Arrow left
Arrow right

2009-03-03

Paraguai toma medidas protecionistas com plano de estímulo econômico

O governo do Paraguai dará preferência de até 70% à compra de bens e serviços locais, em oposição aos importados, por meio da campanha \"Compre Nacional\", lançada pelo ministro da Fazenda no final de fevereiro.

O governo do Paraguai dará preferência de até 70% à compra de bens e serviços locais, em oposição aos importados, por meio da campanha \"Compre Nacional\", lançada pelo ministro da Fazenda no final de fevereiro.

Juan Cálcena Ramírez

ASSUNÇÃO, Paraguai ― No dia 28 de fevereiro, o ministro da Fazenda do Paraguai, Dionisio Borda, anunciou que o governo tentará reativar e proteger a economia nacional com a aplicação de tarifas alfandegárias sobre produtos importados do Brasil e da Argentina, os dois países com os maiores volumes de comércio com o Paraguai.

As medidas entrarão em vigor na primeira semana de março e farão parte de um plano de reativação econômica executado pelo governo do presidente paraguaio Fernando Lugo.

Também vamos tomar medidas preventivas, as mesmas que eles estão tomando, disse Borda ao ABC Color, com referência às providências que o Brasil e a Argentina estão adotando em relação à importação de produtos paraguaios como doces, produtos de saúde e produtos agrícolas.

As decisões foram tomadas para evitar a perda de empregos no país.

A medida se soma à campanha Compre Nacional, iniciada há uma semana pelo ministro da Fazenda, pela qual o governo dá uma preferência de até 70% à compra de bens e produtos locais, em oposição aos importados, conforme noticia a Reuters.

O plano econômico do governo paraguaio, lançado no dia 3 de fevereiro, prevê a injeção de US$ 1,5 bilhão na economia em 2009 para evitar possíveis efeitos da crise econômica mundial.

Borda também anunciou a transferência de US$ 50 milhões à Agência Financeira de Desenvolvimento (AFD), um banco estatal que oferece ao público em geral facilidades de crédito por meio de bancos, empresas financeiras e cooperativas autorizadas, segundo informa o Última Hora.

Borda acrescentou que o governo paraguaio ajudará seis departamentos do país (Concepción, Caaguazú, Caazapá, San Pedro, Ñeembucú e Misiones) com uma doação de US$ 1,5 milhão das usinas binacionais de Yacyretá (Paraguai e Argentina) e Itaipu (Paraguai e Brasil) para gerar empregos nas regiões e evitar a migração à capital Assunção.

Conforme La Nación, o Banco Central do Paraguai (BCP) também lançou uma iniciativa expansionista que busca canalizar recursos bancários para o setor privado a fim de gerar ainda mais investimentos no mercado nacional.

O Ministério de Obras Públicas e Comunicações estima que 8.250 trabalhadores se beneficiarão diretamente da contratação direta de mão de obra, enquanto 24.750 pessoas serão indiretamente beneficiadas. O objetivo do governo para 2009 é endividar-se o mínimo possível e ajudar 120 mil famílias.

Esta reportagem está fechada para comentários e avaliações.