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2012-02-27

“Camarada Artemio” será julgado por terrorismo, narcotráfico e lavagem de dinheiro

As autoridades do Peru afirmam ter provas suficientes para julgar o “camarada Artemio por crimes de narcotráfico. Na foto, o chefe guerrilheiro é levado para uma dependência da Polícia. (Foto: AFP / Ministério do Interior do Peru)

As autoridades do Peru afirmam ter provas suficientes para julgar o “camarada Artemio por crimes de narcotráfico. Na foto, o chefe guerrilheiro é levado para uma dependência da Polícia. (Foto: AFP / Ministério do Interior do Peru)

AFP

O chefe de uma das facções remanescentes do Sendero Luminoso recentemente capturado, o “camarada Artemio”, poderá ser julgado já em agosto, por ter acumulados processos contra ele por crimes de narcotráfico e terrorismo, estimou a Promotoria peruana em 23 de fevereiro.

“Em meados do ano (…) ele poderá ser condenado por terrorismo, tráfico ilícito de drogas e lavagem de dinheiro”, disse o promotor peruano José Peláez.

Florindo Flores Hala, vulgo “Artemio”, de 47 anos, poderá receber sentença que vai de 20 anos de detenção até a prisão perpétua, segundo as leis peruanas.

“Artemio pertenceu ao comitê central do Sendero Luminoso e participou de atos criminosos”, disse Peláez, sem especificar quantos crimes lhe são imputados. Ele declarou ainda que, apesar de o líder guerrilheiro não ter admitido sua participação em crimes de narcotráfico, existem provas suficientes para sua acusação.

No dia 23 de fevereiro, o dirigente do Sendero Luminoso foi entregue à Polícia antiterrorista, onde permanecerá detido e sob investigação fiscal até 15 dias, de acordo com a lei peruana.

O líder guerrilheiro permaneceu 10 dias hospitalizado devido a três ferimentos a bala que sofreu durante sua captura em Tocache, no noroeste do Peru.

O Poder Judiciário informou no dia 15 de fevereiro passado que “Artemio” terá um único julgamento pelos crimes de terrorismo e narcotráfico.

No caso do narcotráfico, as autoridades dizem que ele será julgado por vínculos com grupos de traficantes de drogas na selva peruana.

O Sendero Luminoso, umas das mais sangrentas guerrilhas da América Latina, foi desarticulado em meados dos anos 90, e seus principais líderes cumprem pena de detenção após um conflito interno que deixou cerca de 70 mil mortos, segundo a Comissão de Verdade e Reconciliação.

A prisão em 1992 de Abimael Guzmán, fundador e líder do Sendero Luminoso, marcou o início do declínio do grupo maoísta, mas seus remanescentes resistiram através de alianças com o narcotráfico, segundo o governo.

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