2012-08-02

Colômbia reduz produção de cocaína em 2011

AFP/Diego Urdaneta

A capacidade de produção de cocaína na Colômbia desabou nos últimos anos, o que colocou o país abaixo de Peru e Bolívia nesse ranking pela primeira vez desde 1995, segundo um novo informativo do governo dos Estados Unidos divulgado no dia 30 de julho.

A Colômbia teve capacidade para produzir 195 toneladas métricas de cocaína pura em 2011, uma redução de 25 por cento em relação ao ano anterior, e de 72 por cento em relação a 2001, quando atingiu o recorde de 700 toneladas métricas, segundo o comunicado.

A cifra registrada no ano passado é a mais baixa desde 1994, afirmou o diretor do Gabinete de Controle Antinarcóticos da Casa Blanca, Gil Kerlikowske, ao apresentar o informativo no Centro de Estudos Estratégicos Internacionais (CSIS), com sede em Washington, D.C.

Agora a Colômbia tem, pela primeira vez em 17 anos, uma capacidade de produção menor do que a do Peru (325 toneladas métricas em 2010) e da Bolívia (265 toneladas métricas em 2011), segundo Kerlikowske.

O relatório do gabinete do líder antidrogas contrapõe-se a um outro similar, da ONU, apresentado na semana passada, que mostrou um aumento nos cultivos de folha de coca e apenas uma leve redução na produção de cocaína.

Segundo o UNODC, que ainda considera a Colômbia o principal produtor de cocaína, o cultivo aumentou 3 por cento em 2011 (64 mil hectares plantados), enquanto a produção de cocaína baixou apenas 1,4 por cento (345 toneladas).

Contrariando esses números, o gabinete de Kerlikowske estimou que os cultivos de coca na Colômbia caíram de 100 mil hectares em 2010 para 83 mil no ano passado, a menor cifra desde 1997.

Kerlikowske explicou que as discrepâncias entre seu gabinete e a ONU obedecem às metodologias usadas e às aferições dos Estados Unidos, com tecnologia de ponta. O governo norte-americano já manteve conversações com o gabinete das Nações Unidas para unificar os critérios, garantiu ele.

Os resultados da Colômbia na luta contra o narcotráfico “são históricos e têm grandes implicações, não apenas para os EUA e o continente americano, mas também para todo o mundo”, disse Kerlikowske. “A Colômbia não está apenas segura, este país vibrante é um sócio ativo na luta antidrogas e contra o crime na região”, assegurou ele.

Por sua vez, o governo do peru que, segundo Washington, passa a ser o maior produtor de cocaína, vem cooperando ativamente com Washington, acrescentou. “O presidente (Ollanta) Humala está claramente voltado para a cooperação com os EUA e em reduzir a produção”, estimou.

Kerlikowske defendeu, no passado, uma “terceira via” na luta antidrogas que conjugasse esforços policiais, investimentos no desenvolvimento econômico, tratamento de viciados e redução da demanda.

Os Estados Unidos, principal consumidor mundial, afirmam que o país conseguiu reduzir o consumo interno de cocaína em 39 por cento a partir de 2006.

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