2012-03-15

América Central, Colômbia, México e Peru se preparam contra as extorsões

Instrutores assistem à inauguração da Academia Internacional para o Cumprimento da Lei, em São Salvador, El Salvador, no dia 20 de janeiro de 2012. Os EUA e El Salvador inauguraram a academia para capacitar as forças de orden do hemisfério occidental. AFP FOTO / Jose CABEZAS

Instrutores assistem à inauguração da Academia Internacional para o Cumprimento da Lei, em São Salvador, El Salvador, no dia 20 de janeiro de 2012. Os EUA e El Salvador inauguraram a academia para capacitar as forças de orden do hemisfério occidental. AFP FOTO / Jose CABEZAS

AFP

Cerca de 50 policiais, promotores e juízes da Guatemala, El Salvador, Honduras, México, Colômbia e Peru participam de um curso especializado para combater o propagado delito de extorsão, ministrado por especialistas norte-americanos na capital salvadorenha.

A capacitação, na Academia Internacional para o Cumprimento de Lei (ILEA), no oeste de São Salvador, procura “respostas eficientes”, segundo o diretor regional do FBI, Joseph Deters.

O curso, preparado pelo Departamento de Justiça norte-americano, ensina técnicas de “investigações e julgamento” da extorsão, que se difundiu na região, sobretudo na Guatemala, El Salvador e Honduras.

Deters disse que a falta de denúncias nos casos de extorsão “impedem que o flagelo seja enfrentado de maneira rápida e eficiente”.

As vítimas muitas vezes preferem não denunciar seu caso por “medo” ou porque não acreditam na proteção das autoridades, e por isto prevalece a “impunidade”, o que contribui para o “fortalecimento” das estruturas do crime, disse Deters.

“Os algozes, através da intimidação do cidadão e do uso da violência indiscriminada, aumentaram as extorsões a pequenos comerciantes”, alertou.

O especialista do FBI advertiu que “na medida em que a extorsão se expande, é cada vez mais difícil identificá-la, diagnosticá-la e caracterizá-la”.

No caso de El Salvador, para “atacar” as extorsões que afetam os pequenos e médios comerciantes, o FBI propõe um “grupo de trabalho” que inclua policiais, promotores e juízes através da iniciativa Associação para o Crescimento, empreendida pelos Estados Unidos.

O ministro da Justiça e Segurança de El Salvador, David Munguía, reconheceu que a extorsão “está golpeando fortemente” a população de classe média e os setores populares, mas lamentou que as vítimas não denunciem os casos por “não confiarem em suas autoridades”.

Munguía lembrou que Guatemala, El Salvador e Honduras, que formam o chamado Triângulo Norte, “tenham-se transformado, nos últimos anos, nos países com o maior índice de criminalidade do mundo”.

Honduras registra 82 homicídios para cada 100 mil habitantes, Guatemala 40 e El Salvador 65. As extorsões nesses países afetam o comércio, as empresas de ônibus, táxis, escolas, famílias.

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