Força Aérea Argentina desenvolve drones com tecnologia nacional

Argentine Air Force Develops Drones Using Domestic Technology

Por Eduardo Szklarz/Diálogo
outubro 31, 2017

Felicitaciones a la FF.AA., nada que envidiarle a ningún país de la tierra. Todo nacional. Me alegra que se esté por empezar a producir en serie ,ojala con el tiempo,ESTEMOS AL NIVEL DE ISRAEL O EEUU,CON VOLUNTAD Y PERSISTENCIA SE PUEDE TODO ES IMPORTANTE,Y MÁS EN LOS TIEMPOS TAN LOCOS EN EL CUAL VIVIMOS.
LA ARGENTINA CORRE GRAN RIESGO POR SUS RIQUEZAS QUE TIENE(AGUA PETRÓLEO,GAS,PESCA,ETC),ESTARIA BUENO SI SE PUDIERA QUE SE ACORTEN LOS TIEMPOS DE PRODUCCIÓN,PERO LO ENTIENDO,LOS FELICITO Y LES MANDO UN ABRAZO. A Força Aérea da Argentina (FAA) está desenvolvendo veículos aéreos remotamente tripulados (VART) com equipamentos de última geração para operações de vigilância, controle, busca e resgate. Os protótipos Aukán y Vigía 2B, atualmente em fase de avaliação, são fruto de um trabalho coordenado da Direção Geral de Investigação e Desenvolvimento (DGID) e do Centro de Investigações Aplicadas (CIA) da FAA. “É um desenvolvimento com engenharia totalmente nacional”, disse à Diálogo o Brigadeiro Guillhermo José Aisúa, chefe do Programa de Incorporação da Capacidade SART [Sistema Aéreo Remotamente Tripulado] da FAA. “Toda a equipe de engenharia que participou no desenvolvimento pertence à FAA”. Segundo o Brig Alsúa, o Aukán e o Vigía 2B “acabam com a concepção tradicional, ainda presente em muitas forças aéreas, de que tudo o que voa implica que o piloto ou operador esteja na aeronave”. O desenvolvimento do programa “reflete a necessidade que a FAA teve de mudar a forma de incorporação desses sistemas de armas à instituição”, acrescentou. Os VART poderão servir de apoio não só a ações militares, como também a tarefas de ajuda à comunidade e situações de desastres naturais, explicou o Brig Alsúa. “O Aukán trabalhará em um plano tático: a partir de uma base até uma distância de cerca de 150 quilômetros”, afirmou. “Por sua vez, o Vigía 2B tem a possibilidade de operar praticamente à distância que se queira, independentemente do lugar da base”. O Coronel César Daniel Cunietti, subdiretor geral de Investigação e Desenvolvimento da FAA, disse à Diálogo que a informação gerada pelos drones em tempo real poderá ser utilizada pelas forças de segurança ou por distintas agências do Estado. “Poderiam ser aproveitadas pelo Ministério de Produção ou pelo Ministério de Ciência e Tecnologia, por exemplo, para pesquisa de diferentes aspectos, como a evolução de plantações e colheitas”, acrescentou o Cel Cunietti. Vigía 1 e Vigía 2A O processo de desenvolvimento dos drones argentinos teve início em 2010, por meio de uma abordagem integral da DGID e do CIA. “Essa equipe de trabalho desenvolveu primeiro um modelo testado no túnel de vento, que permite, simulando as condições de voo, realizar rigorosas medições”, recordou o Brig Alsúa. A partir desse modelo, foi produzido um primeiro equipamento, o Vigía 1, que era um protótipo elétrico pequeno, com configuração tipo pusher (com a hélice montada na parte traseira) e cauda em V, declarou. Em vista dos bons resultados do Vigía 1, a FAA começou a produzir outro protótipo, o Vigía 2A – que tem cerca de 380 quilos de peso, 8 metros de envergadura e um motor de 60 cavalos de força. O Vigía 2A realizou seu primeiro voo em 2015 e continuou voando com êxito desde então. “Conservaremos o Vigía 2A como modelo de avaliação tecnológica para testar sensores, sistemas de piloto automático e de comunicações, que depois vão fazer parte dos protótipos que serão produzidos em série para a Força Aérea”, afirmou o Brig Alsúa. Aukán: ações no campo tático Um desses protótipos é o Aukán, que pesa entre 90 e 100 kg. Embora seja um modelo Classe I (até 150 kg), tem equipamento de última geração para treinar os pilotos que depois vão voar no protótipo mais pesado, o Vigía 2B. “O Aukán vai equipar inicialmente a dotação da Escola de Aviação Militar. Pelos seus equipamentos e características, é um bom modelo para ações no campo tático”, disse o Brig Alsúa. “Isto significa que pode servir de apoio não só para ações militares, como também para tarefas de ajuda à comunidade, situações de desastres e apoio logístico a outras áreas do governo”. O Aukán possui multisensor de alta definição, visão infra-vermelha e designador para o rastreio de alvos em movimento. Com um motor de 20 cavalos de força, já realizou com êxito várias campanhas de testes em voo. “Testamos vários equipamentos e, na ausência de inconvenientes técnicos ou orçamentários, o Aukán estaria em condições de ser produzido em série a partir de 2018”, disse o Brig Alsúa. Vigía 2B: tarefas operacionais O protótipo Vigía 2B é ainda mais avançado e será certificado sob a norma STANAG 4671 (Standardization Agreement ou Acordo de Normalização), ratificada pela Organização do Tratado do Atlântico Norte. Suas dimensões foram aumentadas com o objetivo de obter um veículo que pudesse satisfazer integralmente os Requisitos Operacionais da FAA. “Adotamos um motor que está acima dos 120 cavalos de força de potência e isso fez com que a aeronave se transformasse em um equipamento Classe II pesado com um MTOW [maximum takeoff weight, ou peso máximo na decolagem] de 950 kg, que vai transportar equipamento eletrônico e sensores de classe quase III”, explicou o Brig Alsúa. “Ou seja, é um classe II pesado, mas com muitos recursos que o tornariam de classe III”. A FAA tem três protótipos previstos para o Vigía 2B. Cada um deles fará testes diferenciados em terra e em voo. O primeiro protótipo está mais apontado para a etapa de testes em voo, qualidades de voo, velocidades e alturas. O segundo já terá integração de sensores, enquanto o terceiro reunirá todas as recomendações necessárias para ser produzido. “O primeiro protótipo estaria pronto para iniciar os testes em terra no final deste ano [2017] ou princípio do ano que vem. O que implica que, caso não haja maiores inconvenientes, poderia fazer seu primeiro voo em meados do ano que vem [2018]”, disse o Brig Alsúa. “O Vigía 2B será utilizado para tarefas operacionais, que são as propriamente militares desenvolvidas pelas equipes do SART. Terá também uma capacidade maior para cobrir desastres e ajuda à comunidade”, declarou. “Estimamos que será uma aeronave com mais de 15 horas de autonomia”. Estação de Controle Terrestre Outra realização da FAA é a Estação de Controle Terrestre (ECT), que funciona sobre um veículo de fabricação nacional. A ECT possui os postos de comando para o operador da aeronave, o operador dos sistemas e o comandante da missão. “Essa ECT é a mesma para o Aukán e o Vigía 2B”, explicou o Brig Alsúa. “E como o Aukán voa com equipamentos similares aos do Vigía 2B, a transferência de um operador treinado no Aukán para o equipamento pesado é muito mais rápida e eficiente”. Chamical: centro operacional de aeronaves remotamente tripuladas Um dos futuros centros operacionais dos SART da FAA será a Base Aérea de Chamical, na província de La Rioja, que está em processo de reativação. “O objetivo é que a base seja convertida em um centro onde se realizam os testes e voos junto com a formação dos operadores e pilotos de drones de todas as Forças Armadas”, declarou o ministro da Defesa da Argentina Julio Martínez, durante uma visita à base no dia 24 de fevereiro. O Centro de Experimentação e Lançamento de Projéteis Autopropulsados, dependente da DGID, funciona na unidade militar. “Em Chamical, temos a vantagem de contar com um espaço de importantes dimensões, restrito para o uso aéreo específico da FAA, sem congestão de tráfego aéreo”, disse o Cel Cunietti. “Mas seria errado pensar que Chamical será o único lugar de lançamento de veículos remotamente tripulados. Justamente uma das possibilidades que estes veículos oferecem é que são muito flexíveis. Poderão operar de aeroportos, locações com pistas de terra ou sem necessidade da ajuda de equipamentos de rádio em terra. Mas, dentro desse contexto, Chamical é extremamente interessante para a etapa que estamos passando”, completou o Cel Cunietti.
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