2011-08-25

Furacão Irene castiga Caribe

O Centro de Operações de Emergência informou que o furacão Irene provocou a evacuação de 37.743 pessoas na ilha Hispaniola, das quais 35.900 foram para a casa de amigos e parentes, observando ainda que 2.292 residências foram alagadas ou danificadas. (Ana Martínez/Reuters)

O Centro de Operações de Emergência informou que o furacão Irene provocou a evacuação de 37.743 pessoas na ilha Hispaniola, das quais 35.900 foram para a casa de amigos e parentes, observando ainda que 2.292 residências foram alagadas ou danificadas. (Ana Martínez/Reuters)

Por Ezra Fieser para Infosurhoy.com—25/08/2011

SANTO DOMINGO, República Dominicana – Rumo aos Estados Unidos, o primeiro furacão da temporada 2011 do Atlântico traçou um caminho de destruição pelo Caribe ao castigar as ilhas com fortes chuvas e vendavais. Pelo menos quatro pessoas morreram na República Dominicana, e duas, no Haiti.

O furacão Irene, uma tempestade de categoria 3 em 24 de agosto que deve ser elevada à categoria 4, está prestes a tocar o continente no estado da Carolina do Norte, EUA, nesse fim de semana, antes de alagar a Costa Leste do país, segundo o Centro Nacional de Furacões (CNF), de Miami.

Rumo ao norte, Irene destruiu casas, alagou estradas, derrubou linhas de transmissão e levou dezenas de milhares de pessoas a procurar abrigo no Caribe.

A tormenta deixou a Ilha Hispaniola, compartilhada pela República Dominicana e Haiti, em 23 de agosto, mas seu rastro ainda pode ser sentido na região.

Nas comunidades da ilha, 2.292 residências foram alagadas ou danificadas, provocando a evacuação de 37.743 pessoas que se refugiaram em abrigos do governo ou em casas de familiares, anunciou o Centro de Operações de Emergência da República Dominicana.

“Sabemos que comunidades na costa norte do Atlântico foram afetadas”, lamentou José Luis Germán, vice-diretor do centro. “Ainda há comunidades isoladas pela tempestade. Não temos como chegar lá.”

“Os piores efeitos de Irene irão continuar pelas próximas 24 a 36 horas, devido às fortes chuvas”, afirmou Juan Méndez García, diretor do Centro de Operações de Emergência, durante entrevista coletiva em 24 de agosto.

As comunidades na costa norte foram as mais atingidas. “As rajadas de vento mandaram as coisas pelos ares”, disse Rafael Venezuela de sua casa em Puerto Plata, uma cidade no litoral Atlântico. “Foi uma tempestade forte.”

Na República Dominicana, ao menos quatro pessoas morreram durante a tempestade e várias estão desaparecidas. Em 24 de agosto, o governou ainda mantinha o alerta vermelho – o máximo – em cerca de 24 comunidades.

O governo disse que preparou suprimentos emergenciais de água e comida para mais de um milhão de pessoas, suspendeu as aulas por dois dias, além de montar abrigos de emergência em 3.442 locais com capacidade total para cerca de um milhão de pessoas.

No Haiti, duas pessoas foram levadas pelas correntezas em uma ribanceira em Mahotiere, no noroeste do país, informaram funcionários da defesa civil em 25 de agosto.

Outras pessoas ficaram feridas na mesma região, quando um muro desabou após uma tromba-d’água, e outras mil foram desalojadas pelas inundações.

Em 22 de agosto, fortes chuvas e vendavais causaram estragos nas pequenas ilhas do nordeste caribenho, incluindo a Necker, onde fica a casa do milionário britânico Richard Branson, presidente do conselho do Virgin Group. Branson disse que sua residência foi destruída por um raio.

Irene alcançou a categoria de furacão ao chegar a Porto Rico, se tornando a primeira tempestade da temporada, que, segundo previsões, terá de 7 a 10 furacões e até 19 tempestades tropicais.

Mais de um milhão de porto-riquenhos ficaram sem energia depois que Irene destruiu as linhas de transmissão e alagou as ruas. O governador declarou estado de emergência e pediu aos moradores que ficassem em casa para evitar ferimentos.

Nas Bahamas, a tempestade encheu as ruas de escombros, deixou milhares sem energia e danificou casas.

O CNF prevê que Irene poderá ser elevado a tempestade de categoria 4 ao longo da semana, à medida que ruma para a costa das Carolinas, nos EUA, onde deve chegar no fim de semana.

“Essa é uma grande tempestade”, ressalta Dennis Feltgen, porta-voz do CNF. “Estamos enfatizando que ventos de furacão devem ser sentidos à longa distância antes mesmo da tempestade.”

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