Argentina: forças de segurança resgatam vítimas do tráfico de pessoas

Argentina: forças de segurança resgatam vítimas do tráfico de pessoas

Por Eduardo Szklarz/Diálogo
setembro 16, 2020

A Gendarmaria Nacional Argentina desmantelou uma rede de tráfico de pessoas e resgatou sete mulheres entre 18 e 25 anos exploradas sexualmente na província de Salta.

A operação foi realizada em meados de julho, quando a força invadiu domicílios onde os serviços sexuais eram oferecidos. Os gendarmes detiveram duas mulheres (a chefe do bando e a “captadora”) e um homem que seria o companheiro de uma delas.

A organização recrutava as jovens através de anúncios em uma página do Facebook, aproveitando-se de sua situação de vulnerabilidade.

As autoridades utilizaram a figura do “agente revelador”, ou seja, um policial disfarçado que demonstra interesse pelos serviços do grupo criminoso, para identificar seus integrantes, informou a Rádio Nacional.

No dia 13 de julho, em outra operação, os gendarmes resgataram um homem que era vítima de exploração de trabalho na província de Entre Ríos. “O homem trabalhava como cuidador de uma propriedade rural em condições extremamente precárias”, informou a Gendarmaria. “Ele vivia em uma casa com teto de lona plástica, que não tinha piso nem banheiro.”

No dia 7 de julho, os militares detiveram um casal de paraguaios que administrava uma casa com sete quartos na província de Buenos Aires. Um cartaz na porta dizia “Alugam-se quartos”, que na realidade eram utilizados para os serviços sexuais.

“Um dos quartos era ocupado por duas mulheres de 29 e 24 anos (venezuelana e paraguaia) que, junto com uma menor de idade que morava em outro endereço, usavam a casa para organizar os encontros”, informou a Gendarmaria. Um terceiro indivíduo paraguaio também foi detido, acusado de colaborar com essas atividades.

Em 2019, a Procuradoria de Tráfico e Exploração de Pessoas (PROTEX) recebeu 1.740 denúncias através de uma linha telefônica gratuita para denúncias de casos de tráfico de pessoas. Do total, 844 foram por exploração sexual, 248 por exploração de trabalho e 218 por desaparecimento de pessoas. “Outras 430 respondem a outro tipo de exploração/captação enganosa”, informou a PROTEX em um relatório.

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