2012-07-20

Interpol lança com a Google um aplicativo que escaneia mercadorias falsas

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AFP

O organismo policial global Interpol anunciou em 17 de julho uma iniciativa pioneira para atacar o comércio de mercadorias falsificadas, usando um aplicativo desenvolvido com a ajuda da gigante de buscas Google.

O Registro Global da Interpol (IGR), anunciado durante uma conferência da Google perto de Los Angeles, tem como objetivo rastrear mercadorias falsificadas através da verificação das características de segurança dos produtos, usando o aplicativo de scanner.

“No momento, em algumas áreas específicas, (tais como) produtos farmacêuticos, de tabacaria e utilidades domésticas, o consumidor não sabe o que é falsificado ou legítimo”, disse à AFP o chefe da Interpol, Ronald Noble.

“Tivemos essa ideia que permitirá ao consumidor, agente policial ou comerciante escanear um código e verificar se ele é autêntico ou não”, acrescentou ele.

“Ele fica verde ou vermelho. Verde significa verificado, vermelho significa não verificado”.

A Google criou o aplicativo para seus dispositivos do sistema Android, mas a Interpol planeja versões para outras plataformas, incluindo Apple, Blackberry e Microsoft.

Um dos primeiros usuários do novo sistema é a PharmaSecure, líder em tecnologia de autenticação de medicamentos, atualmente usada para atestar, apenas na Índia, os códigos de segurança em mais de um milhão de pacotes de produtos farmacêuticos fabricados diariamente.

“A PharmaSecure orgulha-se de ser a primeira empresa em parceria com a INTERPOL a ajudar os consumidores em todo o mundo a verificar seus medicamentos através da iniciativa de Registro Global da INTERPOL”, disse seu cofundador, Nathan Sigworth.

Noble explicou: “Na Índia, o que fazem é colocar números únicos nas embalagens dos produtos farmacêuticos.

“O objetivo seria: quando for escaneado um produto destinado ao país A o qual, por algum motivo, tiver sido levado para o país C, o mesmo aparecerá como não verificado. Isto significa que o consumidor deve ter cuidado.

“Assim sendo, no momento em que o produto é escaneado, o país (onde ele foi fabricado) sabe que ele foi escaneado. E então poderá mapear para onde segue esse tráfico ilícito.

A Interpol também poderá trabalhar com um grupo que inclui empresas como British American Tobacco, Imperial Tobacco Group, Japan Tobacco International e Philip Morris International para tornar seu sistema de controle de distribuição acessível através do IGR.

“As companhias ligadas ao IGR passarão imediatamente a ser líderes mundiais em segurança de seus produtos e os consumidores ficarão protegidos contra mercadorias falsas e ilícitas, tornando o registro uma ferramenta altamente poderosa”, disse Noble.

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