Arrow left
Arrow right

2010-02-25

Lula conclama consumidores a comprar produtos do Haiti

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer que os consumidores ajudem a economia do Haiti comprando produtos do país. (Sean Gallup/Getty Images)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer que os consumidores ajudem a economia do Haiti comprando produtos do país. (Sean Gallup/Getty Images)

Por Jon Gallo para Infosurhoy.com – 25/02/2010

MADRI, Espanha – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer que consumidores de todo o mundo ajudem a economia do Haiti comprando mercadorias produzidas no país, informa a agência France-Presse. “Convidamos os principais parceiros comerciais do Haiti a apoiar suas exportações”, declarou o presidente brasileiro ao El País, o maior jornal da Espanha. “Pedimos às empreiteiras que retomem seus planos de investimento no país. Depois da emergência atual, o Haiti ainda terá pela frente o desafio de garantir uma capacidade de produção que promova seu desenvolvimento econômico.” O Brasil lidera a Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (MINUSTAH) desde seu início, em 2004. Segundo a AFP, o governo brasileiro recentemente enviou 900 homens para se unir a mais de 1,2 mil soldados brasileiros já locados na nação empobrecida. De acordo com a agência de notícias, 700 mil representantes da MINUSTAH estão no Haiti. Conforme dados do governo haitiano, o forte terremoto de 7 graus de magnitude que assolou o país matou mais de 222,5 mil pessoas. O presidente René Préval afirmou, porém, que o saldo de vítimas fatais pode chegar a 300 mil depois da conclusão do processo de remoção de corpos em meio aos escombros.

Governo haitiano compra 50 mil barracas da China

O governo do Haiti comprou 50 mil barracas da China, mas deve precisar de pelo menos mais 150 mil para oferecer lares provisórios para todos os desabrigados pelo terremoto, noticiou a France-Presse. “Compramos 50 mil barracas da China por US$ 5 milhões, ou seja, US$ 100 por unidade. Os abrigos chegarão esta semana”, afirmou o presidente René Préval em recente entrevista coletiva à imprensa, de acordo com a AFP. É fundamental que o Haiti ofereça barracas à população, que, com isso, pode contar pelo menos com um teto para a temporada de chuvas e furacões. Segundo a AFP, Préval observou que, dos 1,2 milhão de desabrigados, aproximadamente 900 mil não contam com nenhum abrigo. Ele pediu à comunidade internacional que ofereça no mínimo mais 200 mil barracas. O presidente haitiano afirmou que usou o fundo de US$ 163 milhões doado pela Venezuela como parte do acordo PetroCaribe para pagar os fornecedores chineses e que a conta tem agora cerca de US$ 152 milhões.

Haiti vai começar a remover escombros

O governo haitiano e seus parceiros estrangeiros devem começar a remover os escombros do terremoto, para que famílias sem-teto possam voltar para suas casas ou usar terrenos para construir abrigos temporários, de acordo com fontes oficiais do país e da ONU. O imenso projeto envolverá empreiteiras privadas na remoção de partes do entulho, na demolição de edifícios com danos estruturais e na construção de novos prédios na capital do país, Port-au-Prince, segundo noticiou a agência Reuters. Agora que postos de distribuição de alimentos, água e materiais de construção para os sobreviventes do terremoto já foram criados, o próximo passo no processo de reconstrução é, segundo a agência de notícias, o “Plano de Gestão dos Escombros”, desenvolvido por especialistas da ONU, dos EUA e representantes de outros países. “A cidade está tão lotada, que não há sequer espaços abertos para alojar pessoas”, afirmou Charles Clermont, membro da comissão do governo haitiano que lidera o projeto, em entrevista à Reuters. “Antes do início da temporada de chuvas, precisamos remover os destroços, limpar os canais de drenagem, demolir o que precisa ser demolido... isso nos dará alguma margem.” A ONU estima que mais de 250 mil edifícios e residências tenham sido danificados ou destruídos pelo terremoto na capital haitiana, o que, segundo a Reuters, corresponde a algo em torno de 63 milhões de toneladas de escombros.

Esta reportagem está fechada para comentários e avaliações.