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2012-07-17

Londres-2012: México luta pelo ouro no taekwondo

María del Rosario Espinoza ganhou o ouro em Pequim-2008 e quer repetir o feito em Londres. (Arturo Ortega Anaya para Infosurhoy.com)

María del Rosario Espinoza ganhou o ouro em Pequim-2008 e quer repetir o feito em Londres. (Arturo Ortega Anaya para Infosurhoy.com)

Por Elisa Martins para Infosurhoy.com – 17/07/201

CIDADE DO MÉXICO – María del Rosario Espinoza vai carregar muito mais do que a bandeira da delegação do México na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Londres, em 27 de julho.

A atleta do taekwondo de 24 anos terá também sobre seus ombros a esperança do país de ganhar uma medalha de ouro na competição.

María será a sexta mulher porta-bandeira olímpica do México e a primeira do taekwondo, esporte que pratica desde os 5 anos, incentivada pelo pai.

Nascida em La Brecha, povoado de pouco mais de 2.000 habitantes no município de Guasave, estado de Sinaloa, aos 15 anos María já tinha o esporte como prioridade na vida.

“Amo lutar”, diz ela em entrevista ao Infosurhoy.com no centro de treinamento da Vila Olímpica, na Cidade do México, onde está concentrada. “Treinar e competir é prazeroso para mim. E o taekwondo sempre foi meu esporte favorito.”

María saiu dos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008, com a medalha de ouro no pescoço. E ela garante que pode repetir o feito.

“Minha meta é o ouro. Os treinos agora estão numa fase pesada, fico exausta. Mas mantenho o entusiasmo porque sei que este esforço extra é o que leva a uma medalha olímpica”, diz.

Além de María, 16 atletas competirão pelo ouro no taekwondo em Londres.

Na reta final da preparação, a atleta encara de duas a três sessões de treinamento, que somam até sete horas diárias. Tudo sob o olhar atento do técnico cubano Pedro Gato.

“Ele me exige bastante, mas sei que quer o melhor para mim”, diz María. “Gato traça estratégias de acordo com a adversária e faz ajustes no combate, se necessário. Mas, antes de mais nada, me passa segurança, acredita no que faço e assim me ajuda a acreditar também.”

Gato faz parte da comissão técnica de taekwondo do México desde 2007. Em maio de 2011, passou a ser técnico exclusivo de María, a pedido da atleta.

“Existe uma tendência no meio esportivo a sermos conservadores com prognósticos, mas não conheço ninguém que treine para perder”, diz Gato, sobre a esperança de medalha. “Vamos pelo ouro!”

María tem uma coleção de medalhas internacionais. Em 2007, ganhou o ouro no Campeonato Mundial e nos Jogos Panamericanos no Rio de Janeiro. Em 2008, venceu em Pequim. E, em 2010, faturou os Jogos Centro-Americanos e do Caribe de Mayagüez.

Gato reconhece que, com tantas medalhas de ouro, María passou a ter mais holofotes sobre ela. A atleta chamou a atenção da imprensa e, principalmente, das adversárias. A preparação, então, passou a ser mais rigorosa.

“O nível de dificuldade aumentou. Mas não existe triunfo sem sacrifício. E María está se preparando muito bem”, garante Gato.

Além do corpo, María treina a mente. Todos os dias, ela faz terapia com uma psicóloga para melhorar a concentração e equilibrar possíveis distrações.

“Posso ser meu maior obstáculo. Depende de mim fazer tudo certo”, diz a atleta. “Tento me desviar da pressão dos outros. Sei o que quero, meu técnico também. Este é o foco.”

Não pensar sempre em taekwondo também faz parte das atividades prévias dos Jogos Olímpicos. Aos sábados, o treino é leve. Domingo é dia de descanso.

No tempo livre, a atleta vai ao cinema, almoça com amigos, passeia pela Cidade do México ou visita outras próximas.

De Sinaloa, a família liga toda semana para María: “Falamos sobre tudo, menos sobre taekwondo”.

Nos próximos dias, no entanto, o esporte terá atenção exclusiva da atleta. Ela embarca para Barcelona em 21 de julho com Gato. Ficarão concentrados até dia 27, quando María viajará para carregar a bandeira à frente da delegação na cerimônia de abertura dos Jogos. Depois, ela volta a Barcelona para mais treinos.

Em 2 de agosto, a atleta viaja para competir em Londres. O resultado do esforço será decidido em um único dia: 11 de agosto. Esta é a data das lutas de María.

Uma das possíveis rivais da mexicana é a brasileira Natália Falavigna, bronze em Pequim.

“É uma competidora complicada, principalmente pela experiência”, opina a mexicana.

María ainda não sabe o que fará depois de Londres e evita pensar nisso. Mas ela já sabe o que não está nos planos: deixar o taekwondo.

“Aproveito cada momento da vida. E, quando olho para trás, me dou conta de que o taekwondo já me deu muitos momentos felizes. Não quero nem pensar em parar”, diz ela.

Esta reportagem está fechada para comentários e avaliações.

1 Comentário

  • liliana va | 2012-07-18

    ela começou a treinar há 15 anos