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2009-04-02

Banco Mundial prevê queda do PIB latino-americano em 2009

Justin Yifu Lin, economista chefe do Banco Mundial em Washington. Conforme prevê o Banco Mundial nas suas estimativas de crescimento econômico para a América Latina em 2009, os países em desenvolvimento mais atingidos pela recessão serão os mais pobres.

Justin Yifu Lin, economista chefe do Banco Mundial em Washington. Conforme prevê o Banco Mundial nas suas estimativas de crescimento econômico para a América Latina em 2009, os países em desenvolvimento mais atingidos pela recessão serão os mais pobres.

Eduardo Herrera

AMÉRICA LATINA ― Em suas estimativas de crescimento global, o Banco Mundial publicou a previsão de que o PIB da região da América Latina e do Caribe em 2009 será 0,6% menor que o de 2008.

Os números foram divulgados poucos dias antes da cúpula do G-20, que reuniu no dia 2 de abril em Londres os líderes das 20 principais economias do mundo, inclusive as de países emergentes como Argentina, Brasil e México, com o objetivo de definir estratégias conjuntas.

Os presidentes do Brasil (Luiz Inácio Lula da Silva), do México (Felipe Calderón) e da Argentina (Cristina Fernández de Kirchner) declararam, conforme a AP, que os seus países estavam sofrendo as conseqüências de uma crise que não haviam provocado. Eles chegaram à cúpula em Londres para reivindicar a reforma do sistema financeiro mundial, pedir a instituições de crédito internacionais mais ajuda para países emergentes e exigir representação no processo decisório.

Brasil, Argentina e México já haviam deixado claro que se uniriam nas suas exigências durante a reunião geral do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que se encerrou no dia 31 de março na cidade colombiana de Medellín.

(A Argentina) pedirá que organizações internacionais aumentem a sua capacidade de empréstimo para ajudar (a América Latina e outras regiões em desenvolvimento)”, afirmou o representante argentino no BID, Eugenio Díaz Bonilla, ao jornal ABC Color.

Já o porta-voz do Ministério da Fazenda do México, Rodrigo Brand de Lara, disse à agência de notícias EFE que o presidente Felipe Calderón proporia “acelerar as aprovações de empréstimos” e “disponibilizar uma linha de crédito de curto prazo e substancial para países emergentes”.

“Em todo o mundo em desenvolvimento, vemos que as condições de recessão estão afetando as pessoas mais pobres, tornando-as ainda mais vulneráveis do que antes a choques súbitos, mas também reduzindo as oportunidades disponibilizadas a elas e frustrando as suas esperanças”, disse o economista chefe do Banco Mundial, Justin Yifu Lin, à AP em Washington.

Em 2008, as economias dos países latino-americanos cresceram em média 4,3% em relação a 2007. A estimativa mais recente do Banco Mundial para 2009 indica uma retração de 0,6%, contrastando com as previsões de novembro de 2008, que estimavam um crescimento de 2,1%, conforme noticiou a EFE. Porém, em seu relatório Perspectivas Econômicas Globais, o Banco Mundial acredita que a região possa começar a se recuperar em 2010 e crescer até 2,2%.

Também segundo o relatório, o Brasil será um dos poucos países latino-americanos a escapar da recessão neste ano, com crescimentos de 0,5% em 2009 e 3,2% em 2010. Por outro lado, a economia mexicana encolherá 2% em 2009 e recuperará 1,8% em 2010. Já a Argentina sofrerá uma queda de 1,8% em 2009, seguida por uma previsão de crescimento de 1,9% em 2010.

De acordo com a EFE, o Banco Mundial previu que o PIB dos países em desenvolvimento como um todo sofrerá desaceleração neste ano, saindo de um crescimento de 5,8% em 2008 para um avanço de 2,1% em 2009.

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3 de Comentários

  • | 2009-04-16

    Está claro que a crise econômica global está se espalhando passo a passo por todo o mundo, mas a minha pergunta, é qual é o motivo principal do problema? e como podemos resolvê-lo? quais são os planos futuros para superar esse plano?

  • | 2009-04-14

    Nossas economias latino-americanas podem enfrentar melhor esta crise, infelizmente as grandes economias sempre criam os problemas que repercutem em toda a nossa região, isso mostra a grandeza do tesouro que as nossas economias têm. Vamos crescer pouco diferente deles, que se recuperarão mais lentamente, espero que essa seja a oportunidade de mostrar para o mundo tudo que temos a oferecer. Este é o momento de fazer nossas economias crescerem, desenvolvendo-as ao maior nível possível, também com a ajuda do BID e dos nossos líderes.

  • | 2009-04-07

    matéria legal