2009-07-08

Poetas de 43 países se reúnem em Medellín

Graciela Huinao, poetisa chilena da etnia mapuche, foi a Medellín como convidada especial do 19º Festival Internacional de Poesia, realizado de 4 a 11 de julho.

Graciela Huinao, poetisa chilena da etnia mapuche, foi a Medellín como convidada especial do 19º Festival Internacional de Poesia, realizado de 4 a 11 de julho.

Santiago Meza

BOGOTÁ, Colômbia — A poesia paira no ar de Medellín, onde 65 poetas de 43 países estão lendo seus trabalhos em espanhol, inglês e até na língua maia durante a 19ª edição do Festival Internacional de Poesia. Em 2006, o evento ganhou o Prêmio da Sustentabilidade, homenagem sueca conhecida como o Prêmio Nobel Alternativo.

Conforme o jornal El Tiempo, desde o dia 4 de julho estão se apresentando poetas como o cubano Roberto Fernández Retamar, a canadense Nicole Brossard, o espanhol Jorge Riechman, o nicaraguense Francisco de Asís Fernández, o colombiano Jotamario Arbeláez e os americanos Jack Hirchman y Arthur Sze. Eles recitam a sua poesia a centenas de espectadores e contagiam a cidade com as rimas dos seus versos, que abordam temas inspiradores como infância, guerra, educação, fome e sexualidade.

A revista cultural Prometeo, que organiza o festival, ressaltou que o evento foi concebido como uma “libertação espiritual e emocional” para os cidadãos colombianos. Segundo a DPA, o festival é uma alternativa que oferece uma janela para um mundo além da dureza do conflito interno, tendo em quase meio século afetado as vidas de milhares de pessoas.

Entre os convidados especiais, estão o libanês Fuad Rifka, tradutor de poetas alemães para o árabe; o vietnamita Nguyen Quang Thieu, prêmio nacional de poesia no seu país; o palestino Ghassan Zaqtan, roteirista de cinema e dramaturgo; a jordaniana Fathiet Saudí, famosa ativista de direitos humanos, e os poetas indígenas Rosa Chávez (Guatemala), Graciela Huinao (Chile) e José Luis Ayala (Peru).

Um jovem morador do bairro de Las Cruces, que na década de 1990 era uma das áreas mais violentas da cidade, disse à EFE que a poesia é um gênero “bacana” porque “podemos expressar o que temos no coração”. Segundo a Radio Caracol, o poeta grego Ersi Sotiropoulus foi mais filosófico e descreveu a relação dos autores com o público como “mágica”, destacando que o festival é “sem igual.

O festival, que acaba no dia 11 de julho, conta com 136 atividades abertas ao público, entre elas 94 leituras coletivas de poemas e 15 oficinas de poesia. Também há 13 sessões de leitura em que os autores dialogam com o público sobre o trabalho dos poetas. O festival também se estende a 11 cidades próximas a Medellín, com 14 recitais de música e poesia.

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3 de Comentários

  • | 2009-07-23

    Encontros como esse são a expressão máxima em todos os sentidos, parabés por tomar essa decisão.

  • | 2009-07-13

    eventos como esses fortalecem a alma e o espírito é uma esperança que o abismo em que nos encontramos pela falta de tolerâcia e patriotismo e nosso futuro

  • | 2009-07-11

    GOSTO MUITO DE POESIA<p>COMO N&Atilde;O GOSTARIA SE<p>SOU UM POETA<p>GOSTARIA DE CONHECER AS POESIAS