2012-08-15

Entrevista com o C Alte. Lima Filho, Comandante de Operações Marítimas para o Panamax 2012

O Contra-Almirante brasileiro Wilson Pereira de Lima Filho (esq.) se dirige à sua equipe, exercendo o seu papel de Comandante a cargo do Componente Marítimo, durante o Panamax 2012. (Foto: Relações Públicas CFMCC)

O Contra-Almirante brasileiro Wilson Pereira de Lima Filho (esq.) se dirige à sua equipe, exercendo o seu papel de Comandante a cargo do Componente Marítimo, durante o Panamax 2012. (Foto: Relações Públicas CFMCC)

DIÁLOGO STAFF

O Contra-Almirante Wilson Pereira de Lima Filho é um homem acostumado a comandar embarcações em exercícios de guerra simulada. A bordo do navio capitânia da Operação ADEREX-I, na área marítima compreendida entre o Rio de Janeiro e Santos, realizada em abril de 2012, ele foi o responsável pelas ações coordenadas antissubmarino e de transferência de óleo no mar. Agora, está a cabo do componente naval do PANAMAX, exercício militar voltado a proteger e garantir o tráfego comercial seguro através do Canal do Panamá, manter sua neutralidade e respeitar a soberania do Panamá. Mesmo ocupadíssimo durante esta temporária função (o Panamax termina dia 17 de agosto), o C Alte Lima Filho reservou um tempo em sua agenda para conversar com Diálogo.

DIÁLOGO: Qual é o seu papel durante o exercício Panamax 2012?

C Alte Wilson Pereira de Lima Filho: Na Operação PANAMAX 2012, o Brasil é o Comandante do Componente Marítimo da Força Combinada (CFMCC), coordenando as ações das 17 nações participantes, a fim de garantir a livre navegação no Canal do Panamá.

DIÁLOGO: Como o senhor/o Brasil vai cumprir esta missão?

C Alte Lima Filho: Para cumprir esta missão como CFMCC, nós conduziremos Operações de Segurança Marítima, de Interdição de Área Marítima, de Inteligência, Busca e Reconhecimento de Informações, por meio de intensas interações com os demais componentes – Terrestre, Aéreo e de Operações Especiais.

DIÁLOGO: Que significa para o Brasil ser parte do exercício e liderar a parte marítima?

C Alte Lima Filho: Foi com extrema satisfação que o Comandante da Marinha do Brasil, Almirante-de-Esquadra Julio Soares de Moura Neto, aceitou esse convite. Para mim, como Almirante brasileiro, é uma grande honra participar de uma Operação de tamanha magnitude, desempenhando o papel de Comandante do Componente Marítimo da Força Combinada, com a participação de inúmeros países parceiros do Brasil, fazendo parte da delegação mais numerosa depois dos EUA.

DIÁLOGO: Que proveito vai tirar o Brasil desta participação e liderança?

C Alte Lima Filho: O Brasil se beneficiará pela troca de experiências e pelo compartilhamento de conhecimentos entre os diversos participantes, estreitando os laços de amizade entre nossas nações e em especial nossas marinhas.

DIÁLOGO: Atualmente, o Brasil participa de algum esforço conjunto com a Colômbia, que tem o papel de Comandante do Componente Terrestre da Força Combinada? Qual?

C Alte Lima Filho: A Colômbia é um grande parceiro do Brasil, assim como todas as nações participantes e, neste exercício como Comandante do Componente Terrestre da Força Combinada, compartilha com o CFMCC um grande esforço conjunto em busca de uma maior interação.

DIÁLOGO: O que o senhor considera ser a maior contribuição do Brasil neste exercício conjunto com os EUA?

C Alte Lima Filho: A Marinha do Brasil se apresenta para este exercício com entusiasmo e profissionalismo, com um Estado-Maior composto por 25 Oficiais de diversos setores da Marinha, distribuídos em várias áreas de conhecimento, a fim de compartilhar experiências adquiridas, como a de Comandante da Força-Tarefa Marítima das Nações Unidas no Líbano, função esta a cargo da Marinha do Brasil. No PANAMAX, sob meu ponto de vista, temos um treinamento de alto nível com a oportunidade de aprendermos uns com os outros.

Ao findar esta entrevista não poderia deixar de expressar os agradecimentos de todos os integrantes do CFMCC à Comandante da 4ta Frota da Marinha dos EUA, pelo inestimável apoio prestado durante todo o exercício. UNIDOS PELO MAR!

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