2009-02-25

Calderón nomeia quatro diretores independentes para a Pemex

Gustavo Madero, presidente do Senado Mexicano, anunciou os quatro nomes sugeridos pelo presidente Felipe Calderón para fazer parte da diretoria da estatal Petróleos Mexicanos (Pemex).

Gustavo Madero, presidente do Senado Mexicano, anunciou os quatro nomes sugeridos pelo presidente Felipe Calderón para fazer parte da diretoria da estatal Petróleos Mexicanos (Pemex).

María Maeda

CIDADE DO MÉXICO, México ― A nomeação de quatro importantes diretores independentes para a administração do petróleo, do gás e das finanças do México está progredindo vagarosamente por causa de disputas partidárias.

De acordo com o La Jornada, o presidente Felipe Calderón enviou o nome de quatro administradores para aceitação do Senado. Eles farão parte da diretoria da estatal Petróleos Mexicanos (Pemex).

O presidente do comitê do Senado, Gustavo Madero, divulgou em entrevista coletiva os quatro nomes escolhidos pelo presidente: Fluvio César Ruiz Alarcón, por três anos; Rogelio Gasca Neri, por quatro anos; Héctor Moreira, por cinco anos, e José Fortunato Alvarez, por seis anos.

Entretanto, apesar de alguns legisladores tentarem evitar as nomeações com base nos partidos políticos, os nomes selecionados pelo presidente foram influenciados pelas disputas partidárias. Com a proposta atual, o Partido de Ação Nacional (PAN) acabaria ficando com dois cargos, os de Moreira Rodríguez e Álvaro Enríquez, enquanto o Partido da Revolução Democrática (PRD) seria representado por Ruiz Alarcón e o Partido Revolucionário Institucional (PRI), por Rogelio Gasca Neri.

As nomeações foram baseadas na lei Pemex, que entrou em vigor em novembro de 2008 como parte da reforma energética e estabelece que os executivos precisam recomendar quatro profissionais independentes para a diretoria da Pemex, cujos nomes precisam ser aprovados pelo Senado, informa o jornal El Universal.

Assim que a proposta for ratificada pelo Senado, uma nova estrutura governamental atuará como a força impulsionadora que transformará a Pemex, noticiou o La Jornada.

Em entrevista ao El Universal, o senador Pablo Gómes (PRD) opinou que essa reforma na estrutura administrativa da Pemex poderia ser extremamente útil para alcançar o crescimento e o desenvolvimento econômico. Mas isso só será concretizado se todos os acordos forem seguidos à risca, alertou.

Ainda de acordo com El Universal, o presidente mexicano Calderón foi criticado pelo PRD porque deveria ter feito as nomeações em 30 dias úteis a partir da data em que a lei entrou em vigor, o que de acordo com Gómez seria em 13 de janeiro.

A consultora IPD Latin America acredita que o presidente talvez não tenha cumprido com o prazo porque a reforma energética tem sido alvo de disputas políticas, informa o jornal El Mañana.

Houve uma politização clara, um cabo de guerra político, durante a nomeação dos novos membros da diretoria da Comissão do Hidrocarboneto Nacional, comparou o diretor da divisão financeira da consultoria, John Padilla, em entrevista ao El Mañana.

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