2012-07-27

A Força Aérea colombiana se une ao Red Flag 2012

O Major William Bello, piloto da Força Aérea da Colômbia, se prepara para saltar do seu avião Kfir, durante o Red Flag 2012, na Base Aérea de Nellis, em Nevada, nos EUA. (Foto: William Coleman/Força Aérea dos EUA)

O Major William Bello, piloto da Força Aérea da Colômbia, se prepara para saltar do seu avião Kfir, durante o Red Flag 2012, na Base Aérea de Nellis, em Nevada, nos EUA. (Foto: William Coleman/Força Aérea dos EUA)

Claudia Sánchez-Bustamante/DIÁLOGO

Os céus de Nevada têm assistido a uma grande movimentação de aeronaves militares desde o início do exercício Red Flag 2012 da Força Aérea dos EUA, em 16 de julho. Grande parte disto deve-se à participação dos Kfirs da Força Aérea Colombiana (FAC), que vieram de longe para o exercício pela primeira vez.

O Red Flag é um exercício realista de treinamento de combate entre as forças aéreas dos Estados Unidos e suas nações parceiras. O exercício é organizado na Base da Força Aérea em Nellis, Nevada, e realizado ao norte de Las Vegas no Campo de Testes e Treinamento de Nevada, uma área de treinamento militar com mais de 31 mil quilômetros quadrados de espaço aéreo e um terreno com quase 12 mil quilômetros quadrados.

Para a Colômbia, o Red Flag representa uma grande oportunidade que o país tem de demonstrar o alto nível de profissionalismo e aptidão de sua instituição em cada uma das missões de treinamento, que incluem interdição aérea, busca e resgate em combate, grande apoio aéreo, alvos dinâmicos e combate aéreo defensivo, três anos depois de a FAC ter sido reconhecida pela Força Aérea dos EUA (USAF) por sua capacidade de desempenhar operações aéreas em situações complexas.

“O fato de estarmos aqui finalmente é um sonho que se torna realidade. Isto é algo no qual os generais pensaram quando eles ainda eram tenentes e capitães e agora nós estamos vendo os novos tenentes e capitães realizando o nosso desejo. A oportunidade de trabalhar em nossa interoperabilidade com a USAF e de aperfeiçoar as nossas táticas e habilidades tem sido incrível”, disse o Brigadeiro da FAC, Carlos Bueno.

O Red Flag 2012 também permitiu aos pilotos colombianos mostrar sua prontidão de alto nível com os Kfirs (palavra que significa leão em hebraico) da FAC , que executam suas manobras contra alguns dos maiores da aviação mundial: os F-15 e os B1 dos Estados Unidos e os F-16 dos Emirados Árabes Unidos.

“Outros participantes do exercício Red Flag 2012 incluem os F-15Cs da base da Força Aérea Real do Reino Unido em Lakenheath; os F-16s dos Emirados Árabes Unidos e aeronaves dos EUA da Base Aérea Moody na Georgia; Base Conjunta Andrews, em Maryland; Base Aérea Nellis, em Nevada; Estação Aérea dos Fuzileiros Navais em Cherry Point, na Carolina do Norte; Base Aérea Tinker, em Oklahoma; Base Aérea Ellsworth, em Dakota do Sul; Base Aérea Hill, em Utah; e Base Aérea Fairchild, em Washington.”

O campo de treinamento conta com 1.900 possíveis alvos, sistemas reais de ameaças e uma força inimiga adversária que não pode ser reproduzida em nenhum outro lugar do mundo, segundo a USAF. “Nellis e o Campo de Testes e Treinamento de Nevada são cenário de um ‘um campo de batalha pacífico’, permitindo que as forças aéreas de combate possam treinar para lutar juntas, sobreviver juntas e vencer juntas”.

O 414º Esquadrão de Treinamento de Combate da USAF é responsável pela execução do Red Flag, onde mais de 70 aeronaves decolam da base à tarde e novamente à noite, até o encerramento do exercício, no dia 27 de julho.

Os protocolos de logística tanto de pessoal como de manutenção para cada nação participante foram padronizados em níveis internacionais, o que permitiu que a prontidão do plano de voo de cada aeronave fosse mantida para as missões diurnas e noturnas que lhe foram designadas. Os encarregados da manutenção da FAC trabalharam estreitamente com os assessores da USAF durante o ano que passou, para aprender os procedimentos padrões dos planos de voo da USAF, que agora se estão tornando os padrões colombianos também.

O Coronel Hans Palaoro, Chefe da Missão da Força Aérea dos EUA, Grupo Militar na Colômbia, disse: “Para nós, o que conta realmente é a nossa interoperabilidade. Nós queremos ter fortes Parceiros Essenciais Globais no mundo inteiro e a Força Aérea da Colômbia mostrou que estão dispostos e são capazes de ser um deles. Durante a sua preparação para o RED FLAG, eles aprenderam e adotaram o padrão internacional da NATO para Abastecimento Aéreo (o qual obviamente é usado pela USAF), fazendo com que a interoperabilidade dos navios-tanques seja uma realidade; eles adotaram os padrões de planos de voos da USAF e regras de treinamento ar para ar, demonstrando verdadeiramente a sua capacidade de operar conosco de forma segura e muito eficaz – totalmente integrados – no maior e mais difícil exercício de emprego de força do mundo. Eu estou muito orgulhoso do que eles fizeram e isto representa o começo de uma nova fase em nosso relacionamento, que já é muito forte.”

Desde a sua criação em 1975, 28 países já se uniram aos EUA nesses exercícios, e vários outros participaram como observadores. Colômbia é agora o 29 pais no Red Flag, que possibilita treinamento para mais de 440 mil militares, incluindo mais de 145 mil tripulantes que fazem mais de 385 mil decolagens e acumulam mais de 660 mil horas de voo.

Esta batalha simulada no céu sobre o Campo de Testes e Treinamento de Nevada já trouxe resultados que aumentam a capacidade das forças armadas em qualquer situação de combate.

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