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2010-08-16

Filhos da pandemia de crack crescem no Brasil

Muitas gestantes fumam crack até a caminho do parto, dizem os médicos. (Mauricio Lima/AFP/Getty Images)

Muitas gestantes fumam crack até a caminho do parto, dizem os médicos. (Mauricio Lima/AFP/Getty Images)

Por Cristine Pires para Infosurhoy.com – 16/08/2010

PORTO ALEGRE, Brasil – Artur não dorme bem à noite.

Artur sofre tremores e convulsões, ficando tão agitado, que precisa de fenobarbital, um anticonvulsivante, hipnótico e sedativo.

Mas Artur não sabe o porquê de tanta agonia.

Artur tem menos de um mês de idade – e seu corpo anseia por crack.

Artur é um dos milhares de filhos de usuárias de crack no Brasil.

As autoridades ainda não têm estatísticas sobre gestantes viciadas no país, mas estima-se que haja mais de 1,2 milhão de usuários de crack em todo território nacional, segundo censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Mesmo sem números oficiais, a realidade nos hospitais chama a atenção para um novo problema de saúde pública. O que antes era exceção agora virou rotina.

No Hospital Presidente Vargas, instituição pública de saúde em Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul, cerca de 150 filhos de mães viciadas são atendidos pelo programa Hospital Materno Infantil.

No Grupo Hospitalar Conceição (GHC), outra unidade pública da Capital gaúcha, é realizado pelo menos um parto de usuária de crack por dia.

“Não posso falar agora porque tenho que participar do parto... e é uma usuária de crack”, disse o médico Paulo Sérgio da Silva Mário, coordenador da Unidade Neonatal do GHC, no momento em que iria conceder entrevista ao Infosurhoy.com.

Mais uma vez, o pediatra passou por uma experiência que tem se tornado comum nos partos que realiza: adotar cuidados especiais com mães que chegam à maternidade em estado de agitação, pois fumaram crack – uma das drogas que mais causa dependência – a caminho do hospital.

Outras consomem a pedra até mesmo em trabalho de parto nas ruas, minutos antes de darem a luz.

E os bebês sofrem os efeitos do vício já nas primeiras horas de vida.

“O crack pode permanecer no leite materno por até 70 horas após o último consumo”, diz Mário. “Por isso precisamos suspender o contato por 72 horas, o que prejudica mãe e filho, pois retarda a produção de leite e diminui a capacidade de sucção por parte da criança.”

Os bebês podem apresentar quadro de irritabilidade, sudorese, hipertonia (aumento do tônus muscular, o que deixa a criança mais contraída) e dificuldade nos ciclos de sono e vigília. Todos esses sinais são medidos para ver se o recém-nascido precisa de medicação e de qual tipo.

A categoria médica argumenta que o Brasil precisa adotar programas específicos para tratamento de mães usuárias de drogas e dos bebês que já nascem exigindo cuidados especiais.

Os médicos ainda não sabem quais são os possíveis reflexos da droga na infância e adolescência dessas crianças, tampouco se elas são mais suscetíveis ao uso de entorpecentes.

Mas o que os médicos já observaram é que, quanto mais cedo o início do uso da droga, mais difícil é para curar o paciente.

Felizmente o padrão não se aplica aos recém-nascidos.

Abandono é outra parte do problema

O tratamento aos filhos de usuárias de crack muitas vezes é seguido de outra complicação: o abandono.

Em muitos casos, as mães preferem deixar os filhos para adoção, diz a assistente social Maria do Carmo Fay, do Núcleo de Abrigo Residencial (NAR), uma das unidades da Fundação de Proteção Especial (FPE) do governo do Rio Grande do Sul.

Todos os bebês enviados às casas-lar do abrigo do NAR na zona norte de Porto Alegre são filhos do crack.

Nos últimos meses, foram 12 recém-nascidos, entre eles Artur.

A nova realidade exigiu esforços de toda a equipe, formada por enfermeiros, psicólogos, médicos, assistentes sociais e monitores.

“Fizemos um curso com um psiquiatra para aprender a lidar com esses pequenos”, diz Maria do Carmo.

O primeiro mês é o mais delicado. Depois, os bebês superam a abstinência e passam a ter uma vida normal.

“Para evitar quadros como esse, o mais importante é tratar a mãe”, diz Paulo de Argollo Mendes, presidente do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (SIMERS).

São necessários pelo menos 30 dias de internação para conseguir desintoxicar o paciente usuário de crack.

“Um período inferior a esse é inútil, pois fica fora da possibilidade física de se conseguir superar”, explica Mendes

Mas faltam leitos para dar conta do que Mendes considera uma “pandemia de crack”.

“Estamos falando de um surto mais grave do que tivemos no ano passado com a gripe A, mas estamos proibidos de abrir novos leitos para tratar essas pessoas”, reclama Mendes, referindo-se à falta de leitos psiquiátricos disponíveis para tratamento.

O SIMERS reclama que houve uma desativação da estrutura psiquiátrica após 1993, efeito da chamada reforma psiquiátrica, que prega o fim de hospitais e clínicas para tratar de distúrbios psíquicos.

A medida acabou atingindo apenas os serviços públicos de saúde ou as instituições que atendiam pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O SIMERS argumenta que tratar os filhos implica em tratar as mães.

Mas onde?

O Ministério da Saúde justifica que a reforma psiquiátrica prega a substituição do modelo manicomial, focado na instituição hospitalar, pela rede de atenção humanizada a pessoas com transtornos mentais e usuárias de drogas.

Mas a mudança de um modelo para o outro é gradual, de acordo com o Ministério da Saúde.

De 2002 a junho de 2010, o número de Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) subiu de 424 para 1.541 em todo o Brasil. A cobertura dessa rede de atendimento humanizado triplicou nesse período, passando de 21% para 63% da população brasileira

Números não refletem realidade

O SIMERS adverte que os CAPS não substituem as internações, pois são estruturas que funcionam apenas durante o dia e têm carência de médicos.

Também não há unidades suficientes especializadas no tratamento aos dependentes de álcool e de drogas, que são cruciais no combate ao crack, diz o SIMERS. A promessa de criar leitos para esses pacientes em hospitais gerais é feita desde o começo dos anos 1990, mas nunca foi eficaz, segundo o sindicato médico.

O Ministério da Saúde justifica que o processo de redução de leitos psiquiátricos — atualmente são 35.426 leitos contra 52.962 em 2001 — deve-se ao fechamento de instituições que não seguiam as normas técnicas do governo e ofereciam um atendimento de baixa qualidade à população.

Mas Mendes afirma que essa “teimosia” de refutar hospitais psiquiátricos, além de colocar em risco a vida dos pacientes, incluindo as mães dependentes químicas e seus bebês, ainda traz à tona uma discriminação.

“Pode ter hospital de cardiologia. O Brasil é excelência mundial nessa área”, diz Mendes. “Mas não pode ter (hospital) para tratar doença mental. Por quê?”

Investimentos em prevenção somam R$ 410 milhões

A principal estratégia do Ministério da Saúde no combate ao crack é a prevenção.

De 2003 a 2009, o número de consultas pré-natais realizadas através do SUS cresceu 125%.

A ampliação na oferta dos exames e consultas é fundamental para conscientizar as gestantes dos riscos a que expõem os bebês se são usuárias de drogas.

Dependendo do caso, os profissionais de saúde encaminham essas mulheres aos CAPS, especialmente aqueles destinados exclusivamente ao atendimento de pacientes envolvidos com álcool e drogas.

O tratamento defendido pelo Ministério da Saúde para usuários de drogas envolve não apenas profissionais do setor de saúde, mas também da justiça, direitos humanos e assistência social. O Ministério está investindo também na construção de 70 casas de passagem para acolher usuários em situação de risco ou em estado de fragilidade psíquica.

Há ainda os centros locais de assistência social, que fazem atendimentos específicos às famílias dos dependentes de drogas.

O Ministério da Saúde disponibilizou R$ 14,3 milhões para a construção de abrigos para dependentes de drogas – principalmente crianças e adolescentes – e já implementou 14 projetos de Consultórios de Rua, formados por equipes multidisciplinares, que vão às chamadas “cracolândias” oferecendo assistência no local do uso da droga.

Até o fim do ano, o Ministério também espera dobrar o número de leitos para dependentes químicos nos hospitais gerais, passando de 2,5 mil para 5 mil em todo o Brasil.

No total, governo federal pretende investir R$ 410 milhões em 2010 nas ações do Plano Integrado para Enfrentamento do Crack e outras drogas, com atuação em frentes de prevenção, combate e tratamento.

Esta reportagem está fechada para comentários e avaliações.

23 de Comentários

  • MARIA | 2014-06-12

    oi , tenho uma pessoa na familia usuária e gravida , no momento com 5 meses , ela esta em estado de total dependência , com certeza devera ser medicada , existe alguma possibilidade desta bebe ter uma vida normal , eu pretendo adota-la , independente de qualquer coisa , mas gostaria de saber se existe algum método de desintoxicação para essa criança

  • Lourdes | 2013-12-22

    Qual foi a estatística em relação ao tema: "Filhos da pandemia de crack crescem no Brasil" em 2013?

  • Nanda | 2013-09-21

    Olá! Gente como é triste essa realidade, estou muito triste e preocupada. Minha sogra usa crack desde os 19 anos, ela usou na gravidez do meu esposo ele cresceu, tbm usou maconha e cocaína por um tempo porque cresceu com essa realidade, esse exemplo em sua casa, mas graças a Deus depois que nos casamos ele parou! Mas agora depois de 4 filhos, 10 anos que minha sogra teve a última criança ela engravidou de novo.. E ela está cada vez mais viciada, estou muito preocupada pois nunca passei por isso, não convivia com ela das outras vezes que ela engravidou, não sei o que fazer estou com mto medo dessa criança nascer com abstinência e eu ter que cuidar, por que os quatros filhos dela inclusive meu esposo quem cuidou foi a avó, mas ela já faleceu.. E agora quem vai cuidar? Gente eu nunca vi uma coisa tão devastadora como essa droga, destrói famílias, vidas.. Eu não entendo como as pessoas tendo tantos relatos, tantos exemplos ruins ainda experimentam esse mal para se viciarem e destruírem suas vidas. É horrível, assustador. eu tenho pavor disso, o mundo está muito corrompido, mas peço sempre a Deus que ajude a todos os viciados e guardem as crianças que estão nascendo para não conhecerem esse mal! O inteligente aprende com seus erros e o sábio aprende com os erros dos outros. Gostaria de saber o que devo fazer caso a criança venha a nascer com algum problema de saúde :( Obrigado!

  • Sueli Salvático da Silva | 2012-08-29

    Sou amiga de uma mãe adotiva de uma criança de seis anos. A mãe(biológica) usuaria antes durante e após gestação. Esteve presa na gestação e quando em prisão domiciliar deu a luz no sétimo mês enquanto tinha uma overdose. A criança nasceu com o lado direito do rosto paralizado e com o passar do tempo isto vem melhorando. Ficou com a mãe até dois meses e após visita da assistente social a mesma foi enviada a um orgão onde fica crianças que necessitam de tomar remédio corretamente e aguardando adoção. Quando a mesma estava com 1 ano foi adotada (por esta minha amiga) na ocasião o Pai adotivo com 55 e a mãe 54. A família não tem informação se a criança passou por algum tratamento de desintoxicação após nascimento. No lar onde vive não consomem bebidas,também não são fumantes, na casa da avó ela encontrou na dispensa e abriu uma lata de cerveja, quando a mãe ouviu correu lá. Ela havia tomado um gole e estava maravilhada de satisfação. A mesma é uma criança muito agitada, inquieta. Semana passada na escolinha de futebol um garoto xingou ela a mãe dela e lhe deu um murro na perna, ela não costuma se defender, mas estava com uma fralda que é seu cheirinho, então ela colocou no proprio pescoço e amarrou forte. Foi preciso o professor socorrê-la. Outro dia também ela estava batendo com o garfo no próprio braço tentando perfurar, quando questionado o motivo deste comportamento a mesma respondeu que é porque tem uma dor tão grande em seu peito que acredita que se tiver outra dor mais forte a dor do peito se aliviará. Gostaria de saber onde procurar tratamento especializado para que esta criança não continue a sentir esta falta da droga. É possivel que o corpo dela ainda necessite de droga? Há tratamento ainda para tirá-la deste quadro?

  • Regina Azzulini | 2012-07-15

    Vocês tem endereço dos abrigos para que eu possa ajudar de alguma forma? obrigada

  • alma | 2012-05-07

    olá, estou desesperada, minha filha está com 35 semanas de gravidez e continua fumando crack, esteve em tratamento mas agora faz us 3 meses voltou a consumir, ontem saiu de casa, o que pode acontecer com o bebê como posso ajudá-la, vejo que sua barriga parou de crescer AJUDEM-ME POR FAVOR, além do mais tenho problemas econômicos porque ela vendeu objetos da casa e o dinheiro que pede emprestado em meu nome, vivo só eu e ela juntas AGRADEÇO ALGUÉM ME AJUDE MORO NO URUGUAI OBRIGADA

    • manu | 2013-11-21

      Se ele nasceu bom e saudável, nada irá acontecer com ele. É a sua consciência que está fazendo com que você pense que você é culpado. E agora que você não está usando mais, perceba o dano que você fez, você poderia ter perdido o bebê. Continue assim, não use mais por seu bebê. Desejo-lhe as maiores felicidades

  • mewin | 2012-03-28

    por favor, alguém me dê um conselho. é que minha filha usa drogas desde os 12 anos, mais ou menos, agora tem 21 e tem um bebê de 2 anos de idade e fez dois abortos e agora está grávida novamente e corre risco, mas já está com três meses, ela vai para a cama com qualquer um em troca de drogas e eu estou ficando louca, não quero levá-la a abrigos porque há um monte de pessoas que nos conhecem lá, ela não ouve meus conselhos nem nada... por favor, há um médico nesta seção que poderia dizer-me algo obrigado.

  • aline | 2011-12-28

    Adotei uma criança e sua mãe biológica é usuária de crak desde a sua gestação,ela está com oito meses,mas seus movimentos,dentição tamanho e peso não equivalem a idade,ela irá se recuperar,quanto tempo leva para desintoxicar,sempre será dependente?

  • cristina | 2011-12-24

    infelizmente meu marido um homem maravilhoso mas sem sabedoria se viciou nessa porcaria vi o nosso mundo desabar, a tristeza é muito grande,mas eu ainda acredito em um criador que pode reverter essa história!!! imagine com crianças inocentes chorei muito quando soube o efeito das drogas nessas crianças Deus tem um proposito na minha vida eu quero ajudar,a droga tentou derrubar o meu marido mas a mim não!!!!! eu tô viva!!!!!

  • Fabia | 2011-11-17

    Oi. Gostaria de fazer uma pergunta. Eu adotei uma criança filha de mãe viciada em crak,ela tinha 9 meses e hoje esta com 4 anos. Ela é uma criança calma, mas tem pesadelos e alucinações a noite durante o sono.Gostaria de saber se pode ser por conta do uso do crak, e oque devo fazer para ajuda-la. Outra pergunta: Quando a criança nasce, quanto tempo ela leva para desintoxicar.. Obrigada!!

  • TAMARA | 2011-10-13

    OLÁ, EU SOU UMA MÃE VICIADA EM CRACK CONSUMI DURANTE TODA A MINHA GRAVIDEZ E HÁ 16 DIAS MEU FILHO NASCEU E NÃO CONSUMO NADA, A VERDADE QUERIA SABER O QUE PODE ACONTECER A MEU FILHO SE POR ALGUM MOTIVO EU CONSUMIR NOVAMENTE E LHE DER DE MAMAR.... PARA MIM NÃO TEM SIDO DIFÍCIL DEIXAR DE CONSUMIR NÃO TIVE NENHUMA SÍNDROME DE ABSTINÊNCIA NEM NADA PARECIDO, SIMPLESMENTE TENHO ESSA CURIOSIDADE. MUITO OBRIGADO SE PUDEREM DAR UMA RESPOSTA À MINHA PERGUNTA...

  • Adriana Nascimento Santos | 2011-09-15

    Parabenizo-os pela matéria e gostaria de manter contato e obter mais informações, acredito ter encontrado uma maneira de solucionar parcialmente este problema mas necessito de informações detalhadas para a conclusão de um projeto que pretendo levar as autoridades competentes, se for possível o fornecimento dessas informações desde já agradeço. Adriana N. Santos 15/09/2011 SP.

  • Sutra | 2011-08-17

    Quando encaramos o futuro do atendimento de saúde, pensamos à frente e olhamos para os dados sobre segmentos populacionais em mutação. Aqui no Canadá, nosso sistema de saúde está enfrentando como acomodar a população que está envelhecendo. Uma preocupação bem real para o futuro é como os bebês nascidos viciados se sairão na vida adulta (crack, álcool e outras drogas). O Brasil tem a chance de ser um líder mundial em lidar com esse problema. Obrigado por nos conscientizar sobre isso. Um dia, gostaria de fazer algum trabalho em uma organização que cuida dessas crianças. – Sutra

  • Karina | 2010-12-26

    Oie achei muito boa essa matéria até gostaria muito de saber mais informações sobres essas mães que abandonam os recém nascidoseu gostaria muito de adotar algum deses bebes.por favor se poderes me mandar alguma coisas meu email é esse ai. obrigado

  • Ana Faustino-RS | 2010-11-24

    Parabens pelo artigo aqui publicado,estou fazendo um projeto de pesquisa,p/meu curso de pedagogia, c/o tema:como salvar filhos de usuarios de crack,pois acredito q existe muito debate como prevenir ou como recuperar-se deste vicio tao devastador,mas e os filhos destas criaturas q estao presas por este vicio,como salva-los?ESPERO QUE CONSIGA CONCLUIR MEU PROJETO,E DE ALGUMA FORMA AJUDAR A ESTAS CRIANÇAS.

  • Elisabete Miranda | 2010-09-26

    Muito boa matéria, parabéns Cris.

  • Márcia Cristina Fabiano | 2010-09-05

    É triste saber que estamos diante de uma realidade assustadora.Isto comove deixa a gente sem saber o que fazer.Será que ñ poderia ser incluída nas palestras realizadas no Serviço Social dos Postos de Saúde,um programa de ajuda,orietação p/voluntários que se possam atravez de campanha aos usuários de craque,tentar trazê-los p/perto da sociedade p/ajudá-los a aceitar um tratamento contra o vício.Sabemos que o mais difícil é convencê-los à aceitar ainternação.Vamos torcer p/que encontremos um jeito de ajudar.

  • Márcia Cristina Fabiano | 2010-09-05

    É triste saber que estamos diante de uma realidade assustadora.Isto comove deixa a gente sem saber o que fazer.Será que ñ poderia ser incluída nas palestras realizadas no Serviço Social dos Postos de Saúde,um programa de ajuda,orietação p/voluntários que se possam atravez de campanha aos usuários de craque,tentar trazê-los p/perto da sociedade p/ajudá-los a aceitar um tratamento contra o vício.Sabemos que o mais difícil é convencê-los à aceitar ainternação.Vamos torcer p/que encontremos um jeito de ajudar.

  • Patrícia | 2010-08-19

    Grande tema, grande sacada, sensibilidade cirúrgica. Esta é nossa infância, e o futuro. O que pode ser feito para assegurar assistência?

  • jandira feijo | 2010-08-17

    Baita matéria, Cris! Adorei!

  • Zé Antonio | 2010-08-17

    Excelente matéria! Sempre tive a curiosidade de saber quais seriam os efeitos do crack na infância e adolescência destes bebês, não havia me ocorrido que ainda não há um histórico para conseguirmos esta informação. Moro em Curitiba, muito próximo à favela do Parolin, ponto forte do crack no sul do Brasil e convivo de perto com os pontos de prostituição de usuárias de crack: é degradante. As dependentes perdem a noção da dignidade e não param de engravidar! Dão à luz e já engravidam novamente. Muito triste a situação. Precisamos descobrir \"COMO?\" a sociedade pode participar de um programa efetivo contra o crack. E com urgência.

  • Sandra Dias | 2010-08-17

    Parabéns pela matéria, acredito que por mais que saibamos que o crack é uma realidade, toda informação é importante e talvez consiga evitar que mais pessoas se juntem a este grupo imenso de infelizes. Fico comovida quando vejo casos como o dos gemeos que se acorrentaram pedindo socorro, pois quando existe uma manifestação da intenção de suspender o uso e se tratar, aí sim, é possível fazer alguma coisa.