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Extraditado para os Estados Unidos Daniel “Loco” Barrera, o último grande narcotraficante colombiano

Por Dialogo
julio 11, 2013



A Colômbia extraditou para os Estados Unidos, no dia 9 de julho, Daniel “El Loco” Barrera, considerado o último grande líder colombiano das drogas e por quem Washington oferecia uma recompensa de US$ 5 milhões.





O dito narcotraficante, capturado na Venezuela no dia 18 de setembro de 2012 e posteriormente deportado para a Colômbia, foi entregue em Bogotá a agentes da DEA (agência anti-drogas dos EUA), chegando a Nova York no final da tarde, onde se declarou inocente das acusações que pesam contra ele.





Barrera é solicitado pelas cortes do distrito sul e leste de Nova York e outra da Flórida, que o acusam de ter formado uma organização ilegal que enviou, entre 1992 e 2012, mais de 900 toneladas de cocaína para os Estados Unidos e a Europa.





“Graças aos esforços de cooperação de nossos homólogos policiais da Colômbia e dos Estados Unidos, a carreira criminosa de Barrera chegou ao fim, pois agora ele enfrenta acusações que poderão levá-lo a viver atrás das grades”, disse a diretora da DEA, Michele Leonhart, em um comunicado emitido após a chegada do líder criminoso a Nova York.





Por outro lado, o diretor da Polícia colombiana, General José Roberto León, disse ao entregar Barrera que “esse é o fim do último grande líder dos anos 80”.





Antes de partir da Colômbia em um avião da DEA, Barrera, de 43 anos, foi submetido a um exame médico e mostrado aos repórteres algemado e protegido com um colete à prova de balas.





“Aqui termina a primeira geração dos grandes narcotraficantes colombianos”, garantiu o General León, ao ressaltar a importância da extradição de Barrera, que fez alianças com os mais diversos grupos armados.





“Ele conseguiu reunir à mesma mesa integrantes das FARC, de quadrilhas criminosas e organizações do narcotráfico”, disse o oficial.





De acordo com a Polícia colombiana, Barrera enviava aos Estados Unidos os carregamentos de drogas do leste da Colômbia, passando pela Venezuela, México, Brasil, Argentina, Uruguai e Panamá, além de outros países da América Central.





A extradição do líder narcotraficante foi avalizada pela Corte Suprema de Justiça da Colômbia no dia 4 de abril e posteriormente autorizada pelo presidente Santos.





Barrera iniciou suas atividades ligadas às drogas nos anos 80 como traficante de insumos para o processamento de coca, matéria-prima da cocaína.





Em 1990 foi capturado, mas meses depois escapou da prisão. É atribuído a ele o assassinato do chefe paramilitar Miguel Arroyave.





Segundo o comunicado da Polícia, “há vários meses e encurralado pelas autoridades, ele decidiu iniciar conversações com autoridades norte-americanas para se submeter a uma suposta rendição”.





Barrera havia se transferido para a Venezuela em 2008 e tinha ali diversas propriedades, avaliadas em muitos milhões de dólares.





Sua captura no estado de Táchira (Andes venezuelanos, no oeste) foi realizada através de uma operação que contou com a colaboração da Colômbia, Venezuela, Estados Unidos e Reino Unido.





A Colômbia, que nas décadas de 80 e 90 sofreu a ação dos grandes grupos do narcotráfico, como os cartéis de Medellín e de Cali, conseguiu fragmentar essas organizações nos últimos anos.
















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