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2009-04-20

Três supostos terroristas são mortos na Bolívia

Armas confiscadas de supostos terroristas em Santa Cruz de la Sierra após confrontos com a polícia no dia 16 de abril de 2009. O governo boliviano alega que um grupo de mercenários terroristas da Croácia, Irlanda e Bolívia estava planejando matar o presidente Morales e outras pessoas.

Armas confiscadas de supostos terroristas em Santa Cruz de la Sierra após confrontos com a polícia no dia 16 de abril de 2009. O governo boliviano alega que um grupo de mercenários terroristas da Croácia, Irlanda e Bolívia estava planejando matar o presidente Morales e outras pessoas.

Pastor Landívar

LA PAZ, Bolívia ― Uma unidade de operações especiais da polícia boliviana invadiu um hotel no início da manhã em Santa Cruz de la Sierra e matou três supostos integrantes de um grupo terrorista acusado de realizar dois ataques a bomba e de planejar o assassinato do presidente Evo Morales. A polícia também prendeu mais duas pessoas durante a incursão e encontrou um depósito de armas e explosivos escondido em um centro de exposições da cidade.

Em discurso à nação, o vice-presidente boliviano, Álvaro García, alegou que os homens pertenciam a um grupo mercenário internacional que estaria planejando o assassinato não apenas de Morales, mas também do ministro Juan Ramón Quintana e do governador de Santa Cruz, Ruben Costas, que faz parte da oposição ao presidente. Garcia também afirmou que o grupo tinha sido responsável por dois ataques a bomba: um contra a residência do cardeal Julio Terrazas no dia 15 de abril e outro na casa do vice-ministro de Autonomias, Saúl Ávalos, em 29 de março.

A oposição, contudo, não se convenceu e acusou o governo de fabricar o incidente com objetivos políticos. Segundo a ABI, o governador Costas disse que o incidente fora um show criado pelo governo para desestabilizar Santa Cruz de la Sierra.

Conforme o jornal El Deber, os mortos são o boliviano Eduardo Rozsa Flores, o irlandês Michael Martin Dwyer e o húngaro Arpad Magyarosi. Os presos, atualmente detidos em La Paz, são o boliviano Mario Tadic e o húngaro Elod Toazo.

O vice-ministro de Regime Interior e Polícia, Marcos Farfán, disse ao Fides que o grupo havia estudado a segurança de dois compromissos públicos do presidente e estava procurando uma maneira de se infiltrar. Ele disse que ainda não havia sido feita nenhuma investigação para descobrir quem estaria financiando o grupo.

De acordo com o vice-presidente García, os supostos terroristas haviam escondido armas e explosivos em um centro de exposições particular, mais especificamente dentro de um estande usado pela Cotas, a cooperativa telefônica de Santa Cruz de la Sierra.

A ABI noticiou que o governador Costas tinha as suas suspeitas porque nenhum promotor público estava presente durante a incursão. Ele disse que isso mostra que o governo poderia ter facilmente plantado as armas encontradas dentro do estande.

Conforme o jornal La Prensa, todos os membros do grupo parecem ter um passado militar e alguns lutaram nos países balcânicos na década de 1990. Presume-se que o líder tenha sido Eduardo Rozsa Flores, comandante de uma brigada de voluntários internacionais na Guerra dos Bálcãs e considerado um herói de guerra na Croácia.

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