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2010-05-10

Laura Chinchilla assume presidência da Costa Rica e promete governo de ‘diálogo’

Laura Chinchilla é a primeira mulher a ser eleita presidente da Costa Rica. (Cortesia da Presidência da Costa Rica)

Laura Chinchilla é a primeira mulher a ser eleita presidente da Costa Rica. (Cortesia da Presidência da Costa Rica)

Por María Córdoba para Infosurhoy.com — 10/05/2010

SAN JOSÉ, Costa Rica – Laura Chinchilla, do partido Liberación Nacional, tornou-se a primeira mulher a chegar à presidência da Costa Rica, cargo que ocupará pelos próximos quatro anos, a partir de sua posse, em 8 de maio.

Em cerimônia aberta no Parque Metropolitano de la Sabana, na capital do país, Chinchilla, 51, prestou juramento diante de 5 mil espectadores, entre eles Álvaro Uribe (Colômbia), Felipe Calderón (México), Álvaro Colom (Guatemala), Porfirio Lobo (Honduras), Ricardo Martinelli (Panamá), Mauricio Funes (El Salvador) e Daniel Ortega (Nicarágua). O Príncipe Philip da Espanha também compareceu à cerimônia. Os Estados Unidos foram representados pela embaixadora das Nações Unidas Susan Rice.

Em seu discurso de posse, Chinchilla pediu mais diálogo e cooperação entre os setores da sociedade e se comprometeu a comandar a nação com “honestidade, humildade e firmeza”.

“Este é o momento para construir uma política em que a liderança não apenas se comprometa em proteger uma classe para fazer articulações, mas compartilhar experiências e realizar acordos”, disse a presidente.

Chinchilla destacou as virtudes da democracia costarriquenha, umas das mais antigas e estáveis na América Latina, mas também apontou os desafios que enfrenta o pequeno país de 4,5 milhões de habitantes.

“Da frenética corrida armamentista à fome e má nutrição”, explicou Chinchilla “da promessa da bioética até a separação familiar e a agressão ininterrupta contra mulheres e crianças além da violência dentro dos lares e da desigualdade, exclusão e condições sub-humanas criadas pelo poder econômico [são os problemas que este país enfrenta]”.

Chinchilla declarou que reduzir o índice de pobreza, aumentando a competitividade do país na economia mundial, incentivando o crescimento das micro, pequenas e média empresas, alcançar o equilíbrio entre o crescimento da economia e o meio ambiente e produzir toda a energia de fontes 100% renováveis estão entre os seus “principais compromissos”.

“Trabalharemos por uma nova economia impulsionada pela biotecnologia, agricultura orgânica, indústria audiovisual, comunicações e a aeroespacial, entre outras”, garantiu a presidente.

Imediatamente após a cerimônia, Chinchilla presidiu a primeira sessão do conselho governamental, onde assinou seus primeiros decretos presidenciais.

Primeiramente, ampliou a moratória da exploração da mina de ouro e o processo de industrialização em todo o país. Em segundo, a presidente anunciou o processo de consulta aos cidadãos para criar uma política integral sustentável de segurança ao cidadão, que contará com o apoio técnico do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento.

Chinchilla também criou um cargo para Mauricio Boraschi, o czar antidrogas. Boraschi, que foi assessor de ministro da presidência na administração de Óscar Arias, irá supervisionar e impulsionar a prevenção e repressão contra o tráfico de drogas e a guerra contra os cartéis e os sindicatos dos crimes organizados.

Chinchilla sucede Arias, que anunciou sua despedida da vida pública. Chinchilla declarou que irá manter as políticas econômicas implementadas por Arias, inclusive estreitar os laços com os Estados Unidos e derrubar barreiras comerciais.

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