2011-05-17

Nações latino-americanas unidas na luta contra o narcotráfico

“[Honduras e Colômbia] estão trabalhando juntas para combater o problema das drogas em nossa região, e também algumas questões específicas como sequestros e extorsões”, divulgou em entrevista coletiva Rodrigo Rivera, ministro da Defesa da Colômbia. (Fredy Builes/Reuters)

“[Honduras e Colômbia] estão trabalhando juntas para combater o problema das drogas em nossa região, e também algumas questões específicas como sequestros e extorsões”, divulgou em entrevista coletiva Rodrigo Rivera, ministro da Defesa da Colômbia. (Fredy Builes/Reuters)

Por Carlos Barahona Uribe para Infosurhoy.com—17/05/2011

BOGOTÁ, Colômbia – A sinergia entre países latino-americanos é fundamental na erradicação do narcotráfico na região, afirmou o ministro da Defesa hondurenho, Marlon Pascua, em uma visita à Colômbia, em março, para assinar um acordo entre as duas nações.

“[Por causa de] sua localização geográfica, Honduras é um país de trânsito para as drogas com destino aos Estados Unidos”, explicou ele após assinar o pacto em 21 de março. “Por isso decidimos aprender com a experiência que a Colômbia possui no combate ao tráfico de drogas.”

O acordo tem se mostrado eficaz.

Em 8 de maio, a Polícia Nacional da Colômbia apreendeu 220 kg de cocaína na cidade costeira de Barranquilla, na costa caribenha. Os narcóticos seriam enviados para Honduras, informaram as autoridades.

“[Honduras e Colômbia] estão trabalhando juntas para combater o problema das drogas em nossa região, e também algumas questões específicas como sequestros e extorsões”, divulgou em entrevista coletiva Rodrigo Rivera, ministro da Defesa da Colômbia.

Honduras está cooperando com vários países para frustrar atividades ilícitas em seu território. Em abril Pascua e o general Douglas Fraser, chefe do Comando Sul dos EUA, reuniram-se em Tegucigalpa para fortalecer a luta da região contra os narcóticos e a segurança.

Mas Honduras não é o único país da América Central a se unir à Colômbia na luta contra o crime e o tráfico de drogas.

Em fevereiro, a Polícia Nacional da Colômbia começou um programa de treinamento para agentes da Força Pública da Costa Rica que involveu o combate ao tráfico de narcóticos e extorsão. O programa, realizado no país centro-americano, durará dois anos.

“Esta é uma troca de experiências para profissionalizar a polícia”, ressaltou o então ministro da Segurança da Costa Rica José María Tijerino em uma entrevista coletiva para anunciar o início do programa de treinamento.

A mensagem das agências antidrogas da América Central é clara: O tráfico de drogas será combatido incansavelmente todos os dias.

Até agora, as autoridades estão cumprindo com o prometido.

Pelo menos seis supostos narcotraficantes foram mortos em uma troca de tiros que durou três horas contra a polícia na cidade de Catacamas, no leste do país, em 10 de maio, informou o ministro hondurenho da Segurança Oscar Álvarez.

Álvarez informou ainda que dois policiais foram feridos no tiroteio que resultou na prisão de 7 supostos traficantes de drogas, incluindo um ex-policial e uma nicaraguense.

A operação resultou ainda na apreensão de 19 armas, 6 veículos e US$ 5.000 (R$ 8.154)em dinheiro, acrescentou Álvarez.

A Divisão Antidrogas da Polícia Nacional Civil (PNC) de El Salvador confiscou 98 doses de maconha, 25 de cocaína, 23 gramas de crack e US$ 785 (R$ 1.280) em espécie em operações no bairro de Tutunichapa, na capital San Salvador, e na cidade de Los Ángeles, no departamento de San Miguel.

Dois dias antes, a PNC apreendeu 125 barris de metilfenidato – produto químico usado na produção de metanfetamina – em duas operações distintas cujo alvo era uma empresa de importação e exportação no porto marítimo de Acajutla, o maior do país.

Agentes da PNC confiscaram 80 contêineres da substância que fora declarada originalmente como ácido salicílico, um produto químico usado em remédios. Os contêineres haviam saído de Xangai, na China, informaram as autoridades.

Em um depósito da empresa, foram apreendidos mais 45 contêineres.

Se transformados em metanfetamina, os produtos químicos apreendidos valeriam US$ 165 milhões (R$ 268 milhões), informou a PNC em nota oficial.

A PNC prendeu o dono da empresa, José Dolores Palacios Escamilla, 41 anos, sob acusação de tráfico de narcóticos.

No Panamá, a Polícia Nacional prendeu 9 suspeitos, incluindo um menor, durante busca em um centro de distribuição em 11 de maio no bairro de Río Abajo, na Cidade do Panamá, capital do país.

Autoridades confiscaram 176 contêineres com cocaína, 50 cigarros de maconha, 4 bolsas de fibras vegetais contendo maconha, 25 doses de cocaína e parafernália para produção de drogas.

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