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2009-02-20

Setor privado nicaraguense se prepara para enfrentar crise mundial

José Adán Aguerri, presidente do COSEP, afirmou que a organização empresarial pedirá ao governo \"regras claras, aprovação de leis que beneficiem o setor, um ambiente empresarial aprimorado e a recuperação do auxílio internacional\".

José Adán Aguerri, presidente do COSEP, afirmou que a organização empresarial pedirá ao governo \"regras claras, aprovação de leis que beneficiem o setor, um ambiente empresarial aprimorado e a recuperação do auxílio internacional\".

Antonio Porras

MANÁGUA, Nicarágua ― Representantes do setor privado, reunidos pelo Conselho Superior da Empresa Privada (COSEP), se encontraram em 17 de fevereiro para analisar várias questões políticas e econômicas da Nicarágua, incluindo as repercussões da crise financeira internacional, informou La Jornada de Managua.

De acordo com El Nuevo Diario, o COSEP convidou economistas conhecidos para o que chama de Agenda 2009 para expressar seus pontos de vista sobre a economia nacional diante da crise.

Em referência às recomendações feitas durante a reunião, José Adán Aguerri, presidente do COSEP, afirmou que a organização empresarial pedirá ao governo regras claras, aprovação de leis que beneficiem o setor, um ambiente empresarial aprimorado e a recuperação do auxílio internacional.

O COSEP também pedirá que o governo crie uma série de comissões que, no momento, só existem no papel e não têm nenhuma atuação. Nenhum dos decretos ligados a essas comissões entraram em vigor, entre eles a Comissão Interinstitucional para a Facilitação Empresarial, o Conselho Nacional do Trabalho e o Conselho de Mineração Nacional, Aguerri explicou ao jornal La Prensa.

Aguerri também destacou a necessidade de normalizar as relações com a comunidade de assistência internacional, que se deterioraram por causa das controvérsias geradas pela possível fraude eleitoral, que veio à tona após as eleições locais de novembro de 2008. Manter nossa macroeconomia em níveis estáveis é extremamente importante, Aguerri afirmou.

Conforme noticiou La Prensa, Aguerri evitou exigir diretamente que o governo resolvesse a suspensão da assistência financeira. Temos que esclarecer uma coisa, disse. Existe uma crise nacional e outra internacional. Não estamos politizando nosso ponto de vista, o que é extremamente importante para não perdermos a assistência. Como isso pode ser feito? Bom, isso são os políticos que vão decidir. O que estamos expressando é o nosso compromisso com o país, Aguerri enfatizou.

Os líderes empresariais insistiram que é necessário buscar novos mercados para compensar a defasagem nos mercados tradicionais.

As exportações caíram 27,2% em janeiro de 2009 em comparação a janeiro de 2008 em consequência da recessão em mercados como o norte-americano, informou La Prensa.

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