2012-02-21

Como prevenir roubo a residências durante as férias

Stephen Beaumont, presidente do Fórum de Segurança dos Bairros de Olivos e La Lucila, na zona norte de Buenos Aires: “Nossa área registra um aumento de roubos a casas da ordem de 20% a 30% durante os meses de janeiro e fevereiro”. (Noelia Antonelli para Infosurhoy.com)

Stephen Beaumont, presidente do Fórum de Segurança dos Bairros de Olivos e La Lucila, na zona norte de Buenos Aires: “Nossa área registra um aumento de roubos a casas da ordem de 20% a 30% durante os meses de janeiro e fevereiro”. (Noelia Antonelli para Infosurhoy.com)

Por Noelia Antonelli para Infosurhoy.com — 21/02/2012

BUENOS AIRES, Argentina – Enquanto muitos nas Américas aproveitam para sair de férias em janeiro e fevereiro, os arrombadores veem o período como uma oportunidade para saquear as casas dos que saem em busca de descanso.

“Os roubos a residências são um crime sazonal”, afirma Stephen Beaumont, presidente do Fórum de Segurança dos Bairros de Olivos e La Lucila, na zona norte de Buenos Aires. “Nossa área registra um aumento de roubos a casas da ordem de 20% a 30% durante os meses de janeiro e fevereiro, quando é verão no Hemisfério Sul.”

Normalmente, os arrombadores se passam por vendedores ambulantes, batendo de porta em porta. Quando tocam a campainha e ninguém atende, anotam o endereço para voltar mais tarde, explica Beaumont.

“É assim que escolhem suas vítimas”, acrescenta.

Os ladrões também monitoram o Facebook e o Twitter, já que é comum que as pessoas publiquem seus planos de férias nas redes sociais.

“Os métodos dos roubos a residências desocupadas durante as férias são quase idênticos em todos os países da América Latina. Na maioria dos casos, são bandidos insignificantes, não ladrões de alto nível ”, ressalta Aquiles Gorini, presidente da Federação Pan-americana de Segurança Privada (FEPASEP), uma instituição dedicada ao desenvolvimento técnico e profissional do setor.

Mas como evitar ter sua residência invadida?

Em primeiro lugar, explica Gorini, não deixe pistas que possam atrair os bandidos, como deixar as luzes apagadas ou permitir o acúmulo de jornais e correspondências do lado de fora da casa.

“Os ladrões são oportunistas”, garante.

Outra boa ideia é deixar o rádio ou a TV ligados enquanto se está fora, para que os criminosos acreditem que tem gente em casa.

“São métodos dissuasivos”, conta Sebastián Seggio, um ex-subcomissário da Polícia Federal Argentina. “Os ladrões não se arriscam muito se perceberem a mínima possibilidade de fracassar.”

Mas, segundo Beaumont, não basta deixar o rádio ou a TV ligados.

“Deve-se procurar que, pelo menos uma vez por dia, alguém – um vizinho, parente ou uma pessoa de confiança – entre na casa”, diz. “Deve haver movimentação. Alguém tem que recolher a correspondência porque é um sinal que os ladrões reparam. Está provado que a melhor prevenção é a sensação de movimento na casa.”

E as cercas e sistemas de alarme?

“As cercas retardam os roubos, mas não os frustram”, assegura Gorini. “O sistema de alarme deve estar conectado a uma central de monitoramento, porque, do contrário, o ruído do alarme por si só não faz muito sentido.”

Em relação às informações postadas nas redes sociais, que os criminosos podem utilizar para escolher suas vítimas, o diário argentino Página/12 coletou alguns dados informalmente do Twitter durante a primeira semana do mês passado.

Os resultados foram surpreendentes: 8.623 pessoas botaram no Twitter informações sobre “viagens de férias”. Entre outras referências, 557 pessoas escreveram “Vou para o litoral”, outras 845 tuitaram “Vou para o Brasil” ou “Estou no Brasil” e mais 363 escreveram “Vou para o Panamá”.

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