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2012-04-09

Tropas colombianas fecham hospital das FARC em Bogotá

Médicos colombianos transportam um soldado ferido para um hospital de Cali após um ataque das FARC a uma base da marinha em fevereiro de 2005. [Reuters/Fredy Builes]

Médicos colombianos transportam um soldado ferido para um hospital de Cali após um ataque das FARC a uma base da marinha em fevereiro de 2005. [Reuters/Fredy Builes]

Por Richard McColl

BOGOTÁ — Forças do governo conseguiram fechar um hospital clandestino das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) na capital do país e desmantelaram parte das Redes de Apoio ao Terrorismo (RAT).

Duas casas comuns de tijolos, no bairro operário de Usme, em Bogotá, foram colocadas sob vigilância da Direção de Investigação Criminal e Interpol (DIJIN) nas semanas que antecederam a operação conhecida como “República 130”. Agentes do órgão observaram combatentes feridos sendo levados à casa para tratamento e recuperação, que eram realizados pelas enfermeiras das FARC conhecidas pelos vulgos de Tatiana e Viviana.

“Essas mulheres usavam seu conhecimento, trabalhando em um prédio que foi adaptado como depósito de medicamentos e como clínica para tratamento e reabilitação de guerrilheiros feridos”, afirma o diretor da DIJIN, general Carlos Ramiro Mena.

A operação ocorreu após o anúncio em 26 de fevereiro de que as FARC estariam abrindo mão do sequestro de civis por dinheiro. Mas o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, insiste que o grupo guerrilheiro cesse a prática de sequestro e todos os demais atos de terrorismo antes de iniciar as negociações de paz com seu governo.

Em novembro último, tropas do governo mataram Guillermo León Sáenz Vargas, vulgo “Alfonso Cano”. O supremo comandante das FARC de 63 anos morreu em um tiroteio nas montanhas do departamento de Cauca, no sudoeste da Colômbia. Pouco depois, Santos classificou a morte do terrorista como “o golpe mais devastador que o grupo já sofreu em toda sua história”.

Sob o comando de Henry Castellanos Garzón, vulgo “Romaña”, os guerrilheiros feridos em ação no departamento de Meta — localizado ao sul de Bogotá e que dá acesso ao vasto Parque Nacional Natural Sumapaz — seriam levados para Usme. Lá, os rebeldes, afiliados à Frente Ariari das FARC, receberiam cuidados até se recuperarem.

No início de março, 12 membros das RAT foram capturados e uma pequena fábrica de uniformes idênticos aos utilizados pelas tropas do governo foi tomada. Diz-se que esses uniformes seguiam para o sul, às zonas de conflito, onde os militantes das FARC — disfarçados como tropas do governo — criavam falsos bloqueios nas estradas perto de instalações militares para fins de sequestro e extorsão.

Embora esses ataques em Usme e Meta tenham produzido resultados significativos, as informações recolhidas na operação servem para lembrar os civis e o governo o quão perto as FARC estão de Bogotá e quão fácil é para os rebeldes chegar à cidade.

Há muito, o distrito de Usme é um problema para a polícia de Bogotá, pois acaba em uma grande e aberta estepe a apenas 30 km da capital. Com altitudes que variam de 1.500 a 4.360 metros acima do nível do mar e com pontos de entrada que descem da Cordilheira dos Andes para as florestas de várzea dos departamentos de Meta e Huila, esta é uma região difícil de ser patrulhada — algo que não passou despercebido por Romaña e pelo membro do Secretariado das FARC Mauricio Jaramillo, vulgo “El Médico”.

Romaña, que ainda não foi preso pelas forças de segurança, era o braço direito de Jorge Briceño Suárez, vulgo “Mono Jojoy”, o ex-comandante militar das FARC morto em um ataque em setembro de 2010 em Meta. Agora, Romaña supervisiona a mesma área que seu ex-chefe e, por sua vez, tem forte participação na coordenação das chamadas “milícias urbanas” do grupo rebelde e na supervisão do transporte de armas, munições e explosivos para Bogotá.

Apesar de Romaña continuar foragido em Meta, as forças da DIJIN conseguiram capturar um guerrilheiro subversivo de nome Jaider Henao Naranjo, vulgo “Diego Guapuchon”.

Em comunicado à imprensa, Mena, da DIJIN, disse que este subversivo era “diretamente encarregado da coordenação do tráfico de armas, munições e explosivos da organização para Bogotá, cuja maior parte era negociada com a venda de coca em várias áreas periféricas da cidade de Mesetas [no departamento de Meta]”.

Em uma reviravolta que mostra a importância da operação policial e militar, Naranjo — capturado junto com seu irmão, Alexis Henao Naranjo — tem ligações diretas com Mauricio “El Médico” Jaramillo, membro do Secretariado das FARC encarregado das unidades guerrilheiras móveis.

Com a captura dessas milícias urbanas das FARC, a polícia diz ter encerrado uma investigação iniciada em novembro de 2011, quando uma granada foi detonada no norte de Bogotá, pois Mono Jojoy, Romaña e Guapuchon estavam entre os principais líderes das FARC que tinham experiência em explosivos.

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9 de Comentários

  • andres | 2012-07-09

    bom

  • wilmer | 2012-06-29

    quero fazer parte dos muitos companheiros que estão tentando uma mudança para nosso país

  • GENERAL JUAN PABLO REYES | 2012-06-24

    Está na hora de o PT do Brasil também fechar as repartições e parar de dar apoio a estes terroristas. Hipócritas!

  • João | 2012-06-22

    Muito Interessante

  • Alirio de Jesús Sendrea Pinto | 2012-06-19

    É uma vergonha da narcopolítica colombiana, Uribe representa o mais podre dessa política. VIVEREMOS E VENCEREMOS!!!!!!!!

  • no miente | 2012-06-08

    Este Luis Morillo que escreveu é uma desgraça, pensando assim do líder da revolução bolivariana ; um homem limpo, claro em suas ideias, pensamento e povo ; Claro que Morillo não é patriótico.

  • benito | 2012-06-07

    não é segredo para ninguém que os guerrilheiros estão na Venezuela comendo bem uma vez que estão ao pé do comandante

  • gabriel omaña uribe | 2012-05-31

    Aqueles que se intitulam democráticos com 7 bases estrangeiras, em seu próprio país. Essas sim são REDES DE APOIO AO TERRORISMO UNIVERSAL. Eles as usam para eliminar aqueles que atrapalham seus negócios de narcotráfico e lavagem de seus dólares, são os mercenários de seu projeto primordial, assassinos. É uma lástima que o povo da Colômbia seja tão pobre que a miséria o leve a vender sua dignidade.

  • luis morillo | 2012-05-26

    Acho que devemos estar muito alertas em relação ao presidente Chávez em virtude de todas as declarações públicas que ele tem feito em apoio às FARC já há bastante tempo.