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2009-11-18

Bachelet e Calderón fazem coro contra o protecionismo

Michelle Bachelet, presidente do Chile, esteve presente durante a reunião de cúpula anual da APEC, realizada em Cingapura, no dia 14 de novembro de 2009. “O protecionismo não é solução para as crises. Pelo contrário, só faz agravá-las”, ela afirmou.

Michelle Bachelet, presidente do Chile, esteve presente durante a reunião de cúpula anual da APEC, realizada em Cingapura, no dia 14 de novembro de 2009. “O protecionismo não é solução para as crises. Pelo contrário, só faz agravá-las”, ela afirmou.

18 de novembro

CINGAPURA — No encerramento da reunião anual de cúpula em Cingapura, o Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC) repudiou “todas as formas de protecionismo” e reivindicou um novo modelo para promover um crescimento duradouro e a superação definitiva dos efeitos da crise financeira mundial. Chile, México e Peru são os membros latino-americanos da APEC.

“Nosso objetivo é concluir a rodada de Doha em 2010 e repudiamos todas as formas de protecionismo”, declararam os líderes das 21 economias da APEC, segundo a AFP. Entre os que se pronunciaram mais enfaticamente sobre esses dois temas durante o encontro estão a presidente chilena Michelle Bachelet e mexicano Felipe Calderón. O fórum representa 40,5% da população mundial, 54,2% do Produto Interno Bruto (PIB) global e 43,7% do comércio internacional.

“O protecionismo não é solução para a crises; pelo contrário, só faz agravá-las”, disse a presidente chilena, conforme a agência EFE. “O maior obstáculo para a recuperação econômica mundial é justamente a ameaça do protecionismo comercial”, declarou Calderón.

De acordo com a Radio Cooperativa, a presidente Bachelet pediu que os países mantenham seus programas de estímulo para evitar uma nova crise econômica e o aumento do desemprego, que poderiam causar um “colapso social”. “Devemos evitar que ao colapso econômico siga-se um colapso social e um colapso político”, disse a governante do Chile diante da platéia formada por líderes empresariais presentes à reunião da APEC.

Outro tema abordado na cúpula foi o projeto de um grande acordo de livre comércio transpacífico. De acordo com a AFP, a proposta ganhou força depois do apoio do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, a um tratado entre o Chile e outros três países da região e que poderia servir de base para a nova iniciativa.

Para os latino-americanos, um dos destaques do encontro da APEC foi o caso de suposta espionagem envolvendo o Peru e o Chile, que levou o presidente peruano Alan García a retirar-se prematuramente da reunião. Segundo a AFP, o ministro das Relações Exteriores do Chile, Mariano Fernández, refutou as acusações de espionagem feitas contra seu país e perguntou porque Lima teria esperado a cúpula da APEC para divulgar o caso.

O escândalo veio à tona com a informação de que um suboficial do serviço de inteligência da Força Aérea Peruana supostamente entregou ao Chile os segredos de Estado relacionados com uma lista de aquisições militares do Peru, a serem feitas pelo governo peruano até 2021.

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