2011-07-01

Heróis Da Colômbia: Dever Além Da Vida

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DIREÇÃO DE AÇÃO INTEGRAL DO EXÉRCITO DA COLÔMBIA

Com a Pele das Máos Esfolada, um Capitáo Lutou para Abrir Clareira para que um Helicóptero pudesse resgatar sua Equipe no Meio Da Selva Densa. Era Dezembro De 2005 E O Capitáo Wilmer Siza Do Exército Colombiano Estava no Comando De Uma Eszuadra Nas Montanhas De San francisco, Na Antioquia, Na Epoca Um Dos Territórios Mais Minados Da Colombia.

Em questão de instantes, uma de suas equipes de combate, constituída por um oficial adjunto e cinco soldados, foi vítima de uma explosão num campo minado. “Meu operador de rádio perdeu uma perna e outros quatro homens estavam feridos. imediatamente, fomos ao encontro deles. Eles me pediam que não os deixasse morrer. nós os ajudamos. Eles pediam água e não tínhamos; não havíamos encontrado nem uma gota sequer durante o dia todo. Eu me ausentei mais uma vez para continuar abrindo a clareira na mata, e, quando retornei para perto dos feridos, pisei numa mina”, o capitão Siza relata o momento em que a decisão tomada de salvar a vida de seus homens o levou a arriscar a própria vida.

Apesar dos graves ferimentos, o capitão Siza ganhou a batalha – ninguém morreu. na madrugada seguinte, o esquadrão foi resgatado da floresta por helicópteros da Força Aérea, que içaram a equipe de volta com segurança.

O capitão Siza acordou em um hospital militar. Ao abrir os olhos, percebeu a dimensão de seus ferimentos: só enxergava com o olho direito, a perna direita não estava mais lá e o braço esquerdo estava paralisado. “é um risco que se toma ao assumir o serviço, mas servir às pessoas é uma causa nobre, e sabemos que coisas desse tipo podem acontecer. ...todas as profissões apresentam seus próprios riscos”.

Este tipo de situação extrema, que testa a resistência de qualquer ser humano, motivou o capitão Siza a reconsiderar todos os projetos nos quais havia trabalhado até então. “Desde que entrei na Escola Militar de cadetes, eu queria ser general, mas precisei repensar a vida e considerar as alternativas que a escola me ofereceu, como, por exemplo, ensinar ou executar outras tarefas na área administrativa”.

Seis meses depois do acidente, o capitão Siza recebeu uma prótese e foi nomeado para o Escritório de recrutamento do Exército, como responsável por promover e divulgar a experiência da vida militar. Ele começou a estudar direito na Universidade Externado da colômbia, com uma bolsa de estudos do exército, matriculando-se com honras em reconhecimento pelo excelente serviço prestado.

Começa uma carreira de serviço

Quando entrou para a Escola Militar de cadetes General José María córdova, em 2000, o capitão Siza destacou-se como sendo o primeiro e melhor aluno de sua classe ao tornar-se o major-brigadeiro da escola militar. Depois de ser promovido a segundo-tenente, no final de 2002, ele assumiu sua primeira missão em Saravena, Arauca.

Em seu contato com a comunidade, o capitão Siza provou que ser soldado “é mais do que obedecer e atirar, como algumas pessoas pensam. Ser soldado é representar e levar o Estado para todos os cantos da colômbia”.

“Em Arauca, além da condução de nossa própria missão, organizamos feiras para pessoas que não tinham meios de subsistência. organizamos mutirões de limpeza e pintamos novamente as paredes que criminosos tinham vandalizado com mensagens incentivando a população a seguir as convicções dos narcoterroristas. realizamos todos os tipos de trabalho de desenvolvimento social, incluindo a reconstrução de escolas e criação de infraestruturas, como pontes e estradas”.

“Incentivamos a população estudantil a valorizar os símbolos patrióticos e a desenvolver princípios e valores sociais que conduzam à criação de uma sociedade moderna e forte, comprometida com a paz e o desenvolvimento. Agora, com as inundações, o exército também está lá, fazendo o trabalho humanitário, porque nosso objetivo é o proporcionar bem-estar e servir à comunidade”.

De Arauca, ele foi transferido para o Grupo de cavalaria Mecanizado nº 4 Juan del corral. Enquanto patrulhava as montanhas de Antioquia, o capitão Siza viu ruínas de escolas construídas pela Federação nacional de cafeicultores, que foram abandonadas na selva porque as minas antipessoais forçaram o deslocamento da região. “todo aquele esforço para criar cidades e realizar o desenvolvimento não pode ser apagado pela violência, o Exército nacional não vai permitir isso”, afirmou o capitão Siza.

A área era um corredor para narcoterroristas, que cultivavam coca e construíram laboratórios para a cristalização de cocaína. o caminho para chegar ao município de San Francisco tinha formato de “U”, característica que permitia que os narcoterroristas utilizassem a rodovia Medellín- Bogotá para sequestrar pessoas, extorquir dinheiro e queimar veículos, e, em seguida, retornar para a selva com um mapa das minas que haviam plantado como tentativa de impedir que o exército os seguisse. Mas o exército os seguiu, fazendo o que estivesse ao alcance, com o único objetivo de devolver a segurança e a paz para o povo colombiano.

Sempre dedicado à comunidade, o capitão Siza participou de oficinas de Apoio ao Desenvolvimento realizadas pelo exército, levando alimentos e vestuário para as pessoas, e também conectando-as com centros de reabilitação, enquanto compartilhava com elas a experiência do exército. Atualmente, ele atua no Departamento de recursos humanos como coordenador de carreiras administrativas para funcionários civis que trabalham com a instituição em todo o país.

As forças física, mental e emocional demonstradas pelo capitão são admiráveis. Ele reconhece que a fonte de sua motivação vem de sua família e da escola. “Eu conheci carolina em 2006. como fisioterapeuta, ela me ajudou muito na minha recuperação; como mulher, ela me ofereceu todo o seu amor”, contou o capitão Siza. “hoje, é minha esposa e mãe de minha filha”.

Aulas, trabalho, exercícios e os deveres de pai e marido enchem este herói nacional de orgulho e otimismo. o amor fraterno por seus homens conduziu o capitão Siza a uma armadilha quase fatal, mas ele não perdeu a sua determinação e o amor pela humanidade. Em vez disso, a experiência fortaleceu seu compromisso com o serviço e seu entusiasmo pela vida.

O capitão Siza é um herói, um exemplo de força e caráter em face da adversidade. Ele exemplificou a coragem e a generosidade ao sacrificar-se para salvar a vida de seus homens, fortalecendo o espírito deles e o seu próprio.

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