2010-03-12

Piñera declara estado de calamidade pública na região central do Chile

O presidente chileno, Sebastián Piñera, declarou estado de calamidade pública na região central Libertador Bernardo O’Higgins devido aos danos provocados pelo terremoto de 27 de fevereiro. (Joe Raedle/Getty Images)

O presidente chileno, Sebastián Piñera, declarou estado de calamidade pública na região central Libertador Bernardo O’Higgins devido aos danos provocados pelo terremoto de 27 de fevereiro. (Joe Raedle/Getty Images)

Por Jon Gallo para Infosurhoy.com — 12/03/2010

VALPARAÍSO, Chile – Em 11 março, o presidente chileno, Sebastián Piñera, declarou estado de calamidade pública na região central de Libertador Bernardo O’Higgins, poucas horas após sua posse, que foi interrompida por tremores. “Nossas equipes de emergência já estão a caminho de Rancagua”, a capital de Bernardo O'Higgins, informou Piñera aos repórteres, segundo a agência chinesa de notícias Xinhua. “Este governo não hesitará em tomar as medidas necessárias”. Ele ainda acrescentou que sua administração está preparada para deslocar tropas para a região, para garantir a ordem e reprimir a ação de saqueadores como a ocorrida em Concepción, após o terremoto de magnitude 8,8 em 27 de fevereiro. O saque foi tão amplo, que a presidente Michelle Bachelet enviou 14 mil militares, quatro dias após o terremoto, para reprimir o pandemônio. Vinte e um minutos antes da posse de Piñera, o país foi atingido por um terremoto de magnitude 7,2 e, 25 minutos após, por dois outros abalos - de 6,9 e 6,9 na escala Richter, que prejudicaram a cerimônia de posse. A posse durou somente 34 minutos. O epicentro do terremoto foi em Rancagua, próximo da costa, localizado em Libertador Bernardo O’Higgins, a 114 km do Congresso Nacional, onde ocorreu a posse, segundo a Agência de Pesquisas Geológicas dos Estados Unidos.

Chefe do gabinete de emergência do Chile renuncia

Carmen Fernández demitiu-se do cargo de chefe da Agência Onemi de Gestão de Emergência em 10 de março, alegando ter demorado a responder ao forte terremoto e tsunami que devastou seu país, reportou a Agence France-Presse. Fernández é a segunda autoridade chilena a estar desempregada, em consequência da catástrofe que matou cerca de 500 pessoas no dia 27 de fevereiro. A então presidente Michelle Bachelet demitiu na semana passada o comandante Mariano Rojas, chefe do Serviço de Hidrografia e Oceanografia da Marinha pelo mau desempenho em emitir alertas para prevenção de desastres, reporta a AFP. “Ficamos cegos e mudos nas poucas horas que seguiram o terremoto”, disse Fernández dias atrás. “Tivemos as comunicações interrompidas e confirmo o fato.”

Mineradoras e refinarias chilenas saem incólumes de recentes tremores

Autoridades chilenas disseram que setores da mineração e refinaria não foram danificados pelas séries de fortes tremores que reverberaram por todo o país em 11 de março. Executivos da Codelco e Anglo American disseram que as minas não sofreram danos após 7 tremores, incluindo o que registrou 6,9 na escala Richter e cujo epicentro ocorreu perto da região centro-sul do país, o mesmo local onde teve origem o terremoto de 8,8 de magnitude em 27 de fevereiro. As minas também saíram incólumes dos abalos que atingiram Rancagua, cidade localizada perto da gigantesca mineradora subterrânea Codelco de El Teniente. “Não tivemos relatos de danos”, disse o porta-voz da Codelco à Reuters. A maioria das minas no Chile, maior produtor de cobre do mundo, estão localizadas no norte do país, que está longe das áreas gravemente atingidas pelo terremoto. El Teniente e Andina, segunda e terceira maiores minas da Codelco, cuja produção combinada alcançou 614 mil toneladas no ano passado, ficaram fechadas por pouco tempo, após o terremoto de 27 de fevereiro. “Tudo está normal, sem problemas”, comentou o porta-voz da Anglo-American, Marcelo Esquivel, à Reuters. “Não houve danos às operações na região central.”

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