2009-11-03

Ministros latino-americanos da Defesa reforçam cooperação regional

General Ramiro Izurieta Caffarena (esq.), comandante-chefe do Exército do Chile, conversa com o general Gonzalo Arredondo (2º à esq.), o comandante do Exército da Bolívia, Jorge Crespo (2º à dir.), ministro boliviano da Defesa, e o almirante Jorge Zavala, comandante-chefe do Exército da Bolívia, durante a 28ª Conferência dos Exércitos Americanos.

General Ramiro Izurieta Caffarena (esq.), comandante-chefe do Exército do Chile, conversa com o general Gonzalo Arredondo (2º à esq.), o comandante do Exército da Bolívia, Jorge Crespo (2º à dir.), ministro boliviano da Defesa, e o almirante Jorge Zavala, comandante-chefe do Exército da Bolívia, durante a 28ª Conferência dos Exércitos Americanos.

3 de novembro

BUENOS AIRES, Argentina ? Durante a 28ª reunião do Alto Comando da Conferência dos Exércitos Americanos (CEA), realizada em Buenos Aires, os chefes dos exércitos de 20 países americanos debateram a importância da cooperação militar regional durante os últimos 50 anos e destacaram a atual assistência em caso de desastres naturais, a participação em missões de paz multilaterais e a preservação dos recursos naturais.

Luis Pozzi, chefe do Exército argentino e presidente da CEA, enfatizou para a agência EFE "o papel da construção da paz" como o novo espaço das Forças Armadas fora do campo de batalha.

Militares do alto escalão vindos de Antígua e Barbuda, Argentina, Bolívia, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Equador, El Salvador, Estados Unidos, Guatemala, México, Nicarágua, Paraguai, Peru, Trinidad e Tobago, República Dominicana e Uruguai evitaram falar sobre as controvérsias políticas que atingem a região, como a situação de Honduras depois do golpe de Estado do dia 28 de junho e as queixas de certos governos contra a compra de armamentos por parte de alguns países sul-americanos.

Valorizando o âmbito da reunião, Óscar Izurieta, chefe do exército chileno, explicou à AFP que o fato de não existirem ameaças aparentes na região faz com que as tropas militares intervenham ainda mais em "ocorrências concretas e que necessitam de missões de paz ou da assistência em caso de desastres". "O clima causa desastres naturais e precisamos estar preparados para atender esses problemas", completou Fausto Vázquez, chefe do exército equatoriano.

Apesar de os exércitos terem finalidades pacíficas hoje em dia, os comandantes concordam que não se pode perder o espírito da defesa. "Uma operação de paz pode transformar-se, de um dia para o outro, em uma operação de baixa ou até mesmo de alta intensidade", Izurieta enfatizou, de acordo com a agência Télam.No Brasil, acaba de ser aprovada uma Estratégia Nacional de Defesa, que se fez necessária por causa da sua própria inexistência", Enzo Martins, chefe castrense brasileiro, disse segundo o jornal El Tiempo. "Um Exército não é fortalecido para conflitos em potencial, mas porque os países precisam ter um plano."

A CEA foi criada em 1960 por iniciativa dos EUA e como resultado do Pacto de Varsóvia. Atualmente, ela é integrada por 20 países e cinco observadores. Durante sua história, a conferência se transformou em um fórum de debates para a troca de ideias no âmbito da Defesa, no qual a integração entre os Exércitos contribui com a paz e a segurança.

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