Autoridades da Costa Rica apreendem ​armas possivelmente ligadas a assassinatos de narcotraficantes

​Costa Rican Authorities Seize Guns Possibly Linked to Drug Gang Killings

Por Dialogo
maio 27, 2015




O Organismo de Investigação Judicial (OIJ) da Costa Rica apreendeu 6 quilos de cocaína e várias armas de fogo que, segundo os investigadores policiais, estariam ligadas a diversas mortes recentes. Agentes do OIJ também confiscaram silenciadores e munições durante buscas realizadas em uma casa e em um apartamento na capital do país, San José, na qual os agentes prenderam um suspeito.

Agentes do Setor de Investigações Criminosas do OIJ realizaram ambas as buscas no dia 9 de abril em Cañada Sur, San Sebastián, como parte da investigação de várias mortes recentes ocorridas na zona sul da capital.

“Esses grupos criminosos têm locais onde armazenam suas armas. Esta é mais uma das casas que desempenham esse papel”, disse o Chefe de Homicídios, Geovanny Rodríguez, aos jornalistas. A casa, investigada pelos agentes do OIJ, pertencia a uma mulher de 43 anos que foi detida pela polícia. Os investigadores suspeitam que ela guardava as armas e munições.

Enquanto isso, em um apartamento próximo, agentes do OIJ descobriram 4 kg de cocaína, dois fuzis AK-47, duas pistolas e duas submetralhadoras – uma Uzi e uma Scorpion –, além de silenciadores e munição.

A operação foi realizada devido a assassinatos recentes nas zonas sul e oeste da capital, “onde os grupos criminosos lutam por território para garantir locais para a venda de drogas”, disse Rodríguez. Investigadores forenses estão analisando as armas de fogo para determinar se teriam relação com os assassinatos, além de uma série de tentativas de homicídio na capital.

Autoridades da lei cooperam


A polícia realizou um progresso considerável na investigação desses crimes.

O OIJ trabalha com o Ministério Público e com a Força Pública para solucionar os casos, disse o procurador-geral Jorge Chavarría. Nos últimos meses, agentes da lei invadiram 23 casas e realizaram 70 operações de reunião de dados de inteligência.

“A coordenação interagências opera muito bem, porque os que estão a cargo das várias agências trabalham juntos e se conhecem”, disse Carlos G. Murillo Zamora, professor da Universidade da Costa Rica.

A luta entre gangues criminosas é responsável por grande parte da violência. Em 2000, cerca de 20% dos crimes violentos na Costa Rica estavam relacionados com o crime organizado. Atualmente, cerca de 40% da violência é executada por gangues e grupos do crime organizado que vendem drogas, roubam carros e operam no tráfico de pessoas.

Esses conflitos levaram a um aumento dos assassinatos. Na Costa Rica, houve 411 assassinatos em 2013 e 471 homicídios em 2014. Já em janeiro e fevereiro deste ano, as autoridades registraram 86 assassinatos, ante 70 nos primeiros dois meses de 2014.





O Organismo de Investigação Judicial (OIJ) da Costa Rica apreendeu 6 quilos de cocaína e várias armas de fogo que, segundo os investigadores policiais, estariam ligadas a diversas mortes recentes. Agentes do OIJ também confiscaram silenciadores e munições durante buscas realizadas em uma casa e em um apartamento na capital do país, San José, na qual os agentes prenderam um suspeito.

Agentes do Setor de Investigações Criminosas do OIJ realizaram ambas as buscas no dia 9 de abril em Cañada Sur, San Sebastián, como parte da investigação de várias mortes recentes ocorridas na zona sul da capital.

“Esses grupos criminosos têm locais onde armazenam suas armas. Esta é mais uma das casas que desempenham esse papel”, disse o Chefe de Homicídios, Geovanny Rodríguez, aos jornalistas. A casa, investigada pelos agentes do OIJ, pertencia a uma mulher de 43 anos que foi detida pela polícia. Os investigadores suspeitam que ela guardava as armas e munições.

Enquanto isso, em um apartamento próximo, agentes do OIJ descobriram 4 kg de cocaína, dois fuzis AK-47, duas pistolas e duas submetralhadoras – uma Uzi e uma Scorpion –, além de silenciadores e munição.

A operação foi realizada devido a assassinatos recentes nas zonas sul e oeste da capital, “onde os grupos criminosos lutam por território para garantir locais para a venda de drogas”, disse Rodríguez. Investigadores forenses estão analisando as armas de fogo para determinar se teriam relação com os assassinatos, além de uma série de tentativas de homicídio na capital.

Autoridades da lei cooperam


A polícia realizou um progresso considerável na investigação desses crimes.

O OIJ trabalha com o Ministério Público e com a Força Pública para solucionar os casos, disse o procurador-geral Jorge Chavarría. Nos últimos meses, agentes da lei invadiram 23 casas e realizaram 70 operações de reunião de dados de inteligência.

“A coordenação interagências opera muito bem, porque os que estão a cargo das várias agências trabalham juntos e se conhecem”, disse Carlos G. Murillo Zamora, professor da Universidade da Costa Rica.

A luta entre gangues criminosas é responsável por grande parte da violência. Em 2000, cerca de 20% dos crimes violentos na Costa Rica estavam relacionados com o crime organizado. Atualmente, cerca de 40% da violência é executada por gangues e grupos do crime organizado que vendem drogas, roubam carros e operam no tráfico de pessoas.

Esses conflitos levaram a um aumento dos assassinatos. Na Costa Rica, houve 411 assassinatos em 2013 e 471 homicídios em 2014. Já em janeiro e fevereiro deste ano, as autoridades registraram 86 assassinatos, ante 70 nos primeiros dois meses de 2014.


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