Exércitos serão chave na luta antidrogas na América Central

Por Dialogo
março 08, 2012


O chefe do Comando Sul dos Estados Unidos, Tenente-Brigadeiro-do-Ar Douglas Fraser, disse no dia 6 de março que as Forças Armadas continuarão desempenhando um papel chave contra o crime organizado na Guatemala, Honduras e El Salvador, diante “do alarmante aumento da brutalidade e dos assassinatos”.

“Acreditamos que as forças militares da Guatemala, Honduras e El Salvador continuarão a desempenhar um papel importante na questão da segurança doméstica nos anos vindouros”, disse Fraser em uma declaração à comissão das Forças Armadas da Câmara de Representantes.

O chefe militar lembrou que, segundo cifras da ONU, a América Central transformou-se na região mais violenta do mundo e, no âmbito da região, Honduras fica com a pior parte.

A cidade hondurenha de San Pedro Sula “ultrapassou Ciudad Juárez como a mais violenta do mundo em 2011, com 159 homicídios para cada 100 mil habitantes”, ressaltou Fraser.

Diante da “crescente onda de violência”, os recursos e a capacidade das polícias locais são superados e por isto “esses países veem suas forças militares como as únicas entidades capazes de responder a tais ameaças”, disse.

O chefe do Comando Sul disse que devido à magnitude do problema, “no futuro imediato concentraremos nossos esforços para reforçar as capacidades de segurança de nossos parceiros da América Central”.

Fraser lembrou que os Estados Unidos coordenam desde janeiro a chamada “Operação Martillo”, um exercício para combater o narcotráfico no litoral centro-americano, ao qual uniram-se os países da região e vários europeus.

O alcance dessa operação “pode ser ampliado se coordenarmos nosso enfoque aéreo e marítimo com atividades terrestres conduzidas” pelos países da América Central, acrescentou Fraser.



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