A apreensão feita no Equador de 2,2 toneladas de cocaína e um semissubmersível com capacidade para transportar até 15 toneladas de drogas levou o presidente Rafael Correa a declarar, no dia 26 de junho, que seu país é um dos mais eficientes da região na luta contra o narcotráfico.

Equador confisca 2,2 toneladas de cocaína e um semissubmersível do narcotráfico

AFP
O semissubmersível estava em sua última fase de construção e tem uma capacidade de transporte de até 15 toneladas de drogas. (Foto: Forças Armadas do Equador)

O semissubmersível estava em sua última fase de construção e tem uma capacidade de transporte de até 15 toneladas de drogas. (Foto: Forças Armadas do Equador)

A apreensão feita no Equador de 2,2 toneladas de cocaína e um semissubmersível com capacidade para transportar até 15 toneladas de drogas levou o presidente Rafael Correa a declarar, no dia 26 de junho, que seu país é um dos mais eficientes da região na luta contra o narcotráfico.

“Somos um dos países mais eficientes da região na luta contra o narcotráfico, somos o único país andino que não cultiva drogas’, disse o governante à imprensa depois que a Polícia e a Marinha revelaram os resultados de três operações separadas na costa do Pacífico.

Ele acrescentou que “com todo o respeito à Colômbia e ao Peru, estamos no meio dos dois maiores produtores de drogas e será muito difícil que não haja tráfico’.

A unidade antinarcóticos apresentou à imprensa 1,2 tonelada de cocaína que encontrou abandonada na semana anterior em uma praia no sudoeste do país.

“O tipo de embalagem utilizado faz presumir que (a droga) seria embarcada em lanchas rápidas até ser retirada do continente”, disse o chefe nacional do combate às drogas, General Juan Carlos Barragán, acrescentando que “não podemos descartar conexões com outros acontecimentos” registrados nos últimos dias.

Em 23 de junho, três mexicanos foram detidos em frente à costa da província de Manabí (sudoeste), a bordo de uma lancha rápida onde transportavam combustível supostamente para atividades do narcotráfico.

No dia 13 de maio uma pequena aeronave de matrícula mexicana chocou-se contra uma colina em Manabí, causando a morte de seus dois ocupantes, da mesma nacionalidade.

No aparelho, supostamente pertencente ao narcotráfico e que voava a baixa altitude e sem luzes para não ser detectado pelos radares, foi encontrado US$ 1,3 milhão.

A Polícia informou que outra operação localizou 14 pacotes com cerca de uma tonelada de cocaína em residências invadidas no dia 24 de junho no porto de Guayaquil (sudoeste) e deteve cinco equatorianos e um colombiano.

A instituição acrescentou que aparentemente a droga era colocada em latas de atum que seriam enviadas ao exterior.

“Fontes policiais adiantaram que a droga encontrada vinha do Peru e era processada na cidade portuária para ser, em seguida, levada à Europa por via marítima”, informou por sua vez a agência pública Andes.

No entanto, a Marinha informou que em 25 de junho foi encontrado um semissubmersível em uma ilhota do golfo de Guayaquil (280 quilômetros a sudoeste de Quito). A construção da embarcação estava na última fase, explicou a Direção Nacional dos Espaços Aquáticos em um comunicado.

O órgão acrescentou que a embarcação, com 15 metros de comprimento e 4 de largura, tinha capacidade para transportar de 10 a 15 toneladas de drogas.

 

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