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2009-04-06

6 de abril ― Resumo das notícias da América do Sul

Santiago Meza

LIMA, Peru ― Mineradora Doe Run receberá apoio do setor privado: A mineradora Doe Run solucionou os problemas financeiros que impediam sua atuação no Peru ao obter uma quantia de US$ 175 milhões de bancos e de diversas mineradoras do complexo metalúrgico de La Oroya. Com este apoio financeiro, a Doe Run se recupera da sua situação crítica e também evita a demissão de 3.500 trabalhadores. O governo manterá as ações da Doe Run como uma garantia durante a reparação dos danos ecológicos denunciados por grupos ambientalistas nos últimos anos.

[El Comercio, Reuters]

LA PAZ, Bolívia ― Bolívia e Chile chegam a acordo sobre o rio Silala: Os vice-ministros de Relações Exteriores da Bolívia, Hugo Fernández, e do Chile, Alberto van Klaveren, chegaram a um acordo histórico sobre o uso das águas do rio Silala. Pelo acordo, as empresas privadas chilenas que usam o rio para atividades produtivas precisam compensar o governo boliviano. O rio Silala tem a sua foz em território boliviano na forma de uma acumulação de afluentes que se originam no Salar de Uyuni. Para a Bolívia, o rio é um recurso natural que pertence ao departamento de Potosí e cujas águas foram artificialmente desviadas para o Chile na década de 1960. Do ponto de vista do Chile, é um rio de curso internacional.

[El Comercio, EFE]

BUENOS AIRES, Argentina ― Argentina terá acesso a dinheiro para reservas: A Argentina receberá entre US$ 2,5 bilhões e US$ 3 bilhões do Fundo Monetário Internacional (FMI) com a decisão do G-20 de duplicar o capital do órgão internacional. A informação foi divulgada pelo chanceler argentino Jorge Taiana. “A Argentina está se beneficiando automaticamente da emissão dos fundos que vão diretamente para as reservas dos países”, afirmou. “No nosso caso, o número fica perto de US$ 3 bilhões e o país terá mais acesso a crédito para o desenvolvimento de infraestrutura.”

[Clarín, La Nación, Ansa]

QUITO, Equador ― China oferece capital para infraestrutura em troca de petróleo: O governo da China ofereceu ao Equador um capital inicial de US$ 1 bilhão para projetos de infraestrutura em troca de petróleo. O presidente equatoriano Rafael Correa ressaltou que este acordo será favorável à China e ao Equador. “Ele consiste em um complemento perfeito entre um país com superávit financeiro e outro com recursos naturais”, disse Correa. O governo equatoriano pretende usar os recursos para construir estradas, usinas hidroelétricas, portos, refinarias e aeroportos.

[El Comercio, Prensa Latina]

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