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Academia da Força Aérea tem sua primeira mulher instrutora de voo na aeronave T-27 Tucano

Academia da Força Aérea tem sua primeira mulher instrutora de voo na aeronave T-27 Tucano

Por Agência Força Aérea / AFA / Editado pela equipe da Diálogo
março 03, 2020

A 1º Tenente Aviadora da Força Aérea Brasileira (FAB) Juliana Santos de Souza tornou-se a primeira mulher a ser qualificada como instrutora de voo na aeronave T-27 Tucano, utilizada no treinamento primário dos cadetes aviadores do 4º ano da Academia da Força Aérea (AFA), localizada na cidade de Pirassununga, em São Paulo.

As missões tiveram início no dia 3 de fevereiro de 2020, quando começou o curso no 1º Esquadrão de Instrução Aérea (1º EIA) para a turma Chronos, que está no seu último ano no Ninho das Águias, como é conhecida a AFA.

A 1º Ten Juliana começou a instrução dos cadetes aviadores do 4º ano da Academia da Força Aérea em 3 de fevereiro de 2020 e espera inspirar outras mulheres para que façam carreira na aviação militar. (Foto: Academia da Força Aérea Brasileira)

Pertencente à Aviação de Transporte, a 1º Ten Juliana também tem em seu currículo as aeronaves C-95 Bandeirante e C-97 Brasília, pelo 4º Esquadrão de Transporte Aéreo – Esquadrão Carajá, e C-97 Brasília, pelo Primeiro Esquadrão do Segundo Grupo de Transporte – Esquadrão Condor. Em 2019, retornou à AFA e tornou-se instrutora na aeronave T-25 Universal.

A mudança do T-25 para o T-27 vai além de questões técnicas, como o aumento da velocidade e a atenção às referências, por exemplo. A didática da instrução assume uma nova dimensão, uma vez que no Tucano o instrutor não fica ao lado do cadete, e sim atrás dele, sem qualquer contato visual, apenas pelo sistema de comunicação entre os tripulantes. “É necessário um cuidado especial ao descrever em palavras as ações para o cadete, com o objetivo de que ele consiga visualizar o que deve ser feito e atingir o nível esperado em cada fase da instrução”, explicou a 1º Ten Juliana.

O voo no 1º EIA também contempla etapas diferentes daquelas já vistas pelos cadetes, como navegação, voo noturno e formatura com duas e quatro aeronaves.

A missão do instrutor de voo apresenta-se como uma das mais nobres da FAB, tendo ligações que remontam à criação do Ministério da Aeronáutica. “É muito gratificante poder participar da formação dos nossos jovens cadetes e, ao final desse processo de quatro anos aqui na AFA, entregar para a FAB pilotos militares qualificados para a sequência operacional das suas carreiras. Espero continuar cumprindo bem esse meu papel de instrutora e, também, que eu inspire outras mulheres a buscar a carreira da aviação militar”, finalizou a 1º Ten Juliana.

A AFA possui oportunidade de ingresso de mulheres nos quadros de Aviação e Intendência. O curso tem duração de quatro anos na cidade de Pirassununga.

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