Austin destaca a importância de trabalhar com parceiros das Américas Central e do Sul

Austin destaca a importância de trabalhar com parceiros das Américas Central e do Sul

Por David Vergun/DOD News
novembro 09, 2021

O secretário de Defesa dos EUA, Lloyd J. Austin III, discursou no dia 29 de outubro de 2021, durante a cerimônia de troca de comando em que a General de Exército Laura J. Richardson, do Exército dos EUA, assumiu suas funções como comandante do Comando Sul dos EUA (SOUTHCOM) das mãos do Almirante de Esquadra Craig S. Faller, da Marinha dos EUA, na sede do SOUTHCOM em Doral, Flórida.

A pandemia da COVID-19, os desastres naturais e os impactos da mudança climática, as ameaças à cibersegurança, o tráfico de drogas e as organizações criminosas transnacionais foram alguns dos exemplos citados por Austin que levaram a crises ou instabilidade.

“Temos que enfrentar esses desafios em conjunto, como vizinhos e amigos. O SOUTHCOM está construindo e fortalecendo parcerias verdadeiras, baseadas em respeito, comunicação e sinceridade. Uma parceria verdadeira significa aprofundar as formas de trabalharmos em conjunto”, afirmou.

Nesta região, que abrange as Américas do Sul e Central, bem como a maioria das ilhas caribenhas, isto significa ajudar os vizinhos a fortalecer suas capacidades. Significa compartilhar informações. E significa trabalhar em estreita colaboração com os parceiros para combater as influências malignas, disse.

“Nossa rede de alianças e parcerias é uma multiplicadora de forças que nenhum competidor pode igualar”, acrescentou Austin.

O secretário forneceu exemplos de parcerias bem-sucedidas que foram lideradas pela equipe do Alte Esq Faller.

No dia 14 de agosto, um terremoto de magnitude 7,2 atingiu a região sudoeste do Haiti, causando enormes danos. Helicópteros da Força-Tarefa Conjunta Bravo e da Guarda Nacional de Porto Rico entregaram alimentos e ajuda, e outras aeronaves inspecionaram os danos. “Trabalhando em conjunto com a USAID, centenas de vidas foram salvas”, disse ele, referindo-se à Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional.

Quando os furacões Eta e Iota assolaram há quase um ano a América Central, o SOUTHCOM estava lá prestando assistência, declarou.

Quando a pandemia da COVID-19 se disseminou na região, o SOUTHCOM garantiu a seus parceiros mais de US$ 90 milhões em equipamentos médicos, hospitais de campanha e contêineres refrigerados, entre outros.

Além disso, o governo dos EUA doou quase 34 milhões de doses de vacinas à região.

“Continuaremos lutando contra a COVID-19 na região, porque é isso que amigos fazem. Compreendemos que uma ameaça à saúde global, em qualquer lugar, é uma ameaça à segurança em todas as partes”, disse Austin.

Outras áreas de cooperação, segundo o secretário, incluem: desmantelar as organizações criminosas, deter o fluxo de drogas para os EUA e expandir a cooperação em matéria de segurança.

“Nossas parcerias se baseiam em muito mais do que a proximidade. Elas são baseadas em nossos valores compartilhados de crescimento equitativo e prosperidade. E são baseadas no nosso compromisso comum com os direitos humanos e a dignidade humana. E são baseadas no consenso há muito existente na região em favor da democracia”, disse Austin.

O SOUTHCOM estará em mãos competentes sob a liderança da Gen Ex Richardson, acrescentou o secretário.

Na maior parte das últimas três décadas, o Exército dos EUA se beneficiou do seu profissionalismo e dedicação.

Durante a guerra do Iraque, a Gen Ex Richardson comandou um batalhão de helicópteros de assalto e voou em missões de apoio às tropas em terra, mencionou o secretário. Mais tarde, ela comandou o Exército Norte dos EUA. Agora é a primeira mulher a liderar o SOUTHCOM.

“Não há crise que ela não consiga gerenciar”, disse Austin.

O presidente do Estado-Maior Conjunto, General de Exército Mark A. Milley, do Exército dos EUA, também fez um discurso durante a troca de comando. Muitos dos países da região têm lutado lado a lado com as Forças Armadas dos EUA em diversas campanhas, desde a II Guerra Mundial até as guerras da Coreia e do Vietnã, não apenas aqui em toda a região, mas também em outros lugares”, afirmou.

“Isso tem sido extremamente significativo para nosso país. Trata-se, de fato, de um bairro de vizinhos no hemisfério ocidental”, disse ele. “Este hemisfério pertence a nós e a mais ninguém, e todos trabalhamos lado a lado nessa causa comum para proteger nosso hemisfério contra quaisquer ameaças internacionais”, disse, citando potenciais adversários, como China, Irã e Rússia.

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