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2009-06-02

México obtém sucesso com antídoto contra picadas de escorpião nos EUA

A cada ano, cerca de dez mil casos de picadas de escorpião são registrados no estado norte-americano do Arizona.

A cada ano, cerca de dez mil casos de picadas de escorpião são registrados no estado norte-americano do Arizona.

María Maeda

CIDADE DO MÉXICO, México — Um antídoto contra veneno de escorpião desenvolvido por cientistas da Universidade Nacional Autônoma do México (Unam) foi testado com sucesso em um grupo de crianças no estado norte-americano do Arizona, onde a cada ano são registrados cerca de dez mil casos de picadas do aracnídeo.

Segundo o jornal El Informador, caso seja aprovado pela FDA (departamento americano responsável pela administração de medicamentos e alimentos), o antídoto Alacramyn será o primeiro fármaco mexicano autorizado para venda nos EUA.

Conforme a agência Notimex, a substância foi desenvolvida por Alejandro Alagón Cano, pesquisador do Instituto de Biotecnologia da Unam, e é comercializada há vários anos pelo Instituto Bioclon no México, onde são registradas mais de 300 mil picadas anuais, além de outros países da América Central.

O antídoto Alacramyn foi testado em 15 crianças de Tucson, no Arizona, que haviam sido picadas por escorpiões. De acordo com a Notimex, o antídoto mexicano foi aplicado em oito dos pacientes, em sua maioria menores de seis anos. Nos outros, foi usado um placebo sem nenhum medicamento.

Nos casos em que usamos o nosso antídoto, os sintomas de toxicidade causados pelo veneno do escorpião desapareceram em um período de duas a quatro horas, enquanto os pacientes que receberam um placebo necessitaram de mais sedativos e continuaram sob observação para receber atendimento hospitalar, explicou Alagón.

O especialista mencionou que o ferrão do escorpião provoca suor excessivo ou ressecamento da pele e salivação exagerada ou ressecamento da boca, além de dificuldades para respirar e movimentos involuntários dos olhos e das pernas. Problemas respiratórios podem resultar em asfixia e morte em pacientes adultos que não são atendidos dentro de um período de duas horas. Já as crianças devem ser atendidas em no máximo 45 minutos.

Algumas pessoas apresentam sintomas muito graves, enquanto outras têm apenas uma reação localizada onde ocorreu a picada”, acrescentou Alagón ao jornal Milenio. “Por isso, o recomendável é contar com o antídoto, concluiu. O Alacramyn começou a ser desenvolvido em meados da década de 1990 e, desde então, o número de mortes causadas por picadas de escorpião caiu de 300 em 1994 para 28 em 2008.

Alejandro Alagón Cano é doutor em Ciências Biomédicas e foi homenageado no México com o Prêmio Nacional de Ciências e Artes em 2005. As suas pesquisas sobre o assunto foram publicadas pela revista científica The New England Journal of Medicine.

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3 de Comentários

  • | 2009-07-08

    bom está muito bom para nós na Nicarágua que sempre somos picados por escorpiões na minha casa tem muitos deles e meus filhos às vezes são picados e eles não conseguem sentir a própria lígua por favor me ajuda com a vacina porque minha família é pobre, e o que eles fizeram é muito bom porque vai ajudar muitas pessoas, é um dom que o Senhor Jesus Cristo deu aos senhores cientistas, dou os parabés e que Deus os abençoe e eles continuem nos ajudando com esse nobre trabalho.

  • | 2009-06-04

    PARABÉNS AO DR. ALAGON PELA SUA EXCELENTE CONTRIBUIÇÃO MÉDICA E FARMACÊUTICA À SOCIEDADE. NO PERU POR FALTA DE MEDICAMENTO ADEQUADO ALGUNS PACIENTES ACABAM FALECENDO. QUE A DECISÃO DA FDA SEJA POSITIVA E SAIA O QUANTO ANTES PARA AUTORIZAR A COMERCIALIZAÇÃO DO PRODUTO ALACRAMYN, QUE É UM BENEFÍCIO PARA A HUMANIDADE.

  • | 2009-06-04

    Ainda bem que descobriram esse antídoto, principalmente para os técnicos como eu que trabalham nesse campo em lugares remotos.