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Alte Esq Faller enfatiza perante o Senado a necessidade de parcerias e cooperação de segurança contra ameaças externas

Alte Esq Faller enfatiza perante o Senado a necessidade de parcerias e cooperação de segurança contra ameaças externas

Por Dialogo
fevereiro 04, 2020

O Almirante de Esquadra da Marinha dos Estados Unidos Craig S. Faller, comandante do Comando Sul dos EUA (SOUTHCOM), falou perante o Comitê de Serviços Armados do Senado dos EUA no dia 30 de janeiro de 2020, para oferecer aos parlamentares uma análise das preocupações e iniciativas do SOUTHCOM na América Latina e no Caribe.

Enfatizando que o hemisfério ocidental é um lar compartilhado, o Alte Esq Faller ressaltou as conexões entre as nações da América Latina e do Caribe. “No meu primeiro ano no Comando, tive a oportunidade de visitar nossos parceiros e ver, em primeira mão, as oportunidades e desafios que impactam diretamente a segurança do nosso hemisfério”, afirmou.

“Estou aqui para mostrar que os desafios são um círculo vicioso de ameaças que deliberadamente deterioram a estabilidade e a segurança da região”, acrescentou o Alte Esq Faller, referindo-se aos países com democracias fracas, os quais são devastados por governos deficientes e estruturas legais frágeis. O Alte Esq Faller também lembrou que “essa situação é exacerbada pela tendência à corrupção, o que por sua vez leva à disseminação das organizações criminosas transnacionais e de extremistas violentos, junto com agentes estatais externos – principalmente China, Rússia e Irã – que exploram esses países em detrimento da segurança dos EUA e das nações parceiras”.

“Esse círculo vicioso continua a impactar negativamente nossa pátria, mais intensamente sob a forma de imigração ilegal e fluxos do narcotráfico, mas também sob outras formas, ainda mais perigosas. Devido aos altos índices de insegurança e corrupção, a democracia na América Latina e no Caribe está tomando rumos negativos, permitindo mais abertura para que a China e a Rússia aumentem sua influência”, acrescentou o Alte Esq Faller.

Desinformação russa

O Senador Mike Rounds, de Dakota do Norte, mencionou a presença da Rússia na região e perguntou sobre as campanhas de desinformação que Moscou continua a reali

Migrantes venezuelanos esperam para obter uma solicitação para refugiados no Centro Binacional de Atendimento na Fronteira, no posto da fronteira em Tumbes, Peru, no dia 14 de junho de 2019. (Foto: Cris Bouroncle/AFP)

zar. “A campanha de desinformação que a Rússia vem empreendendo é, na realidade, em todos os sentidos, para mostrar os Estados Unidos sob um prisma errado”, comentou o Alte Esq Faller.

O oficial citou como exemplo uma ocasião em que a Rússia afirmou que ele estaria na fronteira da Venezuela preparando-se para comandar uma invasão. Em outra ocasião, as campanhas russas de desinformação tentaram semear a discórdia, inventando declarações que o Alte Esq Faller teria feito, que seriam contrárias ao que o vice-presidente dos Estados Unidos Mike Pence havia declarado anteriormente. “A maior parte do conteúdo de suas publicações nas redes sociais está em espanhol e nos perguntamos: qual é o interesse nacional da Rússia de semear a desinformação aqui na região?”, acrescentou o Alte Esq Faller.

Crise na Venezuela

Em relação à atual crise na Venezuela, o regime de Nicolás Maduro permanece no poder e está sendo apoiado, em grande parte, devido à ajuda da China, da Rússia e, principalmente, de Cuba, disse o Alte Esq Faller em seu discurso de abertura.

Durante a recente conferência do Grupo de Escritores de Defesa em Washington D. C., em outubro de 2019, o Alte Esq Faller disse que “enquanto a Rússia mantém centenas de cidadãos na Venezuela, Cuba mantém milhares”. Na realidade, “100 por cento dos ‘guardas palacianos’ que protegem Maduro na Venezuela são cubanos”.

“O que vem acontecendo na Venezuela é uma tragédia. O regime ilegítimo de Maduro está usando a comida como arma”, prosseguiu, em suas considerações no discurso de abertura perante o Senado. “O sofrimento humano nesse país, onde a democracia já foi pujante, levou cinco milhões de pessoas a fugirem para os países vizinhos, como Colômbia, Peru, Equador, Brasil, Argentina e Chile, que agora precisam proporcionar assistência de saúde, educação e outros serviços básicos para esses milhões de migrantes.”

Enquanto o regime de Maduro continua a ser sancionado, o restante do mundo e os Estados Unidos aguardam ansiosamente o dia em que a Venezuela recuperará seu lugar de direito como um membro próspero e democrático da comunidade, concluiu o Alte Esq Faller.

Crescente presença da China 

O Alte Esq Faller também demonstrou preocupação quanto à presença da China na América Latina, porque “está tentando conseguir uma vantagem posicional aqui na região”, através de grandes investimentos em infraestrutura, múltiplos acordos portuários e uma estrutura de tecnologia e segurança cibernética. “A melhor maneira de superar competitivamente a China é através de parcerias”, ressaltou o Alte Esq Faller. “Nossos parceiros querem trabalhar conosco. Eles querem obter as vantagens que oferecem os Estados Unidos: educação, treinamento, exercícios e equipamentos militares, que são os melhores do mundo, e cabe a nós proporcioná-los.”

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