A cooperação cívico-militar da companhia de engenheiros no Haiti

Membros da unidade da Companhia Combinada de Engenheiros de Construção Horizontal chileno-equatoriana dão de comer a crianças haitianas. (Foto: Forças Armadas do Chile)
Durante uma operação internacional de paz e considerando seu caráter multidimensional, as unidades militares enviadas realizam trabalhos de características diversas de acordo com sua missão principal, mas paralelamente têm atividades de cooperação na região onde estão atuando, em benefício da população mais vulnerável da área de responsabilidade.
Nesse contexto é que a Companhia Combinada de Engenheiros de Construção Horizontal chileno-equatoriana desenvolveu um programa de cooperação permanente com diferentes entidades de baixa renda, sob a orientação da Missão de Estabilização da ONU no Haiti (MINUSTAH), que tem como objetivo respaldar as tônicas da célula de cooperação cívico-militar – conhecida no ambiente internacional como CIMIC – da ONU neste país.
Para materializar esses programas, que são principalmente ações de ajuda humanitária, a unidade combinada, sob o comando do Tenente-Coronel Claudio Mendoza Oyarce, identificou tarefas de vital importância para setores da população que necessitam dos serviços básicos e de recursos materiais para suprir as necessidades principalmente das crianças em situação irregular.
Incluem-se nestas atividades a distribuição de alimentos, água, roupas, presentes, atividades de lazer, visitas médicas, dedetização, pequenas construções e reparos nas instalações de escolas e orfanatos da cidade de Porto Príncipe.
Tudo aquilo que se realiza neste contexto é de vital importância para os beneficiários, e “o objetivo é manter um ambiente higienizado para as crianças que moram ou estudam nos locais onde a Companhia realiza tais trabalhos. O Controle de pragas, para reduzir o risco de enfermidades como a malária e a dengue – de alta incidência neste país – além de enfermidades gastrointestinais como a cólera e a gastroenterite aguda ocasionada por vetores, é fundamental, e é precisamente a isto que se deve dar especial atenção para melhorar a qualidade de vida desses menores”, disse o Capitão José Sánchez Paredes, oficial de Saúde Pública e CIMIC da Unidade. Com o investimento em materiais de saúde, distribuição de água potável e a dedetização foi possível atingir esses objetivos, e ainda foram proporcionados momentos de lazer para os menores.




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