2009-05-01

América Central coordena resposta à gripe suína

Passageiros que chegam ao aeroporto de Tegucigalpa no dia 27 de abril de 2009 são examinados em uma tentativa de evitar que a gripe suína se dissemine para além do México e dos EUA.

Passageiros que chegam ao aeroporto de Tegucigalpa no dia 27 de abril de 2009 são examinados em uma tentativa de evitar que a gripe suína se dissemine para além do México e dos EUA.

Eduardo Herrera

AMÉRICA CENTRAL — Reunido em Manágua, o Conselho de Ministros da Saúde da América Central (CMSC) concordou em incrementar a segurança em todos os portos de entrada da região e coordenar conjuntamente os recursos para combater a ameaça da gripe suína, também conhecida como o vírus A(H1N1).

Além de declararem estados de emergência e tomarem medidas preventivas, os governos de todos os países da América Central avaliarão os recursos financeiros que têm disponíveis para lidar com um surto de gripe.

A primeira providência dos governos da região foi um decreto de alerta sanitário, acompanhado por medidas preventivas como um maior monitoramento da epidemia e campanhas de prevenção em massa. No dia 30 de abril, o representante da Organização Pan-Americana da Saúde em El Salvador, Harry Philippeaux, disse à EFE que a situação na América Central ainda não podia ser descrita como alarmante.

A ministra da Saúde da Costa Rica, Maria Luisa Ávila, contudo, confirmou que dois casos da gripe haviam sido detectados na área de San José.

O anfitrião do encontro, o ministro da saúde nicaragüense, Guillermo González, disse que nenhum dos países centro-americanos havia feito provisões orçamentárias para a crise da gripe aviária e que nenhum tem os recursos financeiros para combatê-la. González disse à AFP que uma tarefa imediata será identificar as nossas necessidades econômicas e usar os nossos mecanismos de integração (...) para encontrar dinheiro suficiente para as ações individuais e conjuntas dos países.

Depois de a Organização Mundial da Saúde elevar o seu nível de alerta para 5, reconhecendo a iminência de uma pandemia, os ministros da Defesa da América Central e da República Dominicana, reunidos em San Salvador no dia 29 de abril, declararam apoio às providências que estão sendo tomadas pelos seus governos.

O ministro salvadorenho da Defesa, Jorge Alberto Molina, disse à AFP que a questão da gripe havia sido discutida no encontro. Ele afirmou que, enfrentando uma possível pandemia, os ministros haviam ordenado que as forças armadas dos seus países se preparassem para uma crise sanitária.

Até 30 de abril, nenhum caso havia sido relatado em El Salvador. Já o Panamá anunciou que dois casos suspeitos não eram de fato casos de gripe suína. Na Costa Rica, além dos dois casos já confirmados, mais dois pacientes estão sob observação médica.

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1 Comentário

  • | 2009-05-04

    \"Ilegalizar\" as drogas n&atilde;o &eacute; uma medida coerente e menos permanente. A solu&ccedil;&atilde;o verdadeira &eacute; a educa&ccedil;&atilde;o, o pilar de qualquer sociedade, onde cada um dos poss&iacute;veis consumidores est&atilde;o conscientes do que significa experiment&aacute;-las e dos riscos do consumo constante, proibir s&oacute; intensifica o consumo principalmente entre os jovens.<p>Por outro lado, acho que &eacute; totalmente absurdo e anacr&ocirc;ico solicitar o apoio da igreja, estamos no s&eacute;culo 21, onde a religi&atilde;o est&aacute; perdendo aceita&ccedil;&atilde;o e deixou de ser \"o &oacute;pio do povo\". S&atilde;o poucos os lugares onde continua dominando a mente humana, esse lugar agora &eacute; ocupado pela sociedade fria e banal.<p>Temos que deixar de lado o estado paternalista.<p>Mat&eacute;ria excelente Santiago, bastante neura.