2009-02-20

Bolívia e Rússia assinam acordo de investimento em hidrocarbonetos

Evo Morales (esq.), presidente boliviano, e Dmitri Medvedev (dir.), presidente russo, no Kremlin em 16 de fevereiro de 2009. Morales se reuniu com Medvedev para debater maior participação russa na indústria de energia boliviana.

Evo Morales (esq.), presidente boliviano, e Dmitri Medvedev (dir.), presidente russo, no Kremlin em 16 de fevereiro de 2009. Morales se reuniu com Medvedev para debater maior participação russa na indústria de energia boliviana.

Carlos Ortega

LA PAZ, Bolívia ― O presidente boliviano Evo Morales garantiu investimentos no valor de US$ 4,5 bilhões da Gazprom, estatal russa que explorará recursos de hidrocarboneto na Bolívia. De acordo com o jornal La Prensa, o acordo foi formalizado durante reunião entre Morales e o presidente russo Dimitri Medvedev, na qual os líderes concordaram em estreitar os laços bilaterais entre os dois países, principalmente no setor de energia.

A Bolívia é um possível parceiro, Medvedev anunciou em entrevista coletiva ao fim da visita de Morales a Moscou em 15 de fevereiro. A Bolívia possui a segunda maior reserva de gás natural da América do Sul, estimada em 47 trilhões de pés cúbicos, e atualmente exporta o produto para o Brasil e a Argentina.

O jornal Los Tiempos explicou que os investimentos anunciados foram resultados da visita de Vladimir Kulikov, diretor latino-americano da Gazprom, que foi à Bolívia em janeiro de 2009 para definir os acordos ratificados em Moscou.

Ainda segundo Los Tiempos, a Gazprom e o Instituto de Pesquisas Científicas de Gases Naturais e Tecnologias do Gás (VNIIGaz) assinaram um Memorando de Entendimento no qual as autoridades bolivianas prometeram fornecer informações sobre o setor a fim de criar propostas para garantir o fornecimento seguro e sustentável de gás tanto para o mercado doméstico como para o exterior.

Além da assistência técnica e financeira da Gazprom no estabelecimento do centro de pesquisas sobre o gás na Bolívia, o VNIIGaz verificará as reservas de gás natural na Bolívia para que os projetos de investimento possam ser definidos.

Dos US$ 4,5 bilhões prometidos, US$ 3 bilhões serão gastos em médio prazo para desenvolver um campo de gás em Sunchar, no departamento de Tarija, e o campo Azero, que se estende pelos departamentos de Tarija e Chuquisaca ao sul do país.

Esta reunião histórica estabelece uma fundação para nossas relações contínuas, afirmou o presidente Evo Morales após a assinatura do acordo em Moscou, segundo informações do La Prensa.

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1 Comentário

  • | 2009-09-21

    PARABÉNS, EVO temos certo apoio russo. E agora?