Ambulância aérea, um serviço gratuito da Força Aérea

Air Ambulance, a Free Service of the Colombian Air Force

Por Marian Romero/Diálogo
outubro 21, 2016

O Centro Nacional de Recuperação de Pessoal (CNRP) da Força Aérea da Colômbia (FAC) encarrega-se de salvar as vidas de centenas de pessoas que sofrem diariamente com doenças graves ou acidentes nas regiões mais periféricas do país e que não têm acesso a um serviço de saúde especializado. “A Colômbia é um país com uma geografia muito particular. Montanhas enormes, vastas selvas e rios potentes fazem com que o acesso à saúde especializada pelas comunidades menores ou mais isoladas seja muito complicado, sobretudo em casos de emergência”, disse o Coronel Rodrigo Zapata, Diretor da Direção de Operações Especiais Aéreas e do CNRP da FAC, a Diálogo. “Levando em conta a ampla capacidade da FAC e o conhecimento das regiões, colocamos à disposição elementos suficientes para prestar um serviço com qualidade excelente para quem precisar”, disse. O CNRP oferece atendimento 24 horas por dia, todos os dias do ano em todo o território nacional. Para conseguir isso, ele utiliza nove aeronaves de primeira linha, equipadas como unidades de cuidados intensivos, e uma tripulação com cerca de 100 pessoas, entre pilotos, copilotos, ajudantes de voo, enfermeiras e médicos especializados em aeromedicina. As operações de resgate são dirigidas a partir do CNRP em Bogotá. As pessoas que estiverem em uma situação de emergência podem ir até a prefeitura ou a qualquer posto das Forças Armadas ou à polícia e solicitar um avião ambulância. Se as condições meteorológicas permitirem e houver aeronaves próximas disponíveis, o atendimento aéreo pode estar pronto para buscar um paciente em menos de uma hora. Transporte e evacuação aeromédica A evacuação aeromédica é um método de transporte de pacientes de urgência a partir de um local remoto até um hospital especializado. Esse serviço é utilizado principalmente por camponeses ou soldados que estão em regiões remotas e que não têm acesso a um centro de saúde adequado. Os casos são variados, desde um soldado que pisou em uma mina antipessoal e perdeu um membro até um camponês que foi mordido por uma serpente venenosa. “A situação de conflito aumentou o nível de especialização em todas as missões e gerou a criação de outras capacidades, como o resgate médico aéreo, que otimizou a prestação dos serviços de segurança e defesa da vida dos colombianos”, disse o Cel Zapata. Gerenciamento das informações e gestão do serviço Apesar de não ser a única instituição que presta o serviço de ambulância aérea no país, a FAC conta com serviços únicos, como a evacuação gratuita de pacientes de urgência e a verificação médica feita por médicos especializados da FAC para o transporte. “Esse serviço de verificação é importante porque assim é possível saber com que rapidez devemos atender e quão indispensável é a aeronave ambulância, porque em muitos casos a condição do paciente permite o transporte em uma companhia aérea comercial. Dessa forma, ajuda-se a administrar os recursos das entidades prestadoras de saúde que atendem os pacientes”, afirmou o Cel Zapata. Aeronaves e tripulação especializada Todos os tripulantes dessas operações têm uma formação especializada em medicina aeroespacial concedida pelo Centro de Medicina Aeroespacial (CEMAE) da FAC. De acordo com a Tenente Coronel Eliana Rincón, chefe da seção de certificação aeromédica do CEMAE, “Apesar de os médicos que estão nas operações de resgate serem especializados e saberem como enfrentar qualquer situação de emergência, as condições no ar são diferentes. As mudanças de pressão e oxigênio são suficientes para alterar o desenvolvimento normal de um paciente. Por isso, é indispensável que médicos e enfermeiras saibam como lidar com um paciente em situação delicada nas alturas”. O CNRP conta com nove aeronaves, seis com asa fixa e três com asa rotativa, dedicadas exclusivamente a operações de evacuação e transporte aeromédico. Entre elas, estão três helicópteros UH-60, que foram denominados “esquadrão de anjos”, pois estão equipados com dispositivos de resgate para a evacuação dos pacientes durante o voo estacionário, quando é impossível aterrissar na região. O Major Héctor Manosalva, que tem 16 anos de experiência como piloto de diferentes tipos de aeronaves para a FAC, disse que também pilotou helicópteros armados durante mais de dez anos. “A maioria das operações eram direcionadas ao restabelecimento da ordem pública. A mudança para as operações de resgate foi uma experiência muito gratificante porque apoio a proteção da vida e da integridade dos colombianos de forma direta”, disse. “Sem nosso apoio, as pessoas que têm a saúde em estado delicado não teriam muitas chances de sobreviver”, finalizou.
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