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2010-03-23

Oitavo homem mais rico do mundo é um brasileiro

O brasileiro Eike Batista é o oitavo homem mais rico do mundo. (Michel Filho/Globo via Imagens Getty)

O brasileiro Eike Batista é o oitavo homem mais rico do mundo. (Michel Filho/Globo via Imagens Getty)

Por Danielle Melo para Infosurhoy.com – 23/03/2010

RIO DE JANEIRO, Brasil - Uma fortuna de 27 bilhões de dólares lhe garante a oitava posição entre os mais ricos do mundo e de o homem mais rico do Brasil, de acordo com a Forbes.

Seu nome: Eike Batista.

Isto mesmo, aquele Eike Batista, de 53 anos, que há não muito tempo era conhecido como o marido da modelo Luma de Oliveira, com quem teve os filhos Thor, 18, e Olin, 14. Ele também costumava ser conhecido como o filho de Eliezer Batista, ministro das minas e energia nos anos 60 e ex-presidente da Vale.

Mas isso tudo agora é passado.

Hoje ele é conhecido por fazer parte do seleto grupo dos mais ricos do mundo. Na sua frente há apenas outros sete, incluindo o mexicano Carlos Slim Helú, o magnata das telecomunicações, cuja fortuna, avaliada em US$ 53,5 bilhões, garante-lhe o primeiro lugar no ranque dos mais ricos do mundo, conforme a Forbes.

“Por que só jogadores de futebol e duplas sertanejas podem aparecer?”, pergunta Eike. “Sou um empresário honesto. O que é um bom exemplo para as crianças.”

O marco dessa transformação ocorreu no ano 2000, quando ele decidiu vender a maior parte de seu patrimônio no exterior e focar no Brasil.

“Perdi dinheiro na Grécia, na Rússia e em países vizinhos”, diz. “Eu percebi que passava 90% do meu tempo no Brasil. Eu e meus filhos moramos aqui. Além disso, teve a questão do divórcio ... Então, eu disse para mim mesmo, ‘Espera um pouco: serei eternamente o filho de Eliezer Batista ou o imortal marido de Luma de Oliveira?’”

Desde então, Eike tem construído um conglomerado de empresas. Sob a holding EBX, criada em 1982, ele fundou outras 5: MMX (mineração), MPX (energia), LLX (logística), OGX (óleo) e OSX (construção naval).

A letra X nos nomes, que representa seu potencial em multiplicar contratos, é apenas uma das similaridades entre as companhias, pois as cinco empresas seguem o mesmo modelo de gestão.

Primeiro, Eike atrai e contrata profissionais de destaque na concorrência. A isca? "O kit da felicidade.” É assim que ele define o pacote de benefícios, que vai de US$ 2 a US$ 5 milhões por ano, além de salários altamente competitivos.

Daí, Eike injeta capital na empresa e coloca as ações à venda. Desse modo, ainda no seu estágio pré-operacional, a empresa já está aberta.

A OGX, por exemplo, vale mais de R$ 50 bilhões, sem que tenha produzido sequer uma única gota de óleo.

E a OSX, cujo maior patrimônio é um contrato para a construção de navios para sua empresa-irmã, OGX, já conta com R$ 2,45 bilhões resultante de sua primeira oferta pública, em 19 de março.

Críticos dizem que este modelo empresarial é vulnerável, porque as empresas têm um nível de sinergia muito alto e todas estão muito ligadas à imagem de Eike.

Mas ele ignora os críticos e prepara o capital para abrir ainda outra empresa, a AUX, mineradora de ouro na Colômbia.

O empreendimento é um retorno às origens de Eike, quando, há 30 anos, após se formar engenheiro metalúrgico, ele iniciou sua carreira empresarial minerando ouro na região do Amazonas.

Eike ganhou seu primeiro milhão aos 23 e se tornou um bilionário em 2006, graças ao rápido crescimento da MMX.

Em 2008, ele estreou na lista de bilionários da Forbes, quando seu patrimônio havia sido avaliado em US$ 6,6 bilhões, garantindo-lhe a posição de número 142 no ranking mundial.

Antes de acumular tantos zeros na sua conta bancária, ele soube o que era fracassar. Sua linha de automóveis – a JPX – não deu certo, porque os carros davam muitos problemas. A empresa de cosméticos que abriu junto com a ex-esposa foi outro fiasco.

A disciplina vinda de sua mãe alemã, Jutta, justifica por que alguns hábitos, como o de assistir ao Bloomberg até as 2 da madrugada, é algo tão normal: só assim ele pode monitorar de perto o preço das commodities.

Já seu misticismo é traço de sua herança latina. O símbolo da EBX é um sol inca, que significa “força, poder e liderança”, de acordo com o Web site da empresa.

Quando esteve em Cusco, no Peru, no começo dos anos 90, ele não hesitou em visitar um índio vidente, que leu seu futuro em folhas de coca.

Eike procura se exercitar três vezes por semana. Quando possível, ele caminha nas calçadas da Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio, com sua namorada, a advogada Flávia Sampaio.

Ele encontrou tempo – e dinheiro – para patrocinar os Jogos Olímpicos de 2016, que ocorrerão no Rio. Sua doação de R$ 23 bilhões foi a maior de toda a campanha.

Eike espera que os Jogos Olímpicos lhe permitam promover seu restaurante, sua empresa que oferece passeios pela Baía de Guanabara e uma das suas mais recentes aquisições, o tradicional Hotel Glória.

E quem sabe se a Madonna não acabará batendo novamente à sua porta – como ocorreu em novembro, quando ela foi solicitar fundos para projetos sociais em prol de jovens em situação de risco.

A diva não saiu de mãos vazias. Levou um cheque de US$ 7 milhões.

Esta reportagem está fechada para comentários e avaliações.

2 de Comentários

  • renato | 2012-06-06

    a biblia diz:é mais facil um camelo passar no buraco de uma agulha, do que um rico entrar no reino do céu

  • Sharon | 2011-05-10

    Q Boca.. Aff sorte dele.. Alem de Rico ainda é bonito!