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2009-03-13

Cientista costarriquenho descobre insetos causadores de pragas agrícolas

As espécies de insetos descobertos pelo cientista costarriquenho Axel Retana parecem vespas compridas e são chamadas de tripes. Essas criaturas minúsculas, medindo cerca de um a três milímetros, foram responsáveis pelos prejuízos sofridos por até 30% das plantações da Costa Rica no ano passado.

As espécies de insetos descobertos pelo cientista costarriquenho Axel Retana parecem vespas compridas e são chamadas de tripes. Essas criaturas minúsculas, medindo cerca de um a três milímetros, foram responsáveis pelos prejuízos sofridos por até 30% das plantações da Costa Rica no ano passado.

Miranda Navarro

SAN JOSÉ, Costa Rica (AFP) ― Cientista da Universidade da Costa Rica, Axel Retana, descobriu três espécies de insetos, nenhuma delas com mais de três milímetros de comprimento, que causam danos sérios a verduras, frutas e plantas ornamentais.

As espécies recém-descobertas de tripes (nome usado tanto no singular como no plural para designar esses insetos) causaram danos sérios a 30% das plantações da Costa Rica no ano passado. O Ministério da Agricultura declarou estado nacional de emergência em outubro e disponibilizou cerca de US$ 3,5 milhões para lidar com o problema.

Os tripes possuem seis pernas, antenas entre os olhos e dois pares de asas que se parecem com penas. Podemos dizer que tripes são como vespas, mas com um corpo mais alongado, Retana disse ao Nación. Eles são geralmente da cor marrom escuro ou preta e vivem de 15 a 40 dias. É quase impossível enxergar os tripes a olho nu e o tamanho tem dificultado as pesquisas e seu combate.

De acordo com a agência de notícias EFE, as primeiras espécies de tripes descobertas por Retana tinham dois milímetros de comprimento e encontravam-se entre samambaias nas montanhas do Parque Nacional Braulio Barrillo, na periferia de San José. Eles são principalmente nocivos nas maiores áreas do país, onde plantas ornamentais são cultivadas para a exportação.

Esta descoberta é um marco científico, não somente por ser uma nova espécie, mas porque também descreve um novo gênero animal chamado de Jersonithrips, explica Retana, cujas pesquisas são patrocinadas pelo Centro para Pesquisa de Estruturas Microscópicas da Universidade da Costa Rica.

O segundo inseto, de praticamente um milímetro de comprimento, foi denominado Hoodothripiella e vive nas selvas ao sul e ao norte da Costa Rica. A terceira espécie, Johansenthrips, é composta somente de fêmeas e responsável pela má formação comumente encontrada no tronco de árvores grandes, como sobreiro e carvalho, nas florestas do litoral banhado pelo Oceano Pacífico ao norte da Costa Rica.

Encontrar novas espécies endêmicas em lugares tão próximos é prova de que a biodiversidade costarriquenha é enorme e, portanto, tem grande importância para o mundo em termos de pesquisa biológica, Retana afirmou ao Nación.

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