2012-03-21

SOUTHCOM promove o Programa para Oficiais de Ligação das Nações Parceiras

O Ten Cel Bruno Vielle (esq.) do Exército de Canadá, o Cel José Forero do Exército da Colômbia (ctro), o Cap Claudio Escalona da Marinha do Chile (dir), o Comte Alexandre da Silva dos Fuzileiros Navais do Brasil (não está na foto) e o Cel Carlos O. Ríos do Exército do Peru (não está na foto) atualmente estão asignados ao Comando Sul dos EUA como oficiais de ligação. Foto: Sandra M. Johnson/DIÁLOGO

O Ten Cel Bruno Vielle (esq.) do Exército de Canadá, o Cel José Forero do Exército da Colômbia (ctro), o Cap Claudio Escalona da Marinha do Chile (dir), o Comte Alexandre da Silva dos Fuzileiros Navais do Brasil (não está na foto) e o Cel Carlos O. Ríos do Exército do Peru (não está na foto) atualmente estão asignados ao Comando Sul dos EUA como oficiais de ligação. Foto: Sandra M. Johnson/DIÁLOGO

Claudia Sánchez-Bustamante/DIÁLOGO

O Comando Sul dos Estados Unidos (SOUTHCOM) criou o Programa para Oficiais de Ligação das Nações Parceiras (PNLO) em 1998, com o objetivo de estabelecer ligações com as nações parceiras dos EUA na América Central, América do Sul e Caribe, que possam ser um caminho para incentivar um melhor conhecimento sobre as missões e táticas, facilitar a capacidade de integrar e sincronizar as operações, auxiliar na transferência de informações vitais, aumentar a confiança mútua e o nível do trabalho de equipe.

Desenvolvido em estrita coordenação com os líderes regionais de defesa, o programa recebeu, desde sua criação, oficiais militares de ligação de sete países sul-americanos, incluindo Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Peru e Uruguai, além do Canadá.

A Publicação Conjunta das Forças Armadas dos EUA (JP) 3-16, sobre Operações Multinacionais, enfatiza a importância do programa que facilita a compreensão, a coordenação, o desenvolvimento da interoperacionalidade, e contribui significativamente para o sucesso da missão.

O Tenente-Coronel Ed Lluberes, do Exército dos EUA, que comanda atualmente o programa PNLO no SOUTHCOM, disse a Diálogo que todos os países da região foram convidados a participar do programa, mas nem todos poderão fazê-lo.

Entre muitas responsabilidades, como representantes das Forças Armadas de seus países no SOUTHCOM, os oficiais de ligação das nações parceiras desempenham um papel crucial na melhoria da interoperacionalidade das forças norte-americanas através da manutenção das boas relações entre esses países.

Eles são parte integrante da equipe do SOUTHCOM e permitem uma visão cultural e operacional, fazem recomendações e mostram perspectivas sobre temas chaves aos líderes seniores e equipe do SOUTHCOM; contribuem diretamente com as atividades regionais de planejamento dos compromissos; e acompanham rotineiramente os líderes militares e de defesa seniores em viagens oficiais a seus países.

“Mais importante ainda, eles podem ser nossos porta-vozes em defesa de nosso [dos EUA] modo de agir”, disse o Tenente-Coronel Ed Lluberes.

Existem atualmente cinco representantes dos diferentes ramos das Forças Armadas do Brasil, Canadá, Chile, Colômbia e Peru lotados na Divisão de Relações Políticas e Militares do SOUTHCOM no diretório de Estratégia, Diretrizes e Planos.

O comandante Alexandre da Silva do Corpo de Fuzileiros Navais da Marinha brasileira assumiu seu posto no SOUTHCOM em fevereiro de 2012, após servir como comandante da Companhia de Polícia Militar no Comando de Logística dos Fuzileiros, na sede do Corpo de Fuzileiros Navais brasileiro.

O Tenente-Coronel Bruno Vielle entrou para o SOUTHCOM em junho de 2011, vindo da Divisão de Infantaria do Exército canadense, onde se formou como oficial de Infantaria e foi designado ao 22º Regimento Real, em 1988.

O Capitão Claudio Escalona, do Corpo de Fuzileiros Navais da Marinha chilena, é oficial de Combate Anfíbio e Artilharia da Marinha, que assumiu seu posto no SOUTHCOM em fevereiro de 2012.

O Capitão Escalona tem ampla experiência em Operações de Manutenção da Paz e serviu recentemente como comandante do Batalhão Chileno na Missão de Estabilização das Nações Unidas (MINUSTAH), no Haiti.

O Coronel José Alejandro Forero entrou para a equipe do SOUTHCOM em julho de 2011 como oficial de Infantaria do Exército colombiano. Ele chegou a Miami como um oficial experiente em todas as áreas de missões de combate, incluindo Transporte Aéreo, Combate à Contrainsurgência, Comando e Controle e Direitos Humanos.

Uma grande contribuição do Coronel Forero é sua vasta experiência no combate aos grupos armados ilegais, tais como as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), a que ele dedicou grande parte de sua carreira militar. Na verdade, a participação prática do Coronel Forero nas operações do Exército colombiano para resgatar os reféns das FARC, incluindo três empreiteiros norte-americanos sequestrados em 2003, foi uma grande contribuição para o SOUTHCOM.

O Coronel Carlos Orlando Ríos, do Exército peruano, assumiu seu posto no SOUTHCOM em março de 2011. Ele também chegou a Miami bastante familiarizado com as áreas de missões de combate e operações de manutenção da paz. Vale notar que muitos dos oficiais têm formação estritamente operacional, e por isto sua presença no SOUTHCOM lhes possibilita uma experiência completamente nova, com a qual eles aprendem importantes lições levam novas ideias para seus países.

Por outro lado, eles trazem um know-how único dos eventos que acontecem em seus próprios países. Por exemplo, o antigo PNLO chileno lotado no SOUTHCOM, o Capitão da Marinha Luis Felipe Bravo, chegou a Miami apenas 10 dias antes do terremoto de magnitude 8.8 que assolou seu país em fevereiro de 2010. O Capitão Bravo deu uma contribuição valiosíssima como o principal elo com as Autoridades de Comando do Chile durante o devastador desastre.

Falando sobre o programa, o Tenente-Brigadeiro-do-Ar Douglas Fraser, comandante do USSOUTHCOM, disse: “os Oficiais de Ligação das Nações Parceiras aumentam nossa compreensão da região de tal forma que, não fossem eles, não teríamos as contribuições específicas à equipe do SOUTHCOM, aos exercícios, as visitas de visitantes ilustres, ou a educação da equipe como um todo. Eles já mostraram claramente seu valor permitindo a continuidade e a transparência necessárias para aumentar a segurança regional, a estabilidade e a prosperidade das Américas”.

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