2012-04-02

República Dominicana: Apreendida 1,5 t métrica de cocaína

O chefe da DNCD, general Rolando Rosado Mateo (com os microfones), ao lado
					de agentes antinarcóticos da República Dominicana, exibe a cocaína apreendida em
					uma lancha perto da cidade caribenha de Juan Dolio. O volume estimado é de 1,5 t
					métrica. (Cortesia da DNCD)

O chefe da DNCD, general Rolando Rosado Mateo (com os microfones), ao lado de agentes antinarcóticos da República Dominicana, exibe a cocaína apreendida em uma lancha perto da cidade caribenha de Juan Dolio. O volume estimado é de 1,5 t métrica. (Cortesia da DNCD)

Por Ezra Fieser para Infosurhoy.com — 29/03/2012

SANTO DOMINGO, República Dominicana – Agentes antinarcóticos apreenderam 1,5 t métrica de cocaína em uma lancha, prenderam três venezuelanos e estão à procura de mais seis suspeitos de ligações com um chefe do tráfico de drogas preso no ano passado.

A apreensão é resultado de uma investigação chamada de Operação Terremoto, que durou meses. Esta é a maior apreensão deste ano e faz parte de uma série de grandes operações que levaram ao confisco de toneladas de cocaína.

A Operação Terremoto foi realizada na manhã de 25 de março, perto da cidade caribenha de Juan Dolio. Representantes da Direção Nacional de Controle de Drogas (DNCD) afirmaram que a embarcação, uma lancha de 40 pés com motores externos de 250 cavalos de força, foi rastreada na Península de Guajira, na costa do Caribe colombiano, perto da fronteira com a Venezuela.

A Divisão Tática de Investigações Sensíveis da República Dominicana, uma unidade de elite de combate ao narcotráfico, começou a rastrear o barco a cerca de 160 km ao sul da costa dominicana.

Agentes da DNCD, da Polícia Nacional e da Agência Antidrogas dos Estados Unidos (DEA) abordaram a lancha e confiscaram 1.236 sacos de cocaína, prendendo três pessoas. Os agentes encontraram no barco sofisticados equipamentos de comunicação e de visão noturna, que os supostos traficantes usavam para navegação.

Os três venezuelanos detidos foram identificados como Richard Chirino Primera, Eliezer Hernández Guanita e Cruz Rafael Natera Fermín.

Além disso, autoridades da DNCD afirmaram que estão prestes a prender seis dominicanos que supostamente receberiam a cocaína.

Essas pessoas fariam parte de uma quadrilha do tráfico de drogas ligada a Ramón Antonio del Rosario Puente, um chefão do narcotráfico que foi preso no ano passado e extraditado para Porto Rico a pedido de autoridades federais dos EUA, que, de lá, o transferiram para Nova York.

Rosario, conhecido como “Toño Leña”, é acusado de transportar drogas do leste da República Dominicana para Porto Rico, em uma enorme operação de tráfico de drogas supervisionada por José Figueroa Agosto, que é chamado de “o Pablo Escobar do Caribe”.

Figueroa Agosto foi preso em Porto Rico no ano passado e está cumprindo pena de 209 anos de prisão em Nova York. Recentemente, ele se declarou culpado de acusações de tráfico de drogas no tribunal federal norte-americano em Porto Rico. Isso deve prolongar sua pena.

Rosario negou ligações com Figueroa Agosto, mas representantes da DNCD afirmaram que partes da organização criminosa ainda atuam na República Dominicana.

“A rede de traficantes usa os serviços de venezuelanos, colombianos e remanescentes do bando de Toño Leña para trazer narcóticos para o país e, depois, enviá-los para os Estados Unidos e a Europa”, disse o chefe da DNCD, general Rolando Rosado Mateo. “Essas pessoas estavam encarregadas de dirigir e coordenar as operações de tráfico de drogas na República Dominicana.”

A cocaína apreendida na operação foi enviada para um laboratório, para a realização de testes de pureza e pesagem. Segundo representantes da DNCD, a droga teria um valor de mercado de US$ 75 milhões (R$ 137 milhões).

Essa foi a terceira grande apreensão das autoridades dominicanas em pouco mais de um mês.

Em 14 de março, a DNCD confiscou 807,4 kg de cocaína em um contêiner a bordo de um navio atracado no Porto de Caucedo. A droga estava distribuída em pequenos pacotes e escondida em fardos de tabaco com destino ao Porto de Valência, na Espanha. Oito pessoas foram presas na operação.

Em 22 de fevereiro, a DNCD realizou a Operação Vulcão, uma investigação de dois meses que levou à apreensão de 633 kg de cocaína supostamente transportada por mar da América do Sul para Porto Rico, pela costa sul da República Dominicana.

A concentração de apreensões no mar reflete uma crescente preocupação das autoridades dominicanas.

O país praticamente eliminou voos transportando drogas ilícitas da América do Sul quando começou a usar suas próprias aeronaves.

No entanto, a redução nos voos “dobrou os esforços dos traficantes para transportar drogas por mar, usando barcos rápidos, barcos pesqueiros privados, veículos recreativos e de carga”, disse o embaixador da República Dominicana nos EUA, Anibal de Castro, em uma audiência sobre o narcotráfico no Caribe em fevereiro último.

Os grandes confiscos de drogas nos primeiros meses de 2012 aconteceram depois de um ano em que a DNCD e outros órgãos antinarcóticos registraram um nível recorde de apreensões de cocaína.

Em 2011, foram apreendidos 6.715 kg de cocaína, um volume 48% superior ao do ano anterior, quando os confiscos totalizaram 4.527 kg, de acordo com a DNCD.

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