2009-02-13

Guatemala tem deflação pela primeira vez em 25 anos

Crianças guatemaltecas na saída da escola em San Juan Comalapa. A queda dos preços na Guatemala foi atribuída às políticas governamentais que acabaram com as taxas das escolas públicas.

Crianças guatemaltecas na saída da escola em San Juan Comalapa. A queda dos preços na Guatemala foi atribuída às políticas governamentais que acabaram com as taxas das escolas públicas.

Miguel Torrado

CIDADE DA GUATEMALA, Guatemala ― Em janeiro de 2009, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) caiu 0,42% de acordo com o Instituto Nacional de Estatísticas (INE) da Guatemala. Luis Arroyo, encarregado dos números do INPC no INE, destacou que esta é a primeira vez em 25 anos que os preços caíram em janeiro.

Este comportamento foi atribuído às medidas do governo, que aboliu as taxas das escolas estaduais. Se não fosse pela educação, a inflação ficaria em cerca de 0,4%, Arroyo disse segundo a agência COPE.

Transporte e moradia também caíram 1,72% e 0,44%, respectivamente, enquanto o petróleo e o gás de cozinha caíram mais de 4% em consequência da queda nos preços do combustível em todo o mundo.

Uma das consequências mais prováveis para a redução dos preços foi a diminuição nas taxas de juros. De acordo com Fernando Carrera, diretor do Instituto Centro-Americano de Estudos Fiscais, espera-se que as autoridades diminuam as taxas entre 50 e 75 pontos.

Carrera acredita que isso motivará os consumidores a gastarem mais em produtos e serviços. A economia nacional havia enfrentado uma queda de 25% na demanda, o que resultou em uma receita menor proveniente dos impostos.

Enquanto a população acredita que a deflação é algo positivo, os economistas observam que essas tendências declinantes não deveriam acontecer tão rápido, pois a atividade econômica e o emprego poderiam sair prejudicados.

Enquanto isso, o INE divulgou que o preço da cesta básica aumentou $13 quetzais (US$ 1,25) em comparação a janeiro de 2008. De acordo com o INE, uma família de cinco pessoas gasta grande parte da renda mensal em 26 produtos alimentícios incluídos na cesta básica.

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