervisionados”, disse Cáceres.

Os traficantes de drogas usam rotas aéreas para transportar cocaína do Peru, o maior produtor da droga no mundo, para o Brasil, o segundo maior mercado consumidor do mundo. Autoridades de segurança estimam que quase 90% das 200 toneladas de cocaína que são traficadas da região do VRAEM a cada ano são enviadas por narcovoos, segundo o site insightcrime.org .


“[O acordo] é um marco na cooperação binacional real que visa fortalecer a segurança”, disse Cáceres durante a cerimônia de assinatura. “As operações contra o narcotráfico realizadas por policiais e militares terão um resultado positivo.”
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